Bicho-de-pé
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| Tunga penetrans Linnaeus, 1758 |
O Tunga penetrans, mais conhecido como bicho-de-pé, é um inseto sifonáptero (Tunga penetrans) da família dos tungídeos, de presumida origem sul-americana, relativamente comum nas zonas rurais. É o agente causador da tungíase: a fêmea fecundada penetra na pele do homem ou de outros animais, causando forte coceira e ulceração que pode servir como porta para infecções de agentes patogênicos como o Clostridium tetani, causador do tétano.
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Sinônimos[editar]
Também conhecido como: Batata baroa, bicho, bichô, bicho-de-cachorro, bicho-de-porco (ou bicho-do-porco), bicho-boco, bicho-do-pé, bitacaia, chique, chitacaia, dengoso, espinho-de-bananeira, esporão, jatecuba, matacanha ou bitacaia (Angola e Moçambique), djigan (Guiné-Bissau), moranga, nígua (Portugal), olho-branco, olho-de-pinto, pique, piolho-de-faraó, pitxoca/pitxoka, pulga-da-areia, pulga-de-bicho, pulga-do-porco, pulga-penetrante, sico, taçura, taçuru, tatarné, tuçuru, tunga, tunguaçu, vitacaia, xiquexique, xíquia, zunga, zunge, zunja.
Classificação[editar]
Esse inseto pertence à ordem das pulgas (Siphonaptera) e, como elas, não tem mais que um milímetro de comprimento. Ganhou seu nome popular por penetrar na pele humana, em especial entre os dedos do pé, onde ela é mais fina e tenra. Quem anda descalço em áreas infestadas - normalmente currais, chiqueiros e praia - é, portanto, sua vítima preferencial.
Na verdade, só a fêmea grávida invade o organismo humano, para nutrir-se de sangue enquanto desenvolve os ovos. A coceira é causada por uma substância que o bicho-de-pé usa para furar a pele.
Temido inimigo[editar]
Na época colonial, as pessoas que se aventuraram pelo interior do Brasil relataram suas penosas experiências ao serem atacadas pelo bicho-de-pé. Entre eles, destacaram-se o frade franciscano André Thevet (1502-1590), o francês Francisco Pyrard, de Laval (1578-1623), Richard Fleckno (c.1600-1678?), o capitão francês Chancel de Lagrange (1678-1847), o alemão Príncipe Maximiliano zu Wied-Neuwied (1782-1867), o botânico, naturalista e viajante francês Auguste de Saint-Hilaire, o escritor, tradutor, linguista, geógrafo, poeta, antropólogo, orientalista, espadachim, explorador e agente secreto britânico Sir Richard Charles Burton, entre outros. Aparece também no romance de Gilberto Freire (1900-1987) Dona Sinhá e o Filho do Padre e no Campo Geral (conto Manuelzão e Miguilim) de Guimarães Rosa.1
Referências
- ↑ Cavalcante, Messias Soares. A verdadeira história da cachaça. São Paulo: Sá Editora, 2011. 608p. ISBN 9788588193628