Ianomâmis

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Índio Ianomami - Foto: Agência Brasil

Os ianomâmis são índios que habitam o Brasil e a Venezuela. No Brasil somam 15 mil pessoas distribuídas em 255 aldeias relacionadas entre si em maior ou menor grau. A noroeste de Roraima estão situadas 197 aldeias que somam 9.506 pessoas e a norte do Amazonas estão situadas 58 aldeias que somam 6.510 pessoas Bolívar e Amazonas.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Yanomami significa ser humano, enquanto que napë é a designação geral para o estrangeiro, o não yanomâmi.

Jovem mulher Yanomami confeccionando uma cesta na maloca (junho de 1999)

Localização[editar | editar código-fonte]

No Brasil as aldeias yanomâmi ocupam a grande região montanhosa da fronteira com a Venezuela, numa área contínua de 9.419.108 hectares. Uma grande invasão garimpeira do território yanomâmi se deu no período de 1987 a 1992 em que estima-se a ocorrência de 1.500 mortes entre aquela população indígena. A Terra indígena ianomâmi foi homologada pelo presidente Fernando Collor em 25 de maio de 1992. Em sua maior parte, o território está coberto por densa floresta tropical úmida. O território é bastante acidentado, principalmente nas áreas próximas às serras Parima e Pacaraíma onde se tem a maior concentração da população ianomâmi no Brasil. Os solos são, em sua grande maioria, extremamente pobres e inadequados à agricultura intensiva. As aldeias, que podem ser constituídas por uma ou várias casas (“malocas”), mantêm entre si vários níveis de comunicação, desenvolvendo-se relações econômicas, matrimoniais, rituais ou de rivalidade, percorrendo distâncias que podem atingir um raiz.

O Pico da Neblina está localizado dentro da Terra Indígena Yanomâmi e do Parque Nacional do Pico da Neblina, na fronteira do Brasil com a Venezuela.

Essa área tem sido invadida desde o fim dos anos 1980 por garimpeiros atraídos pelas reservas de ouro, cassiterita e tantalita.[1]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Macmillan, Gordon. At the End of the Raibow? Gold, People, and Land in the Brazilian Amazon. New York : Columbia University Press, 1995.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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