Manaós

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Os Manáos foram uma tribo indígena que habitava a região entre a atual cidade de Manaus, capital do Estado do Amazonas e Manacapuru, Brasil, quando da chegada dos colonizadores portugueses. Seu nome significa em sua língua "Mãe de Deus" e deu origem ao nome atual da cidade.[1] . Faziam parte do grupo aruaque.Um líder importante dos Manaós foi Ajuricaba .[2] e [3]

A tribo dos Manaos, considerada orgulhosa pelos portugueses, negava-se a ser dominada para servir de mão-de-obra escrava, entrava em confronto com os habitantes do Forte. Através de casamentos com as filhas dos Tuxauas, os militares portugueses começaram a ligar-se aos Manáos, buscando assim apaziguar os conflitos. Todavia o índio Ajuricaba, um dos líderes dos Manaos, se opunha à colonização dos portugueses, mas parecia apoiar os holandeses (há controvérsias). Possuindo excepcional capacidade de liderança, Ajuricaba conseguiu congregar diversas tribos locais, e assaltava aquelas sobre domínio dos portugueses. Também organizou um sistema de vigilância que dificultava o deslocamento dos portugueses pelos rios e lagos da região.

A área dos conflitos ia do baixo Rio Negro ao Rio Branco (Roraima). Sobre a captura de Ajuricaba (segundo Arthur Reis, homenageado com o nome da principal biblioteca pública de Manaus), Há contradições sobre se sua captura foi feita ou não brutalmente. A parte oficial guarda silêncio. Mas a lenda diz que houve choque violento. De ambas as partes, houve heroísmo. Os portugueses começavam a desanimar depois de quatro investidas frustradas, quando alguns soldados o cercaram, atacando Ajuricaba pela retaguarda e conseguindo vencê-lo. Consta a lenda que após Ajuricaba perder seu filho (tão bravo quanto ele), o jovem Cucunaça, lança-se entre os inimigos e lhes causa perdas, sendo afinal preso e posto a ferro.

Ajuricaba, sendo levado para Belém, após várias provas acusatórias ao grande guerreiro, antes de chegar à embocadura do Rio Negro, tentou libertar a si e aos companheiros. Revoltando-se, mesmo em grilhões, ameaçou seriamente a tropa de Paes do Amaral e Belchior. Dominados o levante indígena, depois de muito sangue derramado, para não se sujeitar às humilhações diante da vitória do inimigo, Ajuricaba lançou-se (com outro principal ?) às águas do rio-mar que tanto amava, perecendo afogado, gerando satisfação aos conquistadores, já livres das preocupações de mantê-lo sob rigorosa vigilância até Belém, conforme confessou o governador Maia da Gama.

Além de Ajuricaba, mais de dois mil indígenas foram enviados para Belém para serem vendidos como escravos. Ajuricaba teria ligações com os holandeses, segundo Ribeiro de Sampaio, o que foi negado por Joaquim Nabuco. Von Martius teria encontrado índios Ere-Manaó em 1819 no alto Rio Negro. Daí nunca mais foram avistados.

Os filhos de Manaus adotaram a forma indígena manauara para identificarem sua naturalidade.[3]

Referências

  1. História de Manaus. Página visitada em 30 de abril de 2010.
  2. Biografia do Tuxaua Ajuricaba Nação Mestiça (1 de setembro de 2010).
  3. a b Ajuricaba Herói do Amazonas. Página visitada em 26 de outubro de 2011.
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