Mina de Itataia

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A Mina de Itataia (ou Itatiaia) se localiza no Ceará, entre os municípios de Santa Quitéria e Itatira, e é a maior mina de urânio físsil do Brasil, além de conter fosfato e mármore branco[1] , sendo responsável por 46% do urânio prospectado no país[2] .

A previsão inicial, anunciada em 2008, era de que a mina de Itataia entrasse em funcionamento em 2013, extraindo inicialmente 1.100 toneladas de urânio e 240 toneladas de fosfato por ano. A exploração se daria por meio de uma associação entre a estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e a empresa privada Galvani[3] . No entanto, as obras sequer foram iniciadas devido à falta de licença ambiental para exploração da jazida[4] .

Dados técnicos[editar | editar código-fonte]

O minério em Itataia ocorre sob a forma de colofanito uranífero, desde a superfície até cerca de 180 metros de profundidade. As reservas lavráveis somam 8,882 milhões de toneladas de fosfato (P2OS) e 79.319 toneladas de urânio (U3O8), além de 32 milhões de toneladas de calcário associado ao minério.

O teor de fosfato é de 11%, o maior registrado no Brasil[5] .

Referências

  1. Jazida de Itataia. Sistema FIEC, 10 de agosto de 2001
  2. ANEEL. Reservas, Extração e Beneficiamento de Urânio no Brasil. Atlas de Energia Elétrica no Brasil, 2ª edição
  3. Mina de urânio só produz morcegos. O Estado de S.Paulo, 9 de maio de 2011
  4. ´Brasil tem um pré-sal de urânio a explorar´. Diário do Nordeste, 9 de abril de 2013
  5. Jazida de Itataia. Sistema FIEC, 10 de agosto de 2001


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