Barão de Münchhausen
Karl Friedrich Hieronymus von Münchhausen (11 de maio de 1720 – 22 de fevereiro de 1797) foi um militar e senhor rural alemão. Os relatos de suas aventuras serviram de base para a célebre série As Aventuras do Barão de Münchhausen, compiladas por Rudolph Erich Raspe e publicadas em Londres em 1785. São histórias fantásticas e bastante exageradas, propagadas sobretudo na literatura juvenil. Um personagem que se equilibra entre a realidade e a fantasia em seu mundo próprio, onde enfrenta os mais diversos perigos, perpetra fugas impossíveis (sendo a mais famosa delas a fuga de um pântano onde afundava, tendo conseguido por puxar os próprios cabelos), testemunha fatos extraordinários e faz viagens fantásticas — sem jamais perder a fleuma.
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[editar] As "aventuras"
Nascido em Bodenwerder, durante a juventude Münchhausen serviu como pajem de Anthony Ulrich II, Duque de Brunswick-Lüneburg, e mais tarde entrou para o exército russo, onde serviu até 1750, participando em particular de duas campanhas contra os turcos. Ao retornar para casa, começou a espalhar várias histórias extremamente exageradas sobre suas aventuras; ganhou a fama de maior mentiroso do mundo.
De acordo com as histórias, recontadas por outros, os feitos incríveis do Barão incluíram viagens em bolas de canhão, jornadas para a Lua, e, a mais famosa, a fuga de um pântano ao puxar a si mesmo pelos próprios cabelos — ou pelo cadarço das botas, dependendo da versão. Muitos utilizam esta última narrativa para expressar, por analogia, a tolice que se é tentar sair de uma situação difícil sem a ajuda de ninguém, apenas de si mesmo.
[editar] O livro
Os relatos incríveis levaram o bibliotecário alemão Rudolf Erich Raspe (nascido em 1736 e morto em 1794 de escarlatina, procurando carvão para um de seus projetos científicos) a escrever As Loucas Aventuras do Barão de Münchhausen, publicado pela primeira vez em Londres em 1785 — salvo uma coleção anônima aparecida em 1781 e que suspeita-se Rudolf tenha escrito.[1] Conta-se que Rudolf acrescentou outros eventos bizarros, que o próprio Münchhausen achou exagerados.
[editar] O filme
Depois do livro ter sido traduzido para diversas línguas no mundo a trama chegou aos cinemas da Alemanha em 1943, em plena guerra. O lançamento foi aproveitado pelo governo nazista para celebrar o 25º aniversário da UFA, a maior companhia cinematográfica do país. O diretor da película, o húngaro Josef von Baky, foi escolhido pelo temido ministro da propaganda, Joseph Goebbels. Em 1989, Terry Gilliam, ex-integrante do grupo cômico Monty Python e diretor de filmes como Brasil e Os 12 Macacos, levou às telas a sua versão das aventuras do Barão de Münchausen.
[editar] Ver também
[editar] Galeria
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Barão de Münchhausen por Gustave Doré