Ermelino Matarazzo (distrito)

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Distrito paulistano d
Ermelino Matarazzo
Área 8,7 km²
População (34°) 116.632 hab. (2010)
Densidade 137,06 hab/ha
Renda média R$ 822,70
IDH 0,801 - elevado (72°)
Subprefeitura Ermelino Matarazzo
Região Administrativa Leste 1
Área Geográfica 3
Distritos de São Paulo Bandeira da cidade de São Paulo.svg

Ermelino Matarazzo é um distrito situado na zona leste da cidade brasileira de São Paulo, capital do estado homônimo.

É cortado pela linha 12 da CPTM e possui duas estações (USP Leste e Comendador Ermelino), abriga o Parque Ecológico do Tietê, além de um campus da Universidade de São Paulo recém-construído. Faz divisa com o município de Guarulhos ao norte.

O distrito de Ermelino Matarazzo totaliza uma área de 8,70 km² e integra em seu território a Macrozona de Proteção Ambiental e a Macrozona de Estruturação e Qualificação Urbana. Ainda dentro do território de Ermelino Matarazzo encontra-se a sub-bacia do córrego Mongaguá, da qual fazem parte os córregos Ponte Rasa, Franquinho e o próprio Mongaguá, que deságua no Rio Tietê.

Histórico da região[editar | editar código-fonte]

A região de Ermelino Matarazzo começou a se desenvolver por volta de 1926, com a chegada da ferrovia e com a construção da estação ferroviária Comendador Ermelino Matarazzo, na época correspondente ao desenvolvimento industrial de São Paulo. Tanto que as indústrias Matarazzo e Cisper instalaram suas fábricas no local. As áreas ao redor da estação foram loteadas e transformadas em vilas (como o Jardim Berlim, atual Jardim Belém).

No entanto, o processo de industrialização durou pouco, devido ao fato de que as indústrias passaram a preferir bairros próximos às rodovias, o que alterou radicalmente o perfil da região. Por oferecer terrenos mais baratos, e sem infra-estrutura, passou a receber uma grande massa de trabalhadores, principalmente de origem nordestina, e logo transformou-se em um bairro predominantemente residencial. Posteriormente, com a construção da Rodovia dos Trabalhadores, atual Rodovia Ayrton Senna, e com a proximidade do Aeroporto Internacional de Cumbica, o bairro voltou a receber indústrias, sobretudo químicas, que continuam funcionando na região. No entanto, segue aumentando o número de estabelecimentos comerciais e de serviço, refletindo a tendência à terceirização que ocorre por toda a cidade.

Em 1970 passou a contar com 200 telefones automáticos, implantados pela antiga Companhia Telefônica Brasileira - CTB, que utilizavam o milhar '4' do prefixo 297. Alguns 'cortes de área' ocorreram a partir de 1980, como a construção de novo centro de fios denominado Vila União, em áreas próximas a Itaquera. Atualmente, aproximadamente 80.000 terminais estão instalados no centro telefônico de Ermelino Matarazzo.

Em 29 de novembro de 2010 foi sancionada a Lei Municipal 15.342, de autoria do político Chico Macena, que estabelece a data de 7 de Fevereiro a ser comemorada como Dia de fundação de Ermelino Matarazzo.

O bairro é conhecido pelas diversas mobilizações sociais, vinculadas à Paróquia São Francisco de Assis, com o religioso e líder comunitário Padre Ticão. Entre as conquistas estão a USP Leste, a Fatec, a Unifesp, entre muitos outros.[1]

Aspectos econômicos[editar | editar código-fonte]

De acordo com informações do censo demográfico de 2000, o distrito possui 106.838 habitantes, e atualmente apresenta redução da taxa de crescimento. 66% da PEA possui rendimentos médios e baixos, e 97,3% dessas pessoas trabalham fora do distrito. Também merece o fato de que 26,6% das famílias são chefiadas por mulheres, um índice que vem aumentando a cada ano.

Predominam como atividade econômica da região o comércio e os serviços, concentrados sobretudo nas avenidas São Miguel, Boturussu, Paranaguá e Olavo Egídio de Sousa Aranha, e na rua Prof. Antônio de Castro Lopes, entre outras.

Problemática da região[editar | editar código-fonte]

Estação USP Leste - CPTM

O distrito de Ermelino Matarazzo caracteriza-se por uma região relativamente carente da cidade (embora com IDH considerado elevado, acima de 0,800), mas com grande potencial de crescimento, principalmente devido à instalação recente do campus Leste da Universidade de São Paulo (USP Leste) e com a proximidade do Aeroporto Internacional de Cumbica.

A principal carência da região é a de empregos, 97% da população (censo 2010) não trabalha no distrito, o que faz com que haja grande necessidade de locomoção por parte desses trabalhadores, e dêem ao bairro o aspecto de "bairro-dormitório".

Em termos de educação, as maiores necessidades são a de creches e de escolas de ensino médio, cuja demanda pode chegar à 6000 vagas.

Em termos de saúde, embora a rede primária esteja em número suficiente[2] , a populacão reivindica cobertura de especialidades como odontologia, psiquiatria, fonoaudiologia, entre outros. Também se faz necessária a ampliação do Hospital Ermelino Matarazzo, pois o mesmo atualmente atende grande parte da demanda da Zona Leste.

Quanto ao saneamento básico, 99,7% dos domicílios são conectados à rede pública de abastecimento de água. Quanto à rede de esgoto, apesar de cerca de 90% dos domicílios estarem conectados, somente 26% recebe tratamento. O restante é lançado nos córregos da região, sobretudo nas áreas do Jardim Keralux, na Favela Mungo Parke no Córrego Ponte Rasa. Deve se considerar ainda que muitas das ocupações ilegais da região estão sobre áreas non aedificandi, que necessitariam ser removidas a fim de não prejudicar o sistema hídrico.

Outros pontos a serem observados incluem um aumento das conexões entre o bairro e o Parque Ecológico do Tietê e a instalação de transporte público que faça a conexão direta entre esse distrito e o distrito Ponte Rasa.

Apesar de todos os problemas, um aspecto da região que pode ser exaltado se refere ao movimento cultural intenso. Vários grupos civis, formais e informais, se organizam no bairro a fim de suprirem a carência da população com relação ao conteúdo cultural e artístico, que muitas vezes se concentram no centro da cidade. Grupos como Periferia Invisível , Tenda Literária, Os Mesquiteiros, Grupo do Balaio, Núcleo Filó, Cultura ZL, MQG, La Escada, entre outros, tem promovido uma articulação cultural no bairro há alguns anos, transformando o bairro em um grande centro de cultura, com enorme potencial de crescimento.

Referências

  1. Universidade Federal para a Zona Leste. http://juhroyal.wordpress.com/2011/10/03/universidade-federal-para-a-zona-leste/
  2. De acordo com os dados da Subprefeitura, de uma unidade para cada 20.000 habitantes

http://www.ermelinomatarazzo.net

http://emjornal.com.br/noticias/?p=2618 http://www.cadernosp.com.br/ermelino-matarazzo/1715/eventos-do-programa-vai-chegam-a-regiao/ http://www.cadernosp.com.br/ermelino-matarazzo/2327/projeto-social-leva-teatro-a-regiao/ http://circodobalaio.wordpress.com/2010/10/05/1-ano-da-rede-livre-leste/ http://redelivreleste.blogspot.com/