Survival International
Survival International é uma organização mundial de apoio aos povos indígenas cujo objetivo é ajudar-lhes a defender as suas vidas, proteger as suas terras e decidir o seu próprio futuro. Foi fundada em 1969 após a publicação de um artigo de Norman Lewis no jornal británico Sunday Times, em que se expunham os massacres, o roubo de terras e o genocídio que produziam na Amazônia brasileira. Da mesma forma como muitas das atrocidades ainda hoje cometidas, a opressão racista aos indígenas do Brasil levava-se a cabo em nome do crescimento econômico.
Com escritórios em Madrid, Londres, Paris, Milão, Berlim, Amsterdão e São Francisco, Survival conta actualmente com simpatizantes em 82 países. O seu trabalho de apoio aos povos indígenas adopta três facetas complementárias: trabalho educativo, mediação e campanhas. Também oferece indígenas uma plataforma donde podem se dirigir ao mundo. Colabora estreitamente com organizações indígenas locais, centrando-se naqueles povos que têm mais a perder, e que são normalmente os que entraram mais recentemente em contato com o mundo exterior.
A Survival acredita que a opinião pública é mais eficaz força para a mudança. Pretende fazer que cada vez seja mais difícil, ou mesmo impossível que governos e companhias continuem a sua opressão contra os povos indígenas.
Survival trabalha aproximadamente com 80 povos diferentes de todo o mundo, desde os pastores de renos da Sibéria aos caçadores-coletores da floresta amazónica. Entre alguns destes povos, pode-se citar os Aioreos no Paraguai, jarawa na Índia, bosquímanos na Botswana, guaranis do Brasil, innu no Canadá, etc.
[editar] Reconhecimento
Esta organização foi merecedora do Prémio Nobel Alternativo.
[editar] Crítica
O autor Gélio Fregapani escreveu o livro Amazonia - A Grande Cobiça Internacional, onde acusa a organização de ter interesses imperialistas escondidos na sua missão.[carece de fontes]