Jardim Gramacho

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Jardim Gramacho é um bairro do município de Duque de Caxias onde está localizado o maior aterro sanitário da América Latina[1]. O local recebe, por dia, mais de 7 000 toneladas de lixo provenientes de mais dois municípios da Baixada Fluminense e também da cidade do Rio de Janeiro[2].

Em dezembro de 2006, assim era caracterizado o bairro em reportagem da Agência Brasil:

Cquote1.svg Jardim Gramacho possui 20 000 habitantes e bolsões de miséria – cinquenta por cento da população sobrevive de reciclagem. Sem saneamento básico, as pessoas moram em barracos de madeira e papelão e em palafitas. Cquote2.svg
MATTEDI, José Carlos[3]

Na mesma reportagem, constava que após três décadas de uso do local para o despejo do lixo da região metropolitana do Rio de Janeiro, o governo carioca decidiu que, em 2007, desativará o aterro[3]. Desativação que não ocorreu, levando à saturação do aterro sanitário.

Índice

[editar] Aterro sanitário de Gramacho agoniza

Em Outubro de 2008, a Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro decidiu interditar setenta por cento da área do aterro sanitário de Gramacho em decorrência da alta frequência de aparição de rachaduras. Em Agosto de 2008, cinquenta por cento da área já estava interditada. O terreno se encontra instável desde 2004, mas o aparecimento de um grande número de novas rachaduras em um curto espaço de tempo provocou a decisão de acumular lixo somente no centro do aterro sanitário[4].

Em fevereiro de 2005, a prefeitura de Duque de Caxias começou a cobrar uma Taxa de Recomposição Ambiental por cada caminhão que depositava lixo em Jardim Gramacho. Já em janeiro de 2009, a Secretaria de Meio Ambiente do município informou que, em Jardim Gramacho, existem doze aterros clandestinos. Para o atual prefeito, esses lixões devem ser fechados imediatamente porque oferecem grande risco ambiental. Ele atribuiu o crescimento de lixões clandestinos à cobrança de taxas para entrada no Aterro Sanitário de Jardim Gramacho:

Cquote1.svg Com a cobrança do talão verde, as pessoas, para não pagarem a entrada no aterro, preferem pagar menos em lixões clandestinos e isso faz aumentar o número de aterros ilegais[2]. Cquote2.svg
José Camilo Zito, prefeito de Duque de Caxias

A então secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, esteve em Duque de Caxias no início de 2009 e firmou diversos compromissos ambientais. Um deles foi a necessidade de fechamento do Aterro Sanitário de Jardim Gramacho[2].

Novo anúncio da desativação do aterro sanitário foi feito em 15 de fevereiro de 2011. O prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito, o secretário estadual do Meio Ambiente, Carlos Minc, a presidente do Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Marilene Ramos, o secretário municipal do meio ambiente, Samuel Maia e representantes da Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro se reuniram e anunciaram que o aterro sanitário de Gramacho seria desativado em dezembro de 2011[5]. Também em 15 de fevereiro de 2011, um grupo de empresários visitou o aterro sanitário, interessados em conhecer o processo de reciclagem realizado pelos catadores para as indústrias. A iniciativa do encontro partiu da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro[6].

[editar] Capacitação dos trabalhadores

A desativação do aterro sanitário traz preocupações com os catadores que lá trabalham, cerca de 5 mil. No anúncio de fechamento, feito em fevereiro de 2011, foi divulgado que os catadores serão capacitados para novas funções, com investimento de 2 milhões de reais em quinze anos, além de uma bolsa de seguro-desemprego[5].

Segundo o presidente da associação de catadores, Tião Santos, é preciso dar condições aos catadores, que são responsáveis por 89% de todo o lixo reciclado atualmente. Ainda hoje, o Brasil recicla um por cento da sua capacidade. Se, com a nova política, a meta é atingir dez por cento, vai ter uma demanda muito grande de materiais. E, para isso, as cooperativas precisam de infraestrutura, investimento em caminhões, maquinários, para escoar toda essa demanda. Os membros das cooperativas precisam entender muito mais de logística, planejamento, rota[6].

Referências

[editar] Ligações externas


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