Língua tucana

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Tucano
Falado em: Brasil, Colômbia
Total de falantes: 4.630 (1986 SIL)
Família: Tucana
 Leste
  Norte
   Tucano
Códigos de língua
ISO 639-1: --
ISO 639-2: sai
ISO 639-3: tuo

O tucano também se tornou língua franca da região do Alto Rio Negro (AM), em meados do século XX, em virtude da presença das missões salesianas na região, sendo falada por diferentes nações indígenas: Uanana, Tucano, Dessana, etc. É uma das três línguas oficiais do município de São Gabriel da Cachoeira do Estado do Amazonas, e assim sendo reconhecida pela Federação brasileira como um de seus idiomas.

Falantes[editar | editar código-fonte]

São 2.630 falantes no Brasil (1986 SIL). 46 eram falantes de Wasona,16 deles casados com pessoas de outros grupos (Conf. González de Pérez 2000). Na Colômbia são cerca de 2.000 falantes. A população étnica total nos dois países é de 7.000.

Vivem no noroeste do estado, em São Gabriel da Cachoeira, aldeia Yacayaca, e municípios vizinhos.Na Colômbia se localizam no alto rio Papuri.

A língua é usada como 2º idioma em muitas tribos vizinhas, principalmente em Mitú, Colômbia. Os que a usam como primeira língua são 30% a 40% alfabetizados com o uso do nos são espanhol, português e outras línguas tucanas.

Nomes e dialetos[editar | editar código-fonte]

No Brasil a língua é também chamada Daxsea, Takuna, Tukána;na Colômbia tem os nomes Betaya, Betoya, Dachsea, Dasea, Daxsea, Tukana, Tukano; Na Colômbia são 6 os dialeto já identificados.No Brasil há as variantes dialetais Yohoraa (Curaua), Wasona (Uasona), Pisamira, Papiwa, Papihua, “Pisatapuyo” , “Pisa-tapuyo”;

Escrita[editar | editar código-fonte]

A língua Tucano usa o alfabeto latino com as devidas adaptações feitas por missionários. Há um conjunto das 4 vogais (sem o O) nas formas breve (com barra superior) e normal. Há ainda o U barrado nas formas breve e normal. Entre as consoantes não há as letras F, H, K, L,V, X, Z, porém, há as formas ñ, pj, tj e o apóstrofo (').

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Barnes, Janet, compiler. 1993. Cuando no habia agua y otros leyendas indígenas.
  • Barnes, Janet. 1992. "Verbos de movimiento en Proto Tucano."
  • Barnes, Janet. 1999. "Tucano."
  • Gawthorne, Linda A., editor. 1976. Estudios tucanos 4.
  • Goehner, Marie, Birdie West, and William R. Merrifield. 1985. "Tucano (Tucanoan) kinship terminology."
  • Grimes, Joseph E., editor. 1986. Sentence initial devices.
  • Heinze, Carol, editor. 1977. Estudios tucanos 2.
  • Hollenbach, Barbara E. 1991. Review of: Sentence initial devices, by Joseph E. Grimes, editor.
  • Levinsohn, Stephen H., editor. 1992. Estudios comparativos: Proto tucano.
  • Longacre, Robert E. and Frances M. Woods, editors. 1977. Discourse grammar: Studies in indigenous languages of Colombia, Panama, and Ecuador, 2.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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