Universidade de Salamanca

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Universidade de Salamanca
Fundação 1218
Localização Salamanca,  Espanha
Reitor(a) Daniel Hernández Ruipérez
Total de Estudantes 38 137
Campus Patio de Escuelas, 1
Salamanca, Espanha
Página oficial www.usal.es

A Universidade de Salamanca (em espanhol: Universidad de Salamanca), situada na cidade de Salamanca, na Espanha, é a universidade mais antiga da Espanha e uma das mais antigas do Mundo.

História[editar | editar código-fonte]

A Universidade de Salamanca é a mais antiga da Espanha, emparceirando em precedência com as universidades de Bolonha, Sorbone de Paris, de Oxford e de Cambridge. Excluindo-se a efémera Universidade de Palência nos anos de 1175 a 1180 (a qual nunca foi reconhecida efetivamente com o titulo de universidade), temos a Universidade de Salamanca como a mais antiga da Península Ibérica e de toda a Europa. Tanto assim, que foi a primeira da Europa a adquirir o título de universidade.

A fundação da Universidade data do ano 1218 por el-rei Afonso X, com a categoria de Estudo Geral do seu reino. O título de Estudo Geral pretende indicar a diversidade das disciplinas ensinadas, a sua condição de estabelecimento público, isto é sem o carácter privado de anteriores colégios, sendo uma instituição aberta a todos que para ela tivessem merecimento (no conceito da época). A condição de Estudo Geral garantia também o reconhecimento real dos títulos que fossem concedidos.

A instituição levou cerca de dois séculos para conseguir contar com edifícios próprios onde ministrar a docência. Até ter edifício próprio, as aulas eram ministradas no claustro catedralício do templo magno da cidade, em casas arrendadas ao cabido e na igreja de San Benito.

Durante o reinado de Afonso X, o Sábio, o Estudo Geral foi transformado em Universidade. O cardeal aragonês Pedro de Luna, que depois seria o papa de Avinhão Bento XIII, foi um grande protector da instituição, impulsionando a compra dos primeiros edifícios e a construção das Escuelas Mayores, o edifício histórico da Universidade, a partir do ano 1411.

Fachada das Escuelas Mayores da Universidade de Salamanca.

Para além das Escolas Universitárias (o equivalente às actuais Faculdades), o ensino eram ministrado em Colégios Mayores, para licenciaturas e doutoramentos, e Colégios Menores, para bacharelato. Os colégios eram em geral organizados segundo a origem maioritária dos seus estudantes. De entre os mais importantes destacam-se os colégios de Oviedo, de Cuenca, dos Nobres Irlandeses, de Anaya e de San Bartolomé, entre outros.

Entre muitas outras questões pioneiras em diversos ramos do saber, coube ao claustro desta Universidade discutir a viabilidade do projecto de Cristóvão Colombo e as consequências que adviriam da veracidade das sus afirmações. Uma vez descoberta América, nele se discutiu sobre o direito dos indígenas ameríndios a serem reconhecidos com plenitude de direitos pessoais, algo revolucionário para a época. Nele também se analisaram, pela primeira vez de forma sistematizada, os processos económicos, e se procedeu ao desenvolvimento da ciência do Direito.

Para além das contribuições pioneiras para a ciência, a Universidade de Salamanca foi um importante foco humanista e a principal fonte de que se nutria a administração da monarquia hispânica para criar e manter o seu Estado e a administração imperial que lhe estava associada.

Matemáticos de Salamanca estudaram a reforma do calendário, por encargo do papa Gregório XIII, e propuseram a solução que posteriormente se adoptou.

O auge da fama da instituição atingiu-se em finais do século XVI, período em que nela conviveram alguns dos intelectuais mais brilhantes da Península Ibérica, formado o que ficou conhecido como a escola de Salamanca. Por volta de 1580, a Universidade salamantina admitia cerca de 6 500 estudantes novos em cada ano, fazendo dela uma das maiores do mundo de então.

A influência da Universidade de Salamanca ultrapassou em muito as fronteiras de Castela, atraindo numerosos estudantes e investigadores estrangeiros. Foram muitos os portugueses que nela cursaram, incluindo alguns dos mais brilhantes intelectuais portugueses do Renascimento.

Durante a invasão francesa (1808-1813) muitos dos seus Colegios Mayores foram destruídos, não porque tivesse ocorrido qualquer batalha em Salamanca, antes por simples espírito destruidor e também para utilizar as pedras para construir defesas.

Naqueles incidentes, as bibliotecas da Universidade foram espoliadas dos seus melhores fundos. Os livros foram recapturados na bagagem do rei José I após a batalha de Vitoria (1813), e uma parte dos fundos foram oferecidos por Fernando VII a Lord Wellington, como agradecimento. A parte restante foi integrada na Biblioteca do Palácio Real. Este último fundo foi recuperado pela Biblioteca da Universidade em 1954.

Com mais de 35 000 alunos, a Universidade de Salamanca é hoje uma das instituições universitárias mais prestigiadas da Europa, atraindo estudantes de toda a Espanha e do mundo de língua castelhana.

Personalidades[editar | editar código-fonte]

Por esta Universidade passaram, na qualidade de alunos ou professores, algumas das personalidades dominantes da intelectualidade espanhola, e não só, dos últimos seiscentos anos:

Sala da Biblioteca Central.

Portugueses[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]