Pari

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Distrito paulistano do
Pari
Área 2,9 km²
População (94°) 17.299[1] hab. (2010)
Densidade 55,67 hab/ha
Renda média R$ 1.344,31
IDH 0,863 - elevado (43°)
Subprefeitura Mooca
Região Administrativa Sudeste
Área Geográfica Centro Expandido
Distritos de São Paulo Bandeira da cidade de São Paulo.svg

O Pari é um distrito situado na região central da cidade brasileira de São Paulo, a nordeste do chamado Centro Histórico da Capital. Apesar de sua posição geográfica voltada mais ao norte, pertence à Região Administrativa Sudeste da Capital, visto que o bairro integra a Subprefeitura da Mooca.

Trata-se de um dos menores distritos da Capital, abrangendo o bairro do Canindé, onde se situa o estádio da Associação Portuguesa de Desportos e o Shopping D. O bairro possui também a sede da CEFET-SP (Atual IFSP). Tradicionalmente a comunidade do bairro participa dos desfiles de Carnaval com a sua Escola de Samba Colorado do Brás.

O distrito é atendido pela Linha 1 (Azul) do Metrô de São Paulo, que passa dentro de seus limites, embora não haja nenhuma estação ali. Porém, quem freqüenta o bairro pode se utilizar da Estação Armênia, que fica a três quarteirões do Estádio do Canindé, por exemplo.

Apesar de ser um distrito relativamente pequeno (possui 2,75 km²), suas ruas são largas e asfaltadas, sendo que algumas possuem canteiro central com vegetação. Por ocupar a várzea do Rio Tietê, é um bairro quase inteiro plano, sendo também considerado um bairro "baixo", pois em sua área existem muitos poucos prédios acima de quatro andares, sendo predominantes as casas, prédios de dois ou três andares, além de vários galpões e garagens de ônibus no Largo do Pari(Feirinha da Madrugada)e Galpão da Associohorti na rua Sta Rosa.[2]

Formação[editar | editar código-fonte]

O Pari é um bairro antigo da cidade de São Paulo, cravado entre os rios Tamanduateí e Tietê. Formou-se em fins do século XVI e tem uma história interessante em torno do seu nome: pari era uma cerca de taquara ou cipó, estendida de mar a mar para pescar peixes[3] . No caso, eles eram pescados principalmente nos rios Tietê e Tamanduateí, que ficavam próximos e eram rios piscosos, próprios para a instalação de "paris". Constituído essencialmente por pescadores, seus habitantes eram formados por índios, portugueses e mamelucos. Situado em uma região de alagamentos, Pari foi uma parte importante para a sobrevivência e o crescimento da cidade durante seus primeiros séculos, enquanto a alimentação dos moradores era resultado da pesca.

Em 1867, foi inaugurado, pela São Paulo Railway, um pátio ferroviário denominado Pari, hoje erradicado, que auxiliava nas manobras e na estocagem dos materiais que não podiam permanecer na Estação da Luz, possuindo também uma pequena estação de embarque e desembarque de mercadorias. Porém, apesar do nome, o pátio situava-se fora do atual distrito, entre as atuais ruas São Caetano, Monsenhor Andrade, Mendes Caldeira e a Avenida do Estado, no Distrito do Brás. Neste distrito, também também se situa o denominado Largo do Pari, logradouro da confluência da Avenida do Estado com a Rua Santa Rosa e, por aí, se percebe que a delimitação do distrito não respeitou a antiga compreensão que se tinha do Bairro do Pari.

Século XX[editar | editar código-fonte]

Igreja Santa Rita de Cássia do Pari.

No início do século XX, a cidade de São Paulo, passa por um intenso processo de urbanização e a vinda de um grande fluxo de imigrantes europeus. O Pari por ser um bairro operário, recebe grandes contigentes de italianos, espanhóis, portugueses e gregos, nesse período os imigrantes italianos, nos fins de semana, ocupavam a praça Padre Bento, para cantar e dançar a "tarantela". Para tentar acabar com os constantes transbordamentos nos arredores do rio Tamanduateí, a prefeitura mandou, em 1908, solevar uma grande extensão da várzea do rio. Foram cobertos com dois metros de terra as planícies do Brás, passando por Pari, até a Mooca. Na década de 1940, sírios e libaneses passam a integrar o bairro multi-étnico.

Nos anos 60, assim como toda a região central de São Paulo, o Pari passou por um processo de degradação e esvaziamento populacional, na década de 1980 o bairro passou a abrigar um grande contingente da colônia coreana e, a partir da década de 1990 o bairro começa a receber um grande número de imigrantes bolivianos, que se reúnem aos domingos na praça Kantuta. Nos últimos anos do século o bairro mudou seu perfil urbano, e suas antigas fábricas passaram a ser substituídas por novos empreendimentos residenciais.

Atualmente o bairro do Pari é conhecido como um dos maiores polos da indústria de confecções do país, sendo visitado diariamente por consumidores vindos de diversas regiões do Brasil e até do exterior, para adquirir confecções e produtos de vestuário nas centenas de lojas que comercializam tanto no atacado como no varejo, localizadas principalmente nas ruas Silva Teles, Maria Marcolina, Oriente entre outras, se estendendo até o bairro do Brás, formando com o comércio deste bairro vizinho um único centro comercial.

Paróquia Santo Antônio[editar | editar código-fonte]

A paróquia Santo Antônio do Pari foi fundada no dia 2 de fevereiro de 1914, por dom Duarte Leopoldo e Silva, e seu primeiro pároco foi o português Frei José Rolim. Proprietário de terrenos no bairro, Arthut Vautier, vendo o esforço e o trabalho de Rolim, doou um terreno para a construção de uma igreja. A matriz de Santo Antônio do Pari começou a ser construída em agosto de 1922 e foi entregue à população em 13 de junho de 1924. Na madrugada de 14 de junho de 2006, um incêndio destrói uma das torres e a totalidade da ala direita da igreja. A igreja passou por um processo de restauração.

Institutos educacionais[editar | editar código-fonte]

Colégio Bom Jesus[editar | editar código-fonte]

Iniciou suas atividades em 3 de fevereiro de 1919, com o nome de Escola Parochial José de Anchieta, por iniciativa de Frei Olivério Kraemer, Franciscano, vigário da Paróquia Santo Antônio na época. Prestou um grande serviço a comunidade, ensinando gratuitamente milhares de filhos de imigrantes operários. No início, ensinava crianças de 6 a 10 anos em um pequeno espaço na rua Maria Marcolina. Em Setembro de 2013 o Colégio anuncia o encerramento de suas atividades educacionais . Em 19 de Outubro de 2013, moradores da região protestam contra o fechamento do mesmo e reivindicam o tombamento do prédio pertencente ao colégio que possuía 94 anos de existência. Pouco ainda se sabe sobre o destino do prédio no qual o Colégio funcionava.

Colégio da Polícia Militar[editar | editar código-fonte]

A história da escola se inicia em 1978 quando é fundada a primeira unidade na avenida Cruzeiro do Sul, na época o projeto da escola era centrado em abrigar e dar ensino à estudantes que eram órfãos e/ou dependentes de militares. Com o passar do tempo devido ao número de vagas existentes na instituição o colégio passou a dar ensino para qualquer aluno.

Limites[editar | editar código-fonte]

Distritos limítrofes[editar | editar código-fonte]

Subdistritos[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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