Olivia de Havilland

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Olivia de Havilland
Olivia de Havilland, 1940.
Nome completo Olivia Mary de Havilland
Outros nomes Livvie
Nascimento 1 de julho de 1916 (98 anos)
Tóquio, JapãoJapão
Nacionalidade Reino Unidobritânica
Povo dos Estados Unidos norte-americana
Ocupação Atriz
Cônjuge Marcus Goodrich (1946-1953); divorciados
Pierre Galante (1955-1979); divorciados
Atividade 1935-2009
Oscares da Academia
Melhor atriz
*1947 - Só resta uma lágrima
*1950 - Tarde demais
Prêmios Globo de Ouro
Golden Globe AwardsMelhor atriz - drama
*1950 - Tarde demais
Golden Globe AwardsMelhor atriz coadjuvante em televisão
*1987 - Anastasia: The Mystery of Anna
Outros prêmios
Festival de Veneza
Prêmio Volpi Cup - melhor atriz
*1949 - A cova da serpente
IMDb: (inglês)

Olivia Mary de Havilland (Tóquio, 1 de julho de 1916) é uma premiada atriz britânico-americana nascida no Japão. Uma das mais respeitáveis estrelas da chamada Era de Ouro de Hollywood, é uma dentre as poucas que foram contempladas em mais de uma ocasião com o Oscar de melhor atriz.

Filha de um casal britânico que se encontrava no Japão quando à época de seu nascimento, sua mãe era a atriz Lillian Fontaine, e sua irmã mais nova, conhecida pelo nome artístico de Joan Fontaine, tornou-se, tal como a própria Olivia, uma das mais admiradas estrelas do cinema, ambas sendo até hoje as únicas irmãs premiadas com o Oscar.

Ela ficou conhecida pela parceria com o astro Errol Flynn, co-estrelando com ele oito filmes, sendo o mais notório As aventuras de Robin Hood ("The Adventures of Robin Hood", 1938), tido como um dos maiores clássicos dentre os filmes de aventura. Mas foi sua performance indicada ao Oscar como Melanie Hamilton Wilkes no épico E o vento levou ("Gone with the Wind", 1939) que instantaneamente a colocou nos anais da história do cinema, fazendo com que a atriz ficasse marcada como o símbolo da doçura nos filmes americanos, atribuindo-lhe uma imagem da qual ela própria tentou se desvincular na esperança de obter papéis mais desafiadores e assim provar que a sua capacidade artística lhe permitia ir mais além, fato que foi confirmado na década de 40 em seus desempenhos subsequentes, que, por sua vez, acabaram rendendo-lhe dois Oscars de melhor atriz, pelos filmes Só resta uma lágrima ("To Each His Own", 1946) e Tarde demais ("The Heiress", 1949), além de ter sido indicada ao prêmio também por A porta de ouro ("Hold Back the Dawn", 1941) e A cova da serpente ("The Snake Pit", 1948, tido pela atriz como o filme favorito de sua carreira); dentre as honrarias à ela concedidas também incluem-se a estrela na Calçada da Fama de Hollywood, que recebeu em 1960 graças a sua contribuição à indústria cinematográfica, a Medalha Nacional das Artes, concedida pelo presidente americano George W. Bush em 2008[1] , e também a Legião de Honra, com a qual foi condecorada pelo presidente francês Nicolas Sarkozy em 2010, aos 94 anos de idade[2] .

Olivia de Havilland, sem dúvidas, deve ter a sua importância reconhecida não apenas pelo seu talento como atriz, mas também por ter se tornado uma defensora pioneira dos direitos dos atores e atrizes, tendo sido criada, graças à ela, uma lei que leva o seu nome, validada com o objetivo de assegurar aos mesmos importantes direitos que estes devem ter como garantia. Em 1999 ela foi nomeada uma das 500 grandes lendas do cinema pelo American Film Institute[3] . Atualmente vive em Paris, capital da França, e é uma das últimas estrelas da era de ouro hollywoodiana ainda vivas.

A vida antes da fama[editar | editar código-fonte]

Olivia Mary de Havilland nasceu em 1 de julho de 1916, em Tóquio, no Japão, filha de pais naturais do Reino Unido. Seu pai, Walter Augustus de Havilland (31 de agosto de 1872 - 23 de maio de 1968), graduou-se na Universidade de Cambridge e trabalhou como professor de inglês da Universidade Imperial de Tóquio, antes de se tornar um advogado de patentes com prática no Japão. Sua mãe, Lilian Augusta de Havilland (nascida Lilian Augusta Ruse; 11 de junho de 1886 - 20 de fevereiro de 1975)[4] [5] , estudou na Academia Real de Artes Dramáticas, em Londres, e se tornou atriz de teatro, deixando a carreira depois de se estabelecer em Tóquio com o marido. Sua mãe voltaria a trabalhar com o nome artístico de Lillian Fontaine na década de 1940. Sua irmã mais nova, Joan de Beauvoir de Havilland (22 de outubro de 1917 - 15 de dezembro de 2013), se tornaria a também famosa atriz de cinema Joan Fontaine. Um de seus primos paternos era Sir Geoffrey de Havilland (27 de julho de 188221 de maio de 1965), pioneiro da aviação britânica e projetista de aeronaves, responsável pela criação do avião De Havilland Mosquito, e também fundador da empresa de aviões que levava seu nome. Seu avô paterno, o Reverendo Charles Richard de Havilland, era de uma família de Guernsey, nas Ilhas do Canal.

De Havilland em foto de 1933, entre 16 e 17 anos de idade, caracterizada para uma montagem amadora de Alice no país das maravilhas, que encenou no colégio interpretando o papel-título.

Sua mãe, Lilian, saíra da Inglaterra para o Japão a fim de visitar um irmão que trabalhava como professor na Universidade de Tóquio; foi quando acabou conhecendo seu pai, Walter, então professor na Universidade, com quem se casou em 1914. Mas essa não foi uma feliz união, devido às infidelidades de seu pai. Em fevereiro de 1919, Lilian convenceu o marido a levar a família de volta à Inglaterra, pois lá encontrariam um clima mais adequado para a saúde das filhas. A família parou na Califórnia para tratar Olivia, com saúde fragilizada devido à uma bronquite. Quando Joan desenvolveu pneumonia, Lilian decidiu permanecer com as filhas na Califórnia, onde se estabeleceram na cidade de Saratoga, a cerca de 80 km ao sul de San Francisco. Seu pai abandonou a família e voltou para a amante japonesa, que se tornaria a segunda esposa dele. O divórcio de seus pais não foi finalizado até fevereiro de 1925.

Embora tivesse abandonado a carreira de atriz, Lilian ensinava as filhas a apreciarem as artes, sempre lendo Shakespeare para as crianças (o próprio nome de Olivia fora escolhido por causa da personagem Lady Olivia, da peça Noite de reis, de Shakespeare), e também ensinando-lhes música e declamação. Em abril de 1925, depois de o divórcio com Walter ter sido finalizado, Lilian casou-se novamente, desta vez com um proprietário de uma loja de departamentos chamado George M. Fontaine, um homem severo e detestado por ambas as garotas. O sobrenome deste, que fora adotado por Lilian em razão de seu segundo casamento, seria usado por Joan quando, ao virar atriz, decidiu criar um nome artístico. A infância de Olivia e Joan seria marcada por desentendimentos entre ambas, desentendimentos estes que por sua vez gerariam uma rivalidade entre as irmãs que se estenderia ao longo de suas vidas[6] [7] .

De Havilland frequentou a Saratoga Grammar School, o Convento de Garotas Católicas de Notre-Dame, em Belmont, e a Los Gatos High School, em Los Gatos[8] (hoje a escola de Los Gatos oferece um prêmio com o nome de Olivia para jovens atores). No colégio, ela se destacou na oratória e no hóquei em campo, além de ter participado do clube dramático da escola. Em 1933, ela fez sua estréia no teatro amador no papel principal em Alice no país das maravilhas, uma produção dos Intérpretes da Comunidade de Saratoga inspirada na obra homônima de Lewis Carroll.

Cquote1.svg Pela primeira vez eu vivi a mágica experiência de sentir-me tomada pela personagem que eu estava interpretando. Eu realmente senti que eu era Alice e que, quando atravessei o palco, eu estava me movendo para o encantado país das maravilhas de Alice. E assim, pela primeira vez, senti não apenas o prazer em atuar, mas o amor por estar atuando, também. Cquote2.svg
De Havilland relembrando, anos mais tarde, a sua primeira experiência ao atuar.

Após terminar o colegial em 1934, De Havilland ganhou o papel de Puck na produção do Teatro da Comunidade de Saratoga Sonho de uma noite de verão, inspirada na obra de mesmo nome de Shakespeare. Naquele verão, o diretor austríaco Max Reinhardt veio para a Califórnia para a produção da mesma peça no Hollywood Bowl. Depois de um dos assistentes de Reinhardt terem assistido a Olivia em sua performance, logo ela foi proposta para ser a substituta para o papel de Hermia, o que acabou sendo aceito por ela; uma semana antes da estreia, a atriz que interpretaria Hermia, Gloria Stuart, abandonou a produção por ter recebido um papel em um filme, e assim De Havilland pode substituí-la. Depois de receber críticas positivas, ficou decidido que ela seria a intérprete de Hermia durante toda a turnê de quatro semanas que se seguiria. Foi quando Reinhardt recebeu a notícia de que estava sendo convocado pela Warner Bros para dirigir a versão cinematográfica de sua produção teatral, e ele ofereceu à De Havilland a chance de aparecer em seu filme, no papel que ela tão bem interpretara nos palcos. Isso alterou todos os planos que a jovem Olivia tinha para si: excelente aluna, ela havia ganho uma bolsa na Universidade de Mills, onde iniciaria seus estudos no outono de 1934 com o objetivo de tornar-se professora de inglês. Após Reinhardt tê-la convencido a aceitar o seu convite, ela entendeu que essa era a grande chance de sua vida, e que não poderia deixá-la passar.

Carreira no cinema[editar | editar código-fonte]

Primeiros anos e parceria com Errol Flynn[editar | editar código-fonte]

com Errol Flynn em As aventuras de Robin Hood

A versão cinematográfica de Sonho de uma noite de verão, produzida pela Warner, marcaria a primeira aparição da novata Olivia de Havilland no cinema. Curiosamente, o filme só seria lançado no final de 1935, depois dos lançamentos de outros três filmes em que Olivia apareceria após concluídas as gravações de Sonho de uma noite de verão. Foi enquanto nesta filmagem que Olivia, ao impressionar a todos em sua atuação, acabou ganhando um contrato de sete anos com a produtora. A partir desse contrato que ela começaria a se ver de fato como uma atriz de cinema, pois seria por meio deste que começariam a vir mais filmes. Em seus primeiros trabalhos ela teve a chance de contracenar com Joe E. Brown (num filme chamado "Alibi Ike", que teve o título de Esfarrapando desculpas no Brasil) e também com James Cagney (em "The Irish in Us", intitulado no Brasil O filhinho da mamãe). De Havilland também atuou com o então novato Errol Flynn em Capitão Blood ("Captain Blood", 1935), que foi um grande sucesso em termos de público e crítica. O público acabou não resistindo aos encantos da donzela em perigo vivida por De Havilland no filme, à espera de Flynn para salvá-la. E assim o mais novo casal das telas conquistou os fãs de cinema, o que fez com que a Warner decidisse reuní-los em outros trabalhos, num total de oito filmes, no período entre 1935 e 1941. Na época, eles tornaram-se uma das mais conhecidas duplas do ecrã. Eles estrelaram:

De todos os filmes da dupla, Meu reino por um amor talvez tenha sido a experiência menos marcante que veio para Olivia, uma vez que o seu papel nesse filme se deu como castigo da Warner por ela ter aceitado fazer E o vento levou ("Gone with the Wind", 1939); dessa forma ela ganhou um papel secundário, tendo de dividir o astro Errol Flynn com a estrela maior da época, Bette Davis, que se tornaria uma grande amiga de Olivia. Ela e Bette Davis ainda estrelariam outros filmes, sendo os mais notórios o drama Nascida para o mal ("In This Our Life", 1942) e o thriller Com a maldade na alma ("Hush… Hush, Sweet Charlotte", 1964).

Com Errol Flynn, De Havilland também ainda devia ter contracenado em O gavião do mar ("The Sea Hawk", 1940), mas encontrava-se indisponível, a filmar outro filme, sendo substituída por Brenda Marshall. Depois que a parceria foi desfeita, ela e Flynn ainda se encontrariam no musical Graças à minha boa estrela, filmado com o objetivo de levantar fundos para ajudar os feridos da Segunda Guerra Mundial. Este filme também a reuniu novamente com Bette Davis.

"Melanie"[editar | editar código-fonte]

De Havilland em E o vento levou

Sua carreira alterou-se permanentemente quando interpretou Melanie Hamilton Wilkes na adaptação cinematográfica de "Gone With the Wind", (1939), intitulado E o vento levou no Brasil, que foi a produção mais bem sucedida de Hollywood. Com 22 anos de idade, ela desempenhou magistralmente o papel da gentil cunhada da determinada Scarlett O'Hara, interpretada por Vivien Leigh. De Havilland e Leigh ameaçaram dominar o filme tanto que Clark Gable protestou, e o diretor George Cukor teve de ser despedido por esta razão.

Cquote1.svg Eu diria que Melanie foi a pessoa que eu gostaria de ser… mas também a pessoa que eu nunca consegui ser Cquote2.svg
De Havilland, numa entrevista de 2009, sobre sua personagem no filme E o vento levou ("Gone with the Wind", 1939).

Por este desempenho ela recebeu a primeira de suas cinco indicações ao Oscar - a única na categoria de Melhor atriz coadjuvante -, embora tenha perdido o prêmio para a amiga Hattie McDaniel, que o levou pela atuação como Mammy, no mesmo filme. Dos quatro atores principais do filme (os outros: Vivien Leigh, Clark Gable e Leslie Howard), De Havilland é a única ainda viva. Ironicamente, sua personagem é a única das quatro a morrer no filme.

Reconhecimento artístico e Lei de Havilland[editar | editar código-fonte]

Em 1941, ela tornou-se uma cidadã naturalizada dos Estados Unidos. Naquele ano, atuou brilhantemente no filme "Hold Back the Dawn", intitulado A porta de ouro no Brasil, drama romântico em que recebeu sua segunda indicação ao Oscar, sendo a primeira na categoria de melhor atriz principal, pela performance como a professora americana 'Emmy Brown', que, no filme, desperta o interesse do gigolô romeno 'Georges Iscovescu', (vivido por Charles Boyer), que está à procura de uma maneira de sair do México e entrar legalmente nos Estados Unidos. Bizarramente, De Havilland perdeu o Oscar para sua irmã, Joan Fontaine, que o levou pela atuação no filme de Alfred Hitchcock "Suspicion", que teve o título de Suspeita no Brasil.

Foi durante a época da indicação ao Oscar que a atriz começou a perceber seu verdadeiro potencial artístico. Ela estava se tornando cada vez mais frustrada com a qualidade dos papéis que lhe eram dados, pois sentia que era capaz de interpretar algo mais do que as ingênuas e recatadas donzelas em perigo (como as dos filmes com Errol Flynn) que a produtora sempre lhe obrigava a interpretar.

trailer de Nascida para o mal, filme que marcou os últimos anos da atriz como contratada da Warner Bros

Assim como qualquer outro ator ou atriz de Hollywood das décadas de 30 e de 40, De Havilland era uma escrava do sistema de estúdios, sendo obrigada a fazer o filme que o estúdio mandasse, e não podia recusar. Mas ela esperava papéis melhores, pelo menos depois de ter sido indicada ao Oscar por E o vento levou e A porta de ouro. Como nada do que esperava acontecia, a atriz passou a rejeitar os papéis que lhe eram dados, e começou a solicitar à Warner Bros os tipos de papéis que queria interpretar. A resposta da produtora foi seis meses de suspensão. Como a própria lei era quem permitia que os estúdios suspendessem o contrato de atores que recusassem filmes, ela realmente não pode fazer nada durante este meio-tempo. Na teoria, essa ordem permitia que os estúdios mantivessem controle indefinido sobre um contrato não-corporativo. Muitos aceitavam essa situação, enquanto poucos tentavam mudar o sistema (o caso mais notável sendo o de Bette Davis, que abriu um processo mal-sucedido contra a Warner Bros. na década de 1930).

Com interesse em trabalhar para outras produtoras, pois tinha esperança de que fora da Warner receberia melhores ofertas de papéis, a atriz não via a hora de seu contrato terminar. Quando isso finalmente ocorreu, em 1943, ela ainda foi informada de que devia mais seis meses de trabalho por causa do período em que esteve suspensa. De Havilland, apoiada pelo Screen Actors Guild, abriu um processo contra o estúdio. Durante a batalha judicial, ela ficou fora de Hollywood durante cerca de dois anos, fazendo tours para entreter feridos na guerra. E acabou sendo bem sucedida na ação judicial, reduzindo o poder dos grandes estúdios e prorrogando maior liberdade aos atores, e pode rescindir o contrato, também podendo fazer filmes em qualquer outro estúdio. A Warner, porém, nunca prometeu contratá-la novamente. A decisão judicial, conhecida como "Decisão de Havilland" ou "Lei de Havilland", foi uma das mais significativas e de grande alcance em Hollywood. Com isso, tornou-se uma defensora pioneira dos direitos dos atores. Sua vitória lhe valeu o respeito e admiração de seus colegas, entre eles a sua própria irmã Joan Fontaine, que comentou: "Hollywood deve a Olivia um grande negócio". Foi devido à luta judicial que o filme "Devotion", (no Brasil, Devoção) uma biografia das irmãs Brontë (Charlotte, Emily e Anne), e seu último filme para a produtora, só foi distribuido em 1946, com três anos de atraso.

A qualidade e variedade dos papéis oferecidos a ela começou a melhorar. Após o lançamento do filme Devoção, De Havilland assinou um contrato para três outros filmes, com a Paramount Pictures, que foram: Só resta uma lágrima ("To Each His Own", 1946), Champanha para dois ("The Well-Groomed Bride", 1946) e Tarde demais ("The Heiress", 1949). Ao aceitar trabalhar no filme Só resta uma lágrima, De Havilland mostrou que realmente queria ganhar algo diferente daqueles papéis que antes fazia, e algo também que lhe permitisse uma oportunidade maior para brilhar como atriz. Neste filme ela interpreta 'Josephine (ou Jody) Norris', uma garota de cidade pequena durante a Primeira Guerra Mundial, que engravida de um piloto de avião e não pode revelar a ninguém sobre o fato; à medida que o tempo passa, ela acompanha o crescimento do seu filho de longe e, ao se afeiçoar à criança, sofre pelo fato de não poder revelar que é sua mãe. Este filme rendeu à atriz sua terceira indicação ao Oscar e sua primeira vitória, como melhor atriz principal. Na cerimônia de entrega do prêmio, ela tornou-se a dona do recorde do número de pessoas citadas (27) no agradecimento feito após ganhar o Oscar.

James Agee notou a mudança nos papéis que Olivia agora interpretava, e, numa crítica ao filme Espelhos d'alma ("The Dark Mirror", 1946), afirmou que "De Havilland, que sempre foi uma das mais belas mulheres do cinema, provou em seus recentes desempenhos sua capacidade de atuar". Ele também comentou que "sua performance é ponderada, calma, detalhada e bem sustentada […]". Espelhos d'alma é um thriller psicológico que conta a história de duas belas irmãs gêmeas idênticas vividas por De Havilland: uma é gentil e amorosa, e a outra é gravemente perturbada. Um médico é morto e testemunhas afirmam ter visto uma briga entre uma das irmãs e a vítima, pouco antes de sua morte. Um detetive que investiga o caso não consegue identificar qual delas é a responsável pelo crime. Os policiais pedem a ajuda de um médico que estuda as gêmeas para ajudar a desvendar o caso.

pôster de Tarde demais, filme pelo qual a atriz recebeu o seu segundo Oscar

De Havilland também foi amplamente elogiada por Na cova das serpentes ("The Snake Pit, 1948"), que citou como o seu filme preferido, e foi um dos primeiros que tentaram mostrar o retrato realista da doença mental. Ela foi louvada pela disposição que teve em desempenhar um papel que era completamente desprovido de glamour, tendo tal assunto enfrentado questões controversas. A atriz realizou pesquisas com tanta determinação que todos se surpreendiam, prestando atenção com cuidado a cada um dos procedimentos aplicados aos doentes mentais, como tratamentos de hidroterapia e de eletro-choque. Quando permitida, participou de longas sessões individuais de terapia. Atendeu a funções sociais, incluindo jantares e também promoveu bailes. Depois do lançamento do filme, a colunista Florabel Muir questionou se as instituições mentais realmente "permitiram bailes e contato com os internos, que podem se tornar violentos". Para surpresa da colunista, De Havilland, por telefone, a assegurou que a iniciativa de jantar e dar bailes para os internos foi ela mesma tomou, e mesmo sem consultar os dirigentes das instituições, pois talvez nem permitiriam.

Seu desempenho em Na cova das serpentes foi considerado por muitos como a melhor atuação de sua carreira, tendo sido recompensada com mais uma nomeação para o Oscar. Embora ela tivesse perdido o prêmio para Jane Wyman, que o levou pela atuação no filme Belinda ("Johnny Belinda", 1948), De Havilland recebeu o maior número de prêmios que ganharia por sua performance num filme, incluindo o prêmio de melhor atriz Volpi Cup no Festival de Veneza. Neste filme ela interpretou 'Virginia Stuart Cunningham', uma mulher rica que, após seu casamento, sofre um colapso nervoso e é internada num hospital psiquiátrico, mas não se lembra por que motivo ela está lá. No final ela se recupera e volta para o marido, mas se torna testemunha dos maus-tratos aos quais os internos vivem submetidos num manicômio. O filme - inovador para a época -, foi um sucesso de crítica e de público, ficando entre as dez maiores bilheterias do ano, mais precisamente na 6ª (sexta) posição. Foi um dos primeiros a mostrar o ponto de vista da sociedade em relação aos que sofrem de doença mental, e levou à legislação para melhorar os cuidados de saúde mental nos Estados Unidos.

Após assistir à peça Washington Square na Broadway, De Havilland disse ao diretor William Wyler que a história poderia dar um ótimo filme. Ele concordou e propôs o filme aos executivos da Paramount, que logo procuraram adquirir os direitos autorais da peça. Assim, foi sem surpresa que 1949 ela foi convidada para atuar como a protagonista da versão cinematográfica da peça, "The Heiress", que teve o título de Tarde demais no Brasil. Muitos da crítica especializada o consideraram um excelente filme. A história trata do drama de uma tímida jovem chamada 'Catherine Sloper', herdeira de um pai tirano, que fica dividida quando se apaixona por um pretendente que, na verdade, está apenas de olho em sua fortuna. De uma certa forma pode-se dizer que De Havilland se arriscou aceitando o papel sem brilho, tímido e desajeitado. Mas seu instinto estava correto. E, graças à sua brilhante performance, foi recompensada com o seu segundo Oscar de melhor atriz, tornando-se assim uma das poucas que conseguiram ser contempladas com o prêmio em mais de uma ocasião.

Após 1950[editar | editar código-fonte]

em foto tirada durante os bastidores das filmagens de A noite é minha inimiga ("Libel", 1959)

Depois de ter ganho em 1950 o seu segundo Oscar de melhor atriz, ela foi convidada para o papel de 'Blanche DuBois' no filme Uma rua Chamada pecado ("A Streetcar Named Desire", 1951), com Marlon Brando, mas recusou, e o papel foi para Vivien Leigh (com quem De Havilland havia contracenado em E o vento levou). O filme trouxe à Leigh um segundo Oscar de melhor atriz (ela já havia ganho em 1940 pela atuação como 'Scarlett O'Hara'). De Havilland negou numa entrevista em 2006 que recusou o trabalho pelo fato de a natureza desagradável de alguns elementos do roteiro serem o principal motivo de sua recusa. Segundo ela, a recusa se deu pelo fato de ela ter um filho recém-nascido que precisava de seus cuidados, o que a tornou incapaz de se relacionar com o material.

Em 1952 ela estrelou o thriller "My Cousin Rachel", que foi intitulado Eu te matarei, querida no Brasil. O filme, inspirado no livro de título original homônimo escrito por Daphne Du Maurier (o livro teve o título de Minha prima Rachel no Brasil), marcou a estreia do ator Richard Burton no cinema americano.

Em 1953 a atriz decidiu deixar os Estados Unidos para viver em Paris, a capital francesa. Divorciada do seu primeiro marido, Marcos Goodrich, ela voltou a se casar em 1955, com jornalista francês Pierre Galante. Nessa época ela aparecia esporadicamente no cinema, aceitando papéis em filmes apenas quando interessada.

Em 1962 publicou um livro chamado Every Frenchman Has One, sobre suas dificuldades e aventuras tentando se ajustar à vida na França, e no mesmo ano voltou às telas depois de três anos de ausência, como a mãe de uma garota de 26 anos, que sofreu um acidente quando menina e, como resultado, tem a mentalidade de uma criança de 10 anos de idade, e que agora se apaixona por um rapaz com quem quer se casar, no filme "The Light in the Piazza" que teve o título de Luz na praça no Brasil.

Quando Bette Davis e Joan Crawford viram suas respectivas carreiras serem ressuscitadas após estrelarem o filme de suspense - quase terror - O que terá acontecido a Baby Jane? ("What Ever Happened to Baby Jane?", 1962), não demorou muito para que outras atrizes de meia-idade, como Olivia de Havilland, tentassem uma segunda carreira estrelando filmes do gênero. De Havilland protagonizou o thriller A dama enjaulada ("Lady in a Cage", 1964), um filme polêmico e controverso sobre uma mulher presa num elevador, atormentada até as raias da lucura por uma gangue psicótica que rouba os bens de sua casa. Hoje considerado um clássico, o filme foi muito atacado pela crítica quando lançado por causa das excessivas cenas de violência que chocaram o público, tendo sido por esta razão banido na Inglaterra. Mas a atriz se saiu muito bem em sua performance, assim como também o ator James Caan em sua estreia no cinema no papel do líder da gangue.

com Rossano Brazzi no filme Luz na praça

Seu desempenho em A dama enjaulada chama a atenção de Robert Aldrich, diretor de O que terá acontecido a Baby Jane?, à procura de uma atriz que possa ao lado de Bette Davis estrelar o suspense Com a maldade na alma ("Hush… Hush, Sweet Charlotte", 1964), no papel antes dado a Joan Crawford, que não pode aceitá-lo alegando doença. Aldrich oferecera o papel a atrizes como Katharine Hepburn, Vivien Leigh e Loretta Young, que também não puderam aceitar a oferta. Para convencer De Havilland a ficar com o papel, o diretor teve de viajar até a Suíça, onde a atriz então se encontrava. Ela aceita a oferta, e tem a oportunidade de novamente contracenar com a amiga Bette Davis. As filmagens são feitas em clima de paz, pois ao contrário do que acontecia com Joan Crawford e Bette Davis, De Havilland e Davis, como sempre, se entendiam muito bem. Quando lançado, o filme consegue chamar atenção principalmente por seu elenco de veteranos, que também inclui os nomes de Joseph Cotten e Agnes Moorehead, co-estrelas de Cidadão Kane ("Citizen Kane", 1941), e torna-se um sucesso de bilheteria, mesmo não tendo obtido a mesma que a de O que terá acontecido a Baby Jane?. Apesar de haver algumas controvérsias, muitos o acham brilhante, e assim o filme recebe nada menos que 7 indicações ao Oscar. Olivia de Havilland, em sua performance, é apontada por muitos como mais atraente do que Bette Davis. Neste filme De Havilland interpreta 'Miriam Deering', a prima astuta da estranha ricaça 'Charlotte Hollis' (Bette Davis), que vive há quase 40 anos reclusa em uma velha mansão na Louisiana, obcecada com a ideia que o fantasma de seu amante anda rondando a casa, deixando, assim, todos a sua volta apavorados. Este foi o últimos dos 5 filmes em que contracenou com Bette Davis, uma de suas grandes amigas desde os seus tempos na Warner. Curioso é o fato de tanto Olivia como Bette estarem, neste filme, em papéis totalmente diferentes do que os que costumavam interpretar. Bette, que sempre fazia papéis de mulheres determinadas, arrogantes, e até más, interpretou uma mulher sofrida, inconformada com a morte do amante, enquanto Olivia, famosa principalmente por suas personagens amáveis (até Bette costumava chamá-la de "sweet" Olivia por esta razão), fez uma mulher suspeita, que ao final do filme descobre-se que foi ela a responsável por todo o sofrimento de sua prima Charlotte. Enfim, era a personagem de Olivia quem tinha a "maldade na alma", e não a de Bette.

Em 1965 se tornou a primeira mulher a presidir o júri do Festival de Cannes.

Olivia atuou até a década de 1980, sobretudo em televisão nestes últimos anos, com destaque a sua vitória sobre um Globo de Ouro e uma indicação ao Emmy por sua performance como a Imperatriz Maria Feodorovna no filme para a TV de 1986 Anastasia: The Mystery of Anna.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Rivalidade com Joan Fontaine[editar | editar código-fonte]

A atriz Joan Fontaine (1917-2013), irmã de Olivia de Havilland, ao lado do ator Gary Cooper, na noite em que ambos ganharam, respectivamente, o Oscar de melhor atriz e melhor ator, em 1942. Fontaine conseguiu vencer o prêmio para o qual a sua irmã também havia sido nomeada

Das duas irmãs, Olivia foi a primeira a se tornar atriz. Quando Joan Fontaine tentou seguir a mesma profissão, sua mãe, que supostamente favoreceu Olivia, se recusou a deixar que Joan usasse o nome da família. Assim Joan se viu obrigada a inventar um nome, tendo em primeiro Joan Burfield e, posteriormente, Joan Fontaine. Segundo o que conta o biógrafo Charles Higham em sua obra Sisters: The Story of Olivia De Haviland and Joan Fontaine, as irmãs sempre tiveram uma relação difícil, começando na infância, quando Olivia teria rasgado uma roupa de Joan, forçando-a a costurá-la novamente. A rivalidade e o ressentimento entre as irmãs também alegadamente resulta da percepção de Joan em relação ao fato de Olivia ser a filha favorita de sua mãe.

Em 1942 as duas irmãs foram nomeadas para o Oscar de melhor atriz. Fontaine foi indicada pela atuação no filme Suspeita ("Suspicion", 1941), de Alfred Hitchcock, e De Havilland foi indicada pela atuação em A porta de ouro ("Hold Back the Dawn", 1941). Fontaine foi quem acabou levando a estatueta. O biógrafo Charles Higham descreveu os eventos da cerimônia de premiação, afirmando que, como Joan avançou empolgada para receber seu prêmio, ela claramente rejeitou as tentativas de Olivia cumprimentá-la, e que Olivia acabou se ofendendo com essa atitude. Higham também afirmou que, depois, Joan sentiu-se culpada pelo que ocorreu na cerimônia de entrega do prêmio. Anos mais tarde, seria a vez de Olivia de Havilland ganhar o prêmio, em 1947, pela atuação no filme Só resta uma lágrima ("To Each His Own", 1946). Segundo o biógrafo, na cerimônia de premiação Joan fez um comentário sobre o então marido de Olivia, que ficou ofendida e não quis receber os cumprimentos de sua irmã por este motivo.

A relação entre as irmãs continuou a deteriorar-se após os dois incidentes no Oscar. Em 1975, aconteceria algo que faria com que elas deixassem de se falar definitivamente: segundo Joan, Olivia não a convidou para um serviço memorial em homenagem a sua mãe, que havia morrido recentemente. Mais tarde, Olivia afirmou que tentou comunicar a Joan, mas ela se encontrava muito ocupado para atendê-la.

Charles Higham também diz que Joan tem um relacionamento distante com suas próprias filhas, talvez porque tenha descoberto que elas estavam mantendo um relacionamento secreto com a tia Olivia.

Ambas as irmãs sempre se recusaram a comentar publicamente sobre a sua rivalidade e relacionamento familiar. Em uma entrevista de 1978, no entanto, Fontaine disse: "Casei-me primeiro, ganhei um Oscar antes de Olivia e se eu morresse primeiro, sem dúvida ela ficaria lívida porque eu também teria ganhado dela nisso!".[9] Após a morte de Fontaine, De Havilland, de sua casa em Paris, divulgou um comunicado dizendo: Estou chocada e entristecida, e agradeço por todas as expressões de simpatia e gentileza dos fãs. Joan Fontaine faleceu no domingo 15 de dezembro de 2013 aos 96 anos de idade[10] - ironicamente a data em que E o vento levou ("Gone with the Wind", 1939), filme que imortalizou De Havilland no cinema americano, complatara 74 anos de estreia.

Relacionamentos[editar | editar código-fonte]

De Havilland e seu marido Pierre Galante na chegada ao Aeroporto de Copenhague, Dinamarca, em 13 de agosto de 1957

De Havilland e Errol Flynn eram conhecidos como um dos mais empolgantes casais de Hollywood nas telas, aparecendo em nove filmes juntos como já visto, mas ao contrário dos boatos, nunca foram ligados romanticamente. Numa entrevista com Gregory Speck, De Havilland declarou: "Ele nunca adivinhou que eu tinha uma queda por ele. Na verdade, eu li em algo que ele escreveu que ele se apaixonou por mim enquanto filmamos A carga da brigada ligeira. Fiquei espantada ao ler, porque nunca me ocorreu que ele fosse se apaixonar por mim." Em outra entrevista citada no Turner Classic Movies, De Havilland afirmou que Flynn lhe fez uma proposta de casamento, mas a atriz rejeitou porque Flynn era, na época, ainda casado com a atriz Lili Damita.

Casamentos[editar | editar código-fonte]

De Havilland casou-se com o escritor Marcus Goodrich em 1946 e ambos se divorciaram em 1953. Da união entre o casal nasceu o filho, Benjamin (nascido em 1949), que tornou-se um matemático e morreu em 1991 após uma longa batalha contra um linfoma de Hodgkin. Após divorciar-se de Goodrich, em 1953, conheceu o jornalista francês e editor da Paris Match Pierre Galante, com quem se casou em 1955 e de quem se divorciou em 1979. A filha do casal, Gisele, nasceu em julho de 1956, quando De Havilland tinha 40 anos de idade. Após o divórcio, de Havilland e Galante continuaram bons amigos, e ela cuidou dele antes de ele morrer em Paris, vítima de câncer no pulmão, que foi o motivo declarado para sua ausência no 70º aniversário do Oscar em 1998.

De Havilland hoje[editar | editar código-fonte]

Olivia de Havilland na noite em que recebeu do ex-presidente americano George W. Bush (foto) a Medalha Nacional das Artes, em 2008.

Residente em Paris desde 1953, De Havilland ocasionalmente faz aparições públicas.

Nestes últimos anos ela tornou-se mais próxima da amiga Gloria Stuart, que também foi uma das poucas atrizes dos anos 30 ainda vivas durante a década de 2000. Stuart faleceu no dia 26 de setembro de 2010, aos 100 anos de idade.

Olivia compareceu à 75ª cerimônia do Oscar, em 2003.

Em 2004, por ocasião do 65º aniversário do lançamento original do filme E o vento levou, o Turner Classic Movies realizou um documentário chamado Melanie Remembers, no qual De Havilland, que é a única viva dentre os quatro atores que protagonizaram o filme, relembra cada momento das filmagens. O documentário de 40 minutos pode ser visto na Edição especial para colecionadores do filme, que vem com 4 DVDs: dois discos para o filme e os outros dois com bônus extra.

Em junho de 2006, ela apareceu em homenagem ao seu 90º aniversário na Academy of Motion Pictures Arts & Sciences e no Los Angeles County Museum de Arte.

Em abril de 2008, compareceu ao funeral de Charlton Heston. No mesmo ano, também compareceu ao Tributo ao Centenário da atriz Bette Davis. De Havilland foi uma das poucas estrelas com quem a Bette manteve uma boa amizade. Bette, como se sabe, não era lá de grandes amizades, principalmente se fosse com atrizes concorrentes. Mas com Olivia ela sempre se entendeu muito bem, e sempre se referia à De Havilland como sweet Olivia/ (doce Olivia). Elas apareceram em 5 filmes juntas.

Ainda em 2008, aos 92 anos, De Havilland foi agraciada pelo então presidente norte-americano George W. Bush com a Medalha nacional das artes. No ano seguinte (2009), narrou o documentário I Remember Better When I Paint.

De acordo com John Lichfield, em 14 de julho de 2009, numa entrevista publicada no The Independent, ela está trabalhando em uma autobiografia.

Em 9 de setembro de 2010, aos 94 anos de idade, ela recebeu a Legião de Honra, que é uma ordem de decoração de Cavalaria entregue pelo Presidente da República Francesa.

Sua estrela na Calçada da Fama de Hollywood está localizada na Hollywood Boulevard número 6764.

Filmografia[editar | editar código-fonte]

ANO FILME (Título Br) Título original Personagem
1935 Esfarrapando desculpas "Alibi Ike" Dolly Stevens
Filhinho de mamãe "The Irish in Us" Lucille Jackson
Sonho de uma noite de verão "A Midsummer Night's Dream" Hermia
Capitão Blood "Captain Blood" Arabella Bishop
1936 Adversidade "Anthony Adverse" Angela Giuseppe
A carga da brigada ligeira "The Charge of the Light Brigade" Elsa Campbell
1937 Vamos brincar de amor? "Call It a Day" Catherine 'Cath' Hilton
Somos do amor "It's Love I'm After" Marcia West
O grande Garrick "The Great Garrick" Germaine de la Corbe
1938 Onde o ouro se esconde "Gold Is Where You Find It" Serena 'Sprat' Ferris
As aventuras de Robin Hood "The Adventures of Robin Hood" Lady Marian Fitzwalter
Amando sem saber "Four's a Crowd" Lorri Dillingwell
Hard to Get (Idem) Margaret Richards
1939 Asas da esquadra "Wings of the Navy" Irene Dale
Uma cidade que surge "Dodge City" Abbie Irving
Meu reino por um amor "The Private Lives of Elizabeth and Essex" Lady Penelope Gray
E o vento levou "Gone with the Wind" Melanie Hamilton Wilkes
Ladrão amador "Raffles" Gwen Manders
1940 My Love Came Back (Idem) Amelia Cornell
A estrada de Santa Fé "Santa Fe Trail" Kit Carson Holliday
1941 Uma loura com açúcar "The Strawberry Blonde" Amy Lind Grimes
A porta de ouro "Hold Back the Dawn" Emmy Brown
O intrépido general Custer "They Died with Their Boots On" Elizabeth Bacon Custer
1942 Assim é que elas gostam "The Male Animal" Ellen Turner
Nascida para o mal "In This Our Life" Roy Timberlake
1943 Graças à minha boa estrela "Thank Your Lucky Stars" ela mesma
Sua Alteza quer casar "Princess O'Rourke" Princesa Maria (Mary Williams)
1944 Dez pequenas para cada homem "Government Girl" Elizabeth 'Smokey' Allard
1946 Só resta uma lágrima "To Each His Own" Miss Josephine 'Jody' Norris
Devoção "Devotion" Charlotte Brontë
Champanha para dois "The Well-Groomed Bride" Margie Dawson
Espelhos d'alma "The Dark Mirror" Terry / Ruth Collins
1948 Na cova das serpentes "The Snake Pit" Virginia Stuart Cunningham
1949 Tarde demais "The Heiress" Catherine Sloper
1952 Eu te matarei, querida "My Cousin Rachel" Rachel Sangalletti Ashley
1955 A favorita de Felipe II "That Lady" Ana de Mendoza
Não serás um estranho "Not as a Stranger" Kristina Hedvigson
1956 A filha do embaixador "The Ambassador's Daughter" Joan Fisk
1958 O rebelde orgulhoso "The Proud Rebel" Linnett Moore
1959 A noite é minha inimiga "Libel" Lady Margaret Loddon
1962 Luz na praça "Light in the Piazza" Meg Johnson
1964 A dama enjaulada "Lady in a Cage" Mrs. Cornelia Hilyard
Com a maldade na alma "Hush… Hush, Sweet Charlotte" Miriam Deering
1970 O mundo dos aventureiros "The Adventurers" Deborah Hadley
1972 Joana, a mulher que foi papa "Pope Joan" Madre Superior
1977 Aeroporto 77 "Airport '77" Emily Livingston
1978 O enxame "The Swarm" Maureen Schuster
1979 O quinto mosqueteiro "The Fifth Musketeer" Rainha (Mary) Mãe
2009 I Remember Better When I Paint Narradora

Trabalhos na televisão[editar | editar código-fonte]

Ano Trabalho Personagem Notas
1966 Noon Wine Ellie Thompson Telefilme
1972 The Screaming Woman Laura Wynant Telefilme
1979 Roots: The Next Generations Mrs. Warner Minissérie
1982 Murder Is Easy Honoria Waynflete Telefilme
The Royal Romance of Charles and Diana Rainha Elizabeth Telefilme
1986 North and South II Mrs. Neal Minissérie
Anastasia: The Mystery of Anna Imperatriz Maria Feodorovna Telefilme
1988 The Woman He Loved Tia Bessie Telefilme

Principais prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Autógrafo e impressão das mãos e dos pés de Olivia de Havilland na calçada do Teatro Chinês em Hollywood.
Estrela de Olivia de Havilland na Calçada da Fama de Hollywood.
Ano Prêmio Categoria Filme Resultado
1939 Oscar Melhor atriz coadjuvante E o vento levou Indicada
1941 Oscar Melhor atriz A porta de ouro Indicada
1946 Oscar Melhor atriz Só resta uma lágrima Vencedora
1948 Oscar Melhor atriz A cova da serpente Indicada
Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália Prêmio "Fita de prata", para melhor atriz estrangeira Vencedora
NBR Award Melhor atriz Vencedora
NYFCC Award Melhor atriz Vencedora
Festival de Veneza Prêmio Volpi Cup, para melhor atriz Vencedora
1949 Oscar Melhor atriz Tarde demais Vencedora
Globo de ouro Melhor atriz - drama Vencedora
NYFCC Award Melhor atriz Vencedora
1950 Golden Apple Award Least Cooperative Actress Vencedora
1952 Globo de ouro Melhor atriz - drama Eu te matarei, querida Indicada
1986 Emmy Melhor atriz coadjuvante em minissérie ou telefilme Anastasia: The Mystery of Anna Indicada
Globo de ouro Melhor atriz coadjuvante em televisão Vencedora

Referências

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • De Havilland, Olivia. Every Frenchman Has One. Random House, 1962. Cômicas histórias sobre sua vida em Paris; informações reais biográficas.
  • Fontaine, Joan. No Bed of Roses. Morrow, 1978. Autobiografia de Joan Fontaine, que contêm muitos detalhes sobre como cresceu ao lado da irmã Olivia.
  • Higham, Charles. Sisters: The Story of Olivia De Haviland and Joan Fontaine. Coward McCann, 1984.
  • Lamparski, Richard. Manhattan Diary. BearManor Media, 2006 ISBN 1-59393-054-2.
  • Shipman, David. The Great Movie Stars, The Golden Years. Bonanza Books, New York, 1970.
  • Thomas, Tony. The Films of Olivia de Havilland. Citadel Press, 1983. Prefácio de Bette Davis.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Olivia de Havilland
Precedida por:
Joan Crawford
por Mildred Pierce
Oscar de Melhor Actriz
por To Each His Own

1946
Sucedida por:
Loretta Young
por The Farmer's Daughter
Precedida por:
Jane Wyman
por Johnny Belinda
Oscar de Melhor Actriz
por The Heiress

1949
Sucedida por:
Judy Holliday
por Born Yesterday