Língua baniua

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Bora
Falado em: Brasil, Venezuela
Região: Amazônia, Amazonas (BR), Rio Içana; Curipaco e Guarequena.
Total de falantes: 6.070 (1983 SIL)
Família: Aruaque
 Maipurana
  Bora
Estatuto oficial
Língua oficial de: São Gabriel da Cachoeira, AM
Códigos de língua
ISO 639-1: --
ISO 639-2: ---
ISO 639-3: bwi

O baniua (ou baniwa) é uma língua aruaque falada por aproximadamente 4.700 indígenas às margens do rio Içana, no norte do Amazonas. É um dos idiomas oficiais do município de São Gabriel da Cachoeira desde 2003, ao lado do nheengatu, do tucano e do idioma federal, o português.

Falantes[editar | editar código-fonte]

Os baniuas vivem na fronteira do Brasil com a Colômbia e Venezuela, em aldeias localizadas às margens do Rio Içana e seus afluentes Cuiari, Aiairi e Cubate, além de comunidades no Alto Rio Negro/Guainía e nos centros urbanos de São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel e Barcelos (AM). Já os curipacos, que falam um dialeto da língua baniua, vivem na Colômbia e no Alto Içana (Brasil).

As etnias aparentadas são exímias na confecção de cestaria de arumã, cuja arte milenar lhes foi ensinada pelos heróis criadores e que hoje vem sendo comercializada com o mercado brasileiro. Recentemente, têm ainda se destacado pela participação ativa no movimento indígena da região. Esta corresponde a um complexo cultural de 22 etnias indígenas diferentes, mas articuladas em uma rede de trocas e em grande medida identificadas no que diz respeito à organização social, cultura material e visão de mundo. Informações abrangentes sobre essa área cultural estão na página Noroeste Amazônico.

Havia cerca de 5.460 falantes de Baniua no Brasil em 1983 (Conf. SIL), sendo 4.047 da tribo do mesmo nome,1.000 Hohodené e 403 Seuci. Na Venezuela eram 610 de um total étnico Baniua de 2048 pessoas. Vivem no Brasil às margens do rio Içana e na Venezuela nas proximidades dos rios Curipaco e Guarequena, junto à fronteira com a Colômbia.

Grupos nas áreas dos rios Içana e Ayarí que falam Baniwa: Hohodené, Kadaupuritana, Sucuriyu-Tapuya, Siusy-Tapuya, Irá-Tapuya, Kawá-Tapuya, Waliperedakenai Conf. Ribeiro 1967). São nômades que se deslocam nos dois países e ainda na Colômbia.

Muitos falam o Espanhol ou o Português e alguns usam o alfabeto latino para escrever a língua Baniua

Escrita[editar | editar código-fonte]

Como todas línguas nativas da Amazônia, o Baniua usa o alfabeto latino que, para o idioma, tem a forma como segue:

  • vogais - são A, E, I, U nas formas curta e longa (dupla).
  • consoantes - a língua é pobre em consoantes, não tem C, F, G, L, Q, V, X, Z; o S não aparece isolado; tem os conjuntos Dz, Kh, Ph, Rr, Th, Ts, o Ñ e o apóstrofo (').

Outros nomes[editar | editar código-fonte]

No Brasil a língua é também conhecida como Baniba, Baniua do Içana, Baniva, Dakenei, Issana, Kohoroxitari, Maniba e tem diversos dialetos como o Carutana (já extinto), Hohodené (Hohodena, Kadaupuritana), Siusy-Tapuya (Seuci, Siuci, Siusi). Na Venezuela é chamada também de Baniba, Baniua do Içana, Baniva, Maniba.

Referências externas[editar | editar código-fonte]