Instituto de Educação Professor Ismael Coutinho

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O Instituto de Educação Professor Ismael Coutinho (IEPIC) é uma instituição de ensino público secundário estadual que tem como precursora a Escola Normal de Niterói, primeira instituição pública do gênero nas Américas.

Criação[editar | editar código-fonte]

A história da Escola Normal de Niterói inicia-se com as reformas à Constituição do Império de 1824 que resultaram no Ato Adicional de 6 de agosto de 1834, cujas medidas confeririam maior autonomia às províncias e neutralizariam maiores pretensões do movimento liberal, de cunho claramente anti-monarquista, em ascendência por causa da abdicação ao trono do imperador Dom Pedro I. Outra conseqüência desta lei foi a transformação do Rio de Janeiro em Município Neutro, desmembrando-se este da Província do Rio de Janeiro. O povoado da Villa Real da Praia Grande (hoje Niterói) seria escolhido capital da província e grande aporte de melhoramentos em infra-estrutura seriam necessários para comportar as demandas de seu novo papel.

O deputado Paulino José Soares de Sousa, Visconde de Uruguai, apresenta à primeira Assembléia Provincial um projeto de instituir uma escola normal onde se formariam os professores da província. O poder coercitivo deste saquarema - como eram conhecidos os membros do Partido Conservador - não encontraria grandes resistências do já combalido grupo liberal. Assim, em 4 de abril de 1835, o novo presidente da província Joaquim José Rodrigues Torres, Visconde de Itaboraí, sancionou o Ato nº 10 da Assembléia Legislativa, de 1 de abril de 1835, que criou uma instituição de ensino que seria responsável de formar educadores para o magistério da instrução primária.

Primeiras turmas[editar | editar código-fonte]

Em seu início de atividades, contou com a realização de 21 matrículas, sendo a de número um a do mineiro José de Souza Lima, que também seria o primeiro professor formado no Brasil. Mais tarde, já radicado em Angra dos Reis, lecionando no Colégio Abílio, José teria como alunos personalidades como Raul Pompéia, Lopes Trovão e o Padre Júlio Maria.

Enxertos e retalhos com o Liceu Provincial[editar | editar código-fonte]

Em 1847, a Escola Normal, juntamente com outros estabelecimentos, por força de uma nova reforma no ensino, fundem-se para constituir o Liceu Provincial de Niterói. Em 1851 este é extinto, e a Escola Normal seria reinaugurada pelo Imperador Dom Pedro II em 29 de junho de 1862. Não seria desta vez que o estabelecimento continuaria uma trajetória própria. Em 15 de abril de 1890 esta novamente é extinta para formar o Liceu de Humanidades de Niterói, subsistindo apenas como uma divisão pedagógica. Em 1900, novo ressurgimento - Liceu é extinto. Em 1931, junta-se ao seu recém criado Curso Ginasial e forma a Escola Normal de Niterói e Liceu Nilo Peçanha. Em 1938 o interventor do estado Amaral Peixoto renomeia o estabelecimento para Instituto de Educação do Estado do Rio de Janeiro. Em 1954, o Curso Normal desliga-se do Liceu e passa-se chamar Instituto de Educação de Niterói. Em 1965 é realizada uma eleição interna para escolher qual nome o colégio adotaria e homenagearia. Os nomes escolhidos foram a dos professores Armando Gonçalves e Ismael de Lima Coutinho, sendo o último o vencedor. Ismael Coutinho foi professor do estabelecimento, onde lecionou as cadeiras de grego, latim e gramática histórica. Também exerceu cargos políticos e foi um filólogo de renome internacional.

Endereços onde funcionou[editar | editar código-fonte]

Não há registros onde se deu seu primeiro funcionamento. Há quem afirme que foi numa casa alugada. A Escola Normal já ocupou vários endereços da cidade:

De 1954 até os dias atuais funciona junto com o Grupo Escolar Getúlio Vargas, situado na Travessa Manuel Continentino, no bairro de São Domingos.

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • ALVES, Claudia Maria Costa; VILLELA, Heloísa. Niterói Educação - histórias a serem escritas. In: MARTINS, Ismênia de Lima; KNAUSS, Paulo (Organizadores). Cidade Múltipla - Temas de História de Niterói. Niterói: Niterói Livros, 1997.
  • BACKHEUSER, Everardo A. Minha Terra e Minha Vida: (Niterói há um século). 2. ed. Niterói: Niterói Livros, 1994.
  • PORTAL DA EDUCAÇÃO PÚBLICA: Primeiro no Brasil e na América Latina.
  • SOARES, Emmanuel de Macedo. As ruas contam seus nomes. v.1. Niterói: Niterói Livros, 1993.