Lambari (Minas Gerais)

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Município de Lambari
"Cidade das Águas Virtuosas"
Vista Aérea de Lambari

Vista Aérea de Lambari
Bandeira de Lambari
Brasão de Lambari
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 16 de setembro de 1901 (112 anos)
Gentílico lambariense
Lema Hic Sanitas (Aqui há Saúde)
Prefeito(a) Sérgio Teixeira (PSDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Lambari
Localização de Lambari em Minas Gerais
Lambari está localizado em: Brasil
Lambari
Localização de Lambari no Brasil
21° 58' 33" S 45° 21' 00" O21° 58' 33" S 45° 21' 00" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Sul/Sudoeste de Minas IBGE/2008[1]
Microrregião São Lourenço IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Cambuquira, Campanha, São Gonçalo do Sapucaí, Heliodora, Natércia, Jesuânia
Distância até a capital 339 km
Características geográficas
Área 213,139 km² [2]
População 20 564 hab. est. IBGE/2014[3]
Densidade 96,48 hab./km²
Altitude 887 m
Clima tropical de altitude
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,711 alto PNUD/2010[4]
PIB R$ 219 589,450 mil IBGE/2011[5]
PIB per capita R$ 11 172,18 IBGE/2011[5]
Página oficial

Lambari é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Em 2014 sua população foi estimada pelo IBGE em 20.564 habitantes.[6] É uma estância hidromineral. Faz parte do famoso Circuito das Águas de Minas Gerais.

Breve histórico[editar | editar código-fonte]

As águas minerais foram descobertas em 1780 pelo fazendeiro Antônio de Araújo Dantas quando, aos pés da serra que separa a estância de sua vizinha Campanha da Princeza (atual Campanha), encontrou nascentes em terrenos que havia comprado. Em 1826 um português chamado Dr Manuel da Silveira Rodrigues fez os primeiros estudos das qualidades medicinais da águas.Desse modo entre 1830 e 1832, a Câmara de Campanha desapropriou uma área de doze alqueires dos herdeiros de Antônio de Araújo para executar obras de proteção das fontes.

O povoado certamente foi fundado em 1834 pelo médico Inglês Thomaz Crockane, que radicado em Campanha, se interessou em clinicar com o uso das aguas, e daí então se mudando para o lugar das fontes mandou eregir as primeiras casas de hospedaria e repouso para quem buscava cura nas "águas santas" ou Águas Virtuosas como ficou mais Conhecida.

No local ainda mais tarde (1852 a 1873)fora construída uma capela dedicada a Nossa Senhora da Saúde

O povoado foi distrito de Campanha de 1859 até 1901, quando foi Criado o município já com o nome de Lambari e com 3 distritos, o da sede "Vila de Águas Virtuosas", o do "Bom Jesus do Lambari" (atual Jesuânia) e o de Conceição do Rio Verde.

A cidade foi planejada na virada do século pelo político e escritor fluminense Américo Werneck (1855-1927), então recém-exonerado do cargo de prefeito de Belo Horizonte. De nobre estirpe, sonhou alto e conquistou muito apoio para financiar sua ambiciosa empreitada de construir - do zero - uma cidade planejada, com parques, mirantes, modernas edificações públicas, ruas largas, um enorme lago artificial - onde então só se viam depressões irregulares - e para coroar a majestosa obra, um magnífico palácio barroco defronte o novo corpo d'água, para sediar o governo de um novo estado que pretendia fundar no sul das Minas Gerais que, segundo diziam, abrangeria diversas estâncias, desde Caxambu até a atual Poços de Caldas.

Nota: Julgando-se mais apropriado o nome Águas Virtuosas foi sustituido pelo anterior e antiguíssimo topônimo Lambari pela Lei Nº 9804 de 27 de dezembro de 1930, (pois pela lei município e séde deveriam ter o mesmo nome). No entanto, até hoje existem pessoas que pregam a volta do nome Águas Virtuosas.

Turismo[editar | editar código-fonte]

A cidade é bastante procurada pelas suas destacadas belezas naturais, clima e principalmente pela água mineral, eleita no passado como a 3ª melhor do mundo e capaz de curar doenças. Há, originalmente, sete fontes dentre as quais a Nº 1 e Nº 2 compõem a maior fonte de água mineral naturalmente gasosa do mundo.

O destaque alimentício é o requeijão Catupiry, criado pelo imigrante italiano Mário Silvestrini e sua esposa Isaíra, em 1911. Hoje o requeijão genuinamente brasileiro é provado por todo o mundo e o único requeijão cremoso brasileiro citado pelo Dicionário dos Queijos da enciclopédia Larousse.

E é na cidade onde se encontra o maior exemplar conhecido de Bougainvillea (ou Primavera) do mundo; estando á beira do lago Guanabara; de tão grande virou árvore frondosa de 18 metros de altura.

Pontos turísticos[editar | editar código-fonte]

Palácio do Cassino do Lago.
  • Palácio do Cassino do Lago;
  • Farol do Lago;
  • Parque das Águas;
  • Parque Wenceslau Braz;
  • Lago Guanabara;
  • Duchas e Cascata;
  • Parque Estadual Nova Baden (reserva ambiental natural e museu, 4 km da cidade);
  • Mata Municipal (reserva da mata Atlântica);
  • Rampa de asa delta na Serra das Águas;
  • Cruzeiro;
  • Igreja Matriz Nossa Senhora da Saúde;
  • Gruta Toca Da onça (Serra das Águas);
  • Gruta do Chapéu (Serra das Águas);



Cachoeiras[editar | editar código-fonte]

  • Roncador (Estrada Lambari/Jesuânia)
  • Sete Quedas (ao redor do Parque Estadual Nova Baden)
  • Cachoeira Serra das Águas, ou "Cachoeira do Mudinho"
  • João Gonçalves (estrada Lambari/Jesuânia)

Festividades[editar | editar código-fonte]

  • Inverno Gastronômico, (final de julho)
  • Festa da Padroeira Nossa Senhora da Saúde (15 de Agosto)
  • Procissão de Corpus Christi
  • Congadas (Primeira quinzena de Maio)
  • Carnaval - (É considerado um dos melhores do Sul de Minas)
  • Aniversário da Cidade (16 de setembro)
  • Moto Fest (encontro de Motociclistas - 3ª semana de outubro)

Economia[editar | editar código-fonte]

Agricultura[editar | editar código-fonte]

No final da década de 1970 iniciou o plantio de café em alta escala no município. A terra fértil, o clima favorável e a boa altitude topográfica, que varia de 887 a 1531 metros, possibilitou que o café produzido em Lambari alcançasse excelente qualidade sendo usado pelas grandes torrefadoras para corrigir outros cafés de bebida inferior. Lambari não possui grandes fazendas e a produção é feita pelos mais de 1.200 sitiantes do município, que produzem em média 150.000 mil sacas de café anualmente. [7] Graças ao trabalho desenvolvido nesses últimos 30 anos a população rural de Lambari alcançou uma qualidade de vida semelhante a população rural de alguns países europeus;

Indústria[editar | editar código-fonte]

  • 21% do capital injetado no município vem da indústria. Lambari tem mais de 30 microempresas, principalmente do setor de confecções e de metalurgia. Lambari possui o maior polo sul mineiro de produção de artigos em aço inoxidável para a indústria de laticínios, química e farmacêutica, exportando seus produtos para todo o Brasil[carece de fontes?]

Turismo[editar | editar código-fonte]

  • 15% do capital injetado no município vem do turismo. Lambari possui um potencial turístico invejável. Além da maior vazão de água mineral gasosa do mundo (6 fontes diferentes jorrando 22 bicas d'água) e de seus 4 parques, a cidade oferece uma série de recursos para as modalidades de esportes radicais, tanto aquático, terrestre ou aéreo.
  • Lambari possui 9 hotéis, sendo 4 de alto padrão, 12 pousadas e 7 restaurantes requintados. Apesar da cidade ser um tanto quanto pequena possui um grande e variado número de estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços.

Outros segmentos[editar | editar código-fonte]

  • 2% do capital injetado no município vem de outros segmentos.

População[editar | editar código-fonte]

Região central da cidade com destaque para o Condomínio Imperial que possui 179 apartamentos.
Histórico populacional
Ano População
1991 16.071
1996 17.138
2000 18.249
2007 18.547
2010 19.554
2014 20.564 est.

Subdivisão[editar | editar código-fonte]

Bairros urbanos[editar | editar código-fonte]

ZONA NORTE:

  • Recanto da Serra
  • Pitangueiras
  • Jardim Primavera
  • Lot. Buriti
  • Vila Nova
  • Silvestrini
  • Alberto Franco
  • Cerâmica
  • Alto da Boa Vista
  • Corredor
  • Vista Verde I
  • Vista Verde II

ZONA LESTE:

  • Volta do Ó
  • Vila Campos
  • Novo Horizonte
  • Campo Belo
  • Bairro Colina
  • Vila Brasil
  • Matadouro

ZONA OESTE:

  • Sertãozinho
  • Alvorada I
  • Lot. Alvorada II

ZONA SUL:

  • Volta do Lago
  • Santana
  • Lot. Nova Lambari
  • Corte de Pedra
  • Jardim do Lago
  • Lake City
  • Lot. Lake City II
  • Galo Branco
  • Galo de Ouro
  • Vale do Sol
  • Pinhão Roxo

Bairros rurais[editar | editar código-fonte]

Região dos arredores da Cidade:

  • Nova Baden
  • Serrinha
  • Serrote
  • São Simão
  • Jardim Floresta
  • Jacu
  • Mandembo
  • Cafundó

Região do São Bartolomeu:

  • Garcias
  • Piripau
  • São Bartolomeu

Região do São João:

  • Mumbuca
  • Mantiva
  • São João
  • Santa Quitéria

Região da Capelinha:

  • Folheta
  • Paiolinho
  • Campos
  • Barba de Bode
  • Capelinha do Embirizal
  • Cachoeirinha
  • Marimbondo
  • Posses
  • Congonhal
  • Vargem Grande
  • Três Barras

Escolas[editar | editar código-fonte]

Estaduais[editar | editar código-fonte]

  • EE Professora Maria Rita Lisboa Pereira Santoro (anos finais do ensino fundamental e ensino médio) - Centro;
  • EE Dr. José Benedito Rodrigues (anos iniciais do ensino fundamental e educação inclusiva) - Centro (dentro do Parque Novo);
  • EE João Nunes Ferreira ( ensino fundamental) - Vila Brasil;
  • EE João de Almeida Lisboa (ensino fundamental) - Silvestrini;

Municipais[editar | editar código-fonte]

Urbanas:

  • EM Dr. João Braulio Junior (anos iniciais do ensino fundamental) - Centro;
  • EM Maria Lúcia Lisboa "Favo de Mel"(anos iniciais do ensino fundamental) - Silvestrini;
  • EM Padre Jose de Anchieta (anos iniciais do ensino fundamental) - Pinhão Roxo;

Rurais:

  • EM Capelinha do Imbirizal (anos iniciais do ensino fundamental);
  • EM Joaquim Nabuco - São Bartolomeu(anos iniciais do ensino fundamental);
  • EM Princesa Isabel - Congonhal (anos iniciais do ensino fundamental);
  • EM Dr. Jose dos Santos - Cachoeirinha (anos iniciais do ensino fundamental);
  • EM Barão do Rio Branco - Santa Quitéria (anos iniciais do ensino fundamental;
  • EM Mariano Fonseca - São João (anos iniciais do ensino fundamental);

Particulares[editar | editar código-fonte]

  • Fundaçao Presidente Antônio Carlos FAPAC - unidade universitária;
  • Colégio Objetivo Cidade das Águas;
  • Colégio CEL;
  • Escola CEJC.
  • Centro Educacional Aquarela.

Segurança[editar | editar código-fonte]

A cidade conta com a 34ª Delegacia regional da Polícia Civil de Minas Gerais localizada em sede própria na Pça Conselheiro João Lisboa no Centro e também com o 6º pelotão da 16ª companhia de Policia Militar do estado de Minas Gerais ,atendendo além de Lambari, Jesuânia, Olímpio Noronha, Conceição do Rio Verde e Cambuquira. Há câmeras de segurança espalhadas pelas ruas do centro. No entanto não há mais presídio na cidade, os presos são levados para o presidio de Três Corações.

Comarca[editar | editar código-fonte]

A comarca de Lambari, foi instalada em 01/01/1926, com 1ª instância e vara única. Atualmente possui o nome de Fórum Dr Wadih Bacha e faz parte da região judiciária de Varginha. Faz parte também da comarca de Lambari os municípios de Jesuânia e Olímpio Noronha. O seu prédio está localizado na Pça Duque de Caxias no centro, e em 2013 passou por reforma e grande ampliação. Está protocolado que em breve atenderá em 2ª instância com 2 varas Cíveis, possibilitando mais agilidade nos processos.

Entidades filantrópicas[editar | editar código-fonte]

  • APAE (Associação de pais e amigos dos exepcionais);
  • Hospital São Vicente de Paulo;
  • Lar dos idosos (Asilo) São Vicente de Paulo;
  • Casa de convivência da Pastoral da Criança;
  • Orfanato feminino Lar Teresa Cristina;
  • Círculo dos Operários Cristãos (Casa da Cultura).

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Afluentes do Rio Verde:

  • Rio Lambari (também chamado Itaici) - deu nome a cidade, serve de limites com os municípios de Jesuânia e Cambuquira, nasce no município de Cristina e deságua no Rio Verde, no município de Três Corações;
  • Ribeirão Mumbuca - é o principal e o mais extenso do município, banha e abastece a cidade. Nasce no bairro Mantiva, passa pelos bairros Mumbuca e Jacú, recebe águas dos córregos: Barreiro, Lobos, Cadeia e do Lago Guanabara. Passa pelo bairro Serrote e deságua no rio Lambari;
  • Ribeirão São Bartolomeu - nasce no bairro São Bartolomeu e recebe águas do córrego São Simão. Abastece a cidade de Jesuânia, é o principal fornecedor de água para o Lago;
  • Ribeirão Melo - nasce no bairro Nova Baden passa pelo bairro Serrinha e desaguá no rio Lambari;
  • Córrego das Flores - nasce no Bairro Mandembo, corta toda extensão do bairro Pinhão Roxo e desaguá no Lago;
  • Córrego dos Lobos - é totalmente urbano e o mais poluído, nasce no alto do Pitangueiras e deságua no Mumbuca próximo ao centro da cidade;
  • Lago Guanabara - foi construído artificialmente em 1910 pelo prefeito Américo Werneck para uso exclusivo de recreação. Possui 5 quilômetros de entorno e sua barragem forma uma bela cascata que deságua no ribeirão Mumbuca;

Afluentes do Rio Sapucaí:

  • Ribeirão Vermelho - é o segundo mais extenso, nasce no bairro Vargem Grande, recebe águas dos córregos Água Limpa, Capelinha, Taguá e Córrego Fundo. Já dentro do município de Heliodora deságua no rio Areado, que deságua no rio Turvo que por fim deságua no Rio Sapucaí, já no município de Careaçu;
  • Ribeirão Santa Isabel - nasce no bairro cachoeirinha, recebe águas dos córregos São Domingos e Posses. Apesar de suas nascentes estarem dentro do município de Lambari é o principal ribeirão de Heliodora banhando e abastecendo a cidade, deságua no rio Areado;
  • Ribeirão Santa Quitéria - nasce no bairro São João, passa pelo bairro Santa Quitéria e logo entra no município de Heliodora aonde tem sua maior extensão, desaguá no rio Areado.

Relevo[editar | editar código-fonte]


Fauna[editar | editar código-fonte]

  • Animais da fauna silvestre que vivem nas matas do município:

Mamíferos[editar | editar código-fonte]

(Primatas) Bugio, Sagui, (outros Mamíferos) Quati, Jaguatirica, Lobo-guará, Veado-campeiro, Lontra, Capivara, Paca, Gato do mato (popular oncinha), Cachorro do mato (popular lobinho), Tatu, Ouriço, Gambá, rato, morcego etc.

Aves[editar | editar código-fonte]

Seriema, Jacutinga, Jacupemba, Tucano, Quero-quero, Saracura, Gralha, Maritaca, Andorinha, Canário, Tico-tico, Beija-flor, Urubu, Anu-preto, Anu-branco, João-de-barro, Bem-te-vi, Sabiá-laranjeira etc.

Flora[editar | editar código-fonte]

  • Árvores de médio e grande porte encontradas no município:

Jequitibá, Jacarandá, Jatobá, Cedro, Peroba, Angico, Aroeira, Araucária, Quaresmeira, Ipê, Massaranduba, Sucupira, Sassafrás, Copaíba, Candeia, Paineira, Taiuveira, Pereira, Figueira, Canela, Coqueiro do campo, Pau de jacaré, Óleo pardo, Araticum, Muchoco, Pororoca, Pata-de-vaca etc.


Rodovias[editar | editar código-fonte]

Nota: A antiga ferrovia "Ramal Campanha" de Rede Sul Mineira (anteriormente Minas and Rio Railway), Chegou a Lambari quando ainda era distrito de Campanha em 1894. O progresso trazido pela linha do trem fez a vila imediatamente prosperar com maior fluxo de turistas aumento do comércio e construção de vários hotéis. Passados 70 anos de pleno funcionamento em 1964 a ferrovia foi desativada julgando-a ser deficitária.

Linhas de ônibus[editar | editar código-fonte]

  • Viação Santa Cruz: Lambari - varginha - São Lourenço - São Paulo;
  • Viação Gardênia: Lambari - Belo Horizonte - Pouso Alegre;
  • Viação Cidade do Aço: Lambari - Três Corações - São Lourenço;
  • Viação Util: Lambari - Rio de Janeiro;
  • Viação Cometa: Lambari - São José dos Campos.

Patrimônio histórico[editar | editar código-fonte]

  • Palácio do Cassino (1911) Tombado;
  • Farol do Lago (1911) Tombado;
  • Prédio da Escola Dr João Bráulio Jr. (1930) Tombado;
  • Prédio da Escola Profª. Maria Rita (a construção original remonta 1900, mas a fachada é de 1942) Tombado;
  • Prédio da atual Prefeitura (foi construído no final do séc. XIX para abrigar um grande gerador de energia) tombado;
  • Imagem de N. S. da Saúde (séc. XVIII) tombada;
  • Coreto do Parque (1905);
  • Fonte Luminosa (1955);
  • Prédio do Hospital (1916);
  • Igreja Matriz (1955);
  • Igreja Presbiteriana do Brasil (1950);
  • Pousada do Duque,antigo Hotel Bibiano (1928);
  • Cruzeiro (1935);
  • Capela de São Benedito da Vila Nova (1916);
  • Capela de N. S. da Conceição da Capelinha - zona rural (seus alicerces remontam 1902);
  • Capela do São João - zona rural (1932);
  • Cemitério Municipal (década de 1910);
  • Cemitério da Capelinha - zona rural (1925);
  • Casarão colonial sede da antiga fazenda dos Pinheiros, atual museu do Parque estadual de Nova Baden (1890);
  • Quinta de veraneio do cientista Vital Brasil (residência particular) na Rua Pref. Renato Nascimento nº 93, ao lado do Edifício Vital Brasil (década de 1900);
  • Casarão colonial (residência particular) na rua Jairo Ferreira nº 84, no Centro "Rua do Escadão" (é a residência mais antiga da cidade, feita de pau a pique há mais de 200 anos);

Religião[editar | editar código-fonte]

Segundo dados oficiais do IBGE do ano de 2010 a distribuição religiosa no município ficou assim discriminada: 76% Católicos, 7% Assembleianos, 5% Presbiterianos, 3% Congregacionais, 7% outras denominações e 2% sem religião.

A religião católica[editar | editar código-fonte]

  • A paróquia de Nossa Senhora da Saúde foi criada por lei estadual no dia 28 de junho de 1850.
    Igreja Matriz N.S. da Saúde.
  • A primeira igreja matriz só foi terminada em 1872, antes disso a paróquia estava sediada provisoriamente na Capela do Bom Jesus na atual Jesuânia. Em 1874 o Padre João Batista das Neves construiu novo presbitério e sacristia na parte traseira da igreja. Em 1910 o padre Marciano Brandão faz demolir a igreja e com verbas públicas constrói outra conservando apenas a parte traseira que era mais nova, o projeto foi feito pelo prefeito Américo Werneck e fazia parte do grande programa de obras de remodelação de toda cidade. Em 1946 a igreja matriz novamente já estava em total estado de pobreza e decadência, não condizendo com o progresso da cidade. Foi então que o Padre Dr Antônio Lemos Barbosa encomendou o Projeto da nova matriz. Foi escolhido o projeto do arquiteto paulista Benedito Calixto de Jesus Neto, o mesmo que na mesma época projetaria a Basílica de Aparecida e também outras igrejas do sudeste do Brasil. Em 1947 o Cônego José Ramos Leal inicia a construção da nova matriz que foi solenemente inaugurada e sagrada em 14 de junho de 1955 com muitas festas inclusive com a realizaçao de um grande congresso eucarístico.
  • A atual igreja matriz è a terceira maior da diocese de Campanha, foi inspirada na arquitetura romano-bizantina comum em várias regiões da Itália, nesse caso não se revela por detalhes, mas pela suntuosidade e fortaleza. No seu lado esquerdo recuada está a torre, do outro também recuada, uma capela redonda "o batistério", possui lindíssimos vitrais de inspiração bizantina que trazem figuras simbolizando os tempos litúrgicos celebrados durante o ano. Os vitrais refletem sua luminosidade multicolorida em todo interior da igreja daí o fato das igrejas deste estilo serem pintadas com cores claras. No presbitério (altar) tem destaque um grande baldaquino feito em riquíssimo mármore trazendo na parte superior de seu frontíspicio a imagem da padroeira em meio a um mosaico (próprio da arte bizantina), no fundo do presbitério estão pintados os 4 evangelistas. No teto lindos detalhes em gesso. Porém a maior particularidade dessa igreja é o fato do coro não estar atrás, mas sim na frente na parte superior, do lado do altar, coisa que não era comum na época que foi projetada.
  • Com o crescimento da população do município ao longo dos anos a paróquia foi se dividindo em comunidades filiais. Atualmente são 21 comunidades pertencentes à paróquia N. S. da Saúde, 5 à paróquia Santa Isabel de Heliodora e 2 a Bom Jesus de Jesuânia, a seguir:

Comunidades urbanas:

  • N.S. da Saúde - Centro (1850);
  • São Benedito - Vila Nova (1916);
  • São Judas Tadeu - Sivestrini (1969);
  • São Vicente de Paulo - Vila Brasil (1976);
  • Santa Teresinha - Pinhão Roxo (1978);
  • Sagrada Família - Corredor e Vista Verde (1995);
  • São Francisco de Assis - Volta do Lago (2000);
  • N.S. Aparecida - Volta do Ó e Vila Campos (2006);
  • Santo Antônio - Recanto da Serra (2007);
  • Mãe Rainha - Sertãozinho e Alvorada (2008);

Comunidades Rurais:

  • Imaculada Conceição - Capelinha (1902);
  • São José - Nova Baden (1915);
  • São João Batista - São João (1932);
  • São Sebastião - Serrinha (1980);
  • Santa Luzia - Três Barras (1986);
  • São Geraldo - Congonhal (1987);
  • São Pedro - Vargem Grande (1989);
  • Sagrado Coração de Jesus - Serrote (1995);
  • N.S. de Fátima - Campos (1995);
  • Santo Expedito - Cafundó (2002);
  • Divino Pai Eterno - Mantiva (2009);

Comunidades rurais eclesiasticamente pertencentes a Heliodora:

  • Santa Quitéria - Santa Quitéria (1986);
  • Sagrada Família - Folheta (1998);
  • N. S. Aparecida e São Sebastião - Paiolinho (1987);
  • N. S. Aparecida e São Sebastião - Cachoeirinha (década de 1950);
  • N. S. Aparecida e São Sebastião - Posses (década de 1960);

Pertencentes a Jesuânia:

  • São Bartolomeu Apóstolo - São Bartolomeu (década de 1940);
  • São Pedro - Garcias (década de 1990).

Lambarienses ilustres[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Estimativas da população residente nos municípios brasileiros com data de referência em 1 de julho de 2014. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (28 de agosto de 2014). Página visitada em 28 de agosto de 2014.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 18 de setembro de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2011. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 02 de Janeiro de 2014.
  6. Estimativa Populacional 2014. Estimativa Populacional 2014. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (01 de julho de 2014). Página visitada em 28 de agosto de 2014.
  7. Lavazza. (Lavazza). Página visitada em 07 de junho de 2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]