Parelheiros

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Distrito paulistano de
Parelheiros
Área 153 km²
População (27°) 146.212 hab. (2010)
Densidade 95,3 hab/ha
Renda média R$ 602,71
IDH 0,747 - médio (95°)
Subprefeitura Parelheiros
Região Administrativa Sul
Área Geográfica 6
Distritos de São Paulo Bandeira da cidade de São Paulo.svg

Parelheiros é um distrito localizado no extremo sul da cidade de São Paulo, no Brasil. É o segundo maior distrito da cidade em extensão territorial, embora seja muito pouco povoado. Tem a maior parte da área coberta por reservas ambientais de mata atlântica - nele, se localiza a Área de Proteção Ambiental Capivari-monos. Em Parelheiros, também se localiza uma aldeia indígena guarani, a Krukutu[1] . A região recepcionou a primeira imigração alemã no estado, no início do século XIX. Distancia-se de quinze a 25 quilômetros de Itanhaém e de São Vicente, no litoral e de cinquenta a sessenta quilômetros do Centro da cidade.

História[editar | editar código-fonte]

Na região de Parelheiros, já havia nativos e caboclos antes da vinda dos imigrantes alemães (1829). Nativos, ou "indios," como ainda sao erroneamente chamados, acabaram sendo forcados de um lado ao outro, assim que estradas eram abertas. Diz-se que havia também um grande quilombo de ex-escravizados afro-brasileiros ou foragidos. A mao de obra imigrante era composta sobretudo por ex-militares e o intuito era "clarear" a raca brasileira,pois o governo imperial temia que o pais se tornasse um pais de negros,o que na verdade já' o era na sua maioria, ou mormente composto por mulatos,entre eles brilhantes estadistas e engenheiros, isto e', em se tratando de filhos de negras com pais brancos de certa posicao e que podiam mandar seus filhos estudar na Europa.Sendo Princesa Leopoldina de origem austríaca e tendo bom relacionamento com terras de língua germanica, sem contar o favoritismo por teutônicos tidos como superiores no aspecto racial, "nada melhor" que traze-los p/repovoar o novo mundo!

A teimosia teuta, assim como havia sido a dos indigenas ao serem forcados ao trabalho escravo, os impediu de aceitar qualquer terra improdutiva para viverem. Vários foram enganados e quando chegaram 'a regiao e viram que eram dominadas por brejos, partiram a outras regioes mais ferteis e onde havia mais conterraneos como no Sul do pais. Alguns, porem ficaram e como nao tinham templo onde se congregarem e como o Brasil ainda tinha o catolicismo como religiao oficial, os pobres luteranos eram forcados a viajar com colonos catolicos 'a matriz de Santo Amaro todo domingo e ouvir missa catolica-romana talvez para que nao ficassem na ociosidade ou se reunissem em culto protestante. Mais tarde, os japoneses foram trazidos para trabalho no campo.

Parelheiros recebeu este nome devido às diversas corridas de cavalos (parelhas) entre os alemães e os brasileiros. Antes o bairro era conhecido como Santa Cruz, por existir uma cruz no local, colocada por um devoto chamado Amaro de Pontes, a qual originou a igreja de Santa Cruz.

Parelheiros se destaca em relação à Colônia Paulista pelo fato de haver sido aberta uma estrada no século XIX, por iniciativa do imigrante alemão Henrique Schunck, pai do fundador de Cipó-Guaçu (hoje distrito de Embu-Guaçu). A estrada de Parelheiros, atual Avenida Sadamu Inoue, ligava 'as vilas de Embu-Guaçu e São José, de onde se podia partir para Rio Bonito e Santo Amaro, evitando, assim, a passagem pela Colônia, onde havia a mais antiga estrada da Conceição.

Em meados do século XX, principalmente após a Segunda Guerra Mundial, diversos japoneses desembarcaram no Porto de Santos. Grande parte deles ficaram no chamado Cinturão Verde Metropolitano de São Paulo.

Assim, os bairros de Jaceguava e Casa Grande – que fazem parte da Subprefeitura de Parelheiros – foram sendo ocupados por famílias japonesas, onde estas se dedicavam ao trabalho agrícola, destacando-se no setor de hortifrutigranjeiros, tornando-se importantes fornecedores deste gênero ao abastecimento da metrópole.

Em busca de alojamento barato, uma população bastante numerosa escolheu os mananciais de Santo Amaro para residir. A possibilidade de encontrar aluguéis mais baixos ou até casa própria, com algum sacrifício, surgiam os numerosos loteamentos, muitos deles irregulares, devido à publicação da lei estadual de Proteção aos Mananciais em 1976.

A inexistência de grandes espaços em áreas urbanas acabou por tomar os terrenos dos habitantes. Lotear suas propriedades foi a saída vista pelos proprietários de terra, pois o aumento de impostos territoriais veio encarecer as grandes propriedades. A solução foi dividir as chácaras e sítios em loteamentos, dando lugar ao aparecimento de vilas, jardins e parques deixando que os interesses da especulação imobiliária determinassem a localização de moradia da população trabalhadora, acentuando-se, no delineamento do traçado urbano, o desordenamento no uso do solo.

Características físicas[editar | editar código-fonte]

São 353 km², representando 24% do município, com ocupação urbana de 2,5% e dispersa de 7,7%. Com a totalidade de seu território em área de proteção aos mananciais, a região compreende remanescentes importantes de Mata Atlântica e as áreas mais preservadas do Município. Inclui parte das bacias hidrográficas das Represas Guarapiranga e Billings, que são responsáveis pelo abastecimento de 30% da população da Região Metropolitana de São Paulo. É cortado por ferrovia de escoamento da produção agrícola ao porto de Santos e um ramal suburbano desativado.

A Cratera da Colônia com 3,5 km² é marco geológico produzida por meteorito há milhões de anos. Parte dela é ocupada por 25 mil pessoas em loteamentos irregulares, outra de um presídio Estadual (cerca de 1500 presos); e o restante (cerca de 50%) preservada como área agrícola tradicional. A área é tombada pelo Condephaat (Res. SC 60 de 20.08.2003). Originariamente foi habitada por índios Tupis e no século XX um subgrupo guarani ali se estabeleceu, tendo hoje tem cerca de 600 pessoas em duas áreas, a Aldeia Krukutu e Morro da Saudade.

Apesar das restrições impostas pela legislação ambiental, a região apresenta urbanização intensa e desordenada, com parte da população residindo de forma precária e sérios impactos sobre os processos naturais de produção de água, devido à impermeabilização do solo, ao desmatamento, ao despejo de esgotos e ao assoreamento dos corpos d'água.

Seguindo o atual processo de urbanização, a população cresce de forma irregular, com baixa renda, aumentando de forma inadequada o déficit de serviços e infra-estrutura. Atualmente o número da população é de aproximadamente 200.000. O fluxo populacional poderá se incrementar ainda mais com a passagem do Rodoanel previsto para cortar a região.

Atualmente tem elevado índice pluviométrico e mais baixa temperatura no inverno, com geadas frequentes. É a área mais preservada do município com remanescente de Mata Atlântica (62,4%) e reflorestamento de cerca de 4% (pinus, eucaliptos). Inclui parte da Bacia Hidrográfica das represas Guarapiranga e Billings.

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Parelheiros Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 24,8 24,8 24,2 22,4 20,5 19,5 18,9 19,8 20,7 21,4 22,7 23,8 22
Temperatura média (°C) 20,4 20,5 19,8 17,8 15,8 14,4 13,7 14,7 15,8 16,9 18,2 19,3 17,3
Temperatura mínima média (°C) 16 16,2 15,4 13,3 11,1 9,4 8,6 9,6 11 12,4 13,7 14,9 12,6
Precipitação (mm) 274 264 236 143 109 76 69 80 122 212 191 251 2 027
Fonte: Climate Data.[2]

Perfil demográfico[editar | editar código-fonte]

Pesquisas da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados indicaram que a população jovem desta subprefeitura é a maior de São Paulo. Em 2004, o risco de um homem entre 15 e 24 anos morrer é 21 vezes maior em Parelheiros do que em Pinheiros.[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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