Serra do Cachimbo

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A Serra do Cachimbo está localizada no sul do estado do Pará e ao norte do estado do Mato Grosso, numa zona de transição entre a Amazônia e o cerrado.

Fauna e Flora[editar | editar código-fonte]

A geografia da Serra do Cachimbo é exuberante; a mata está praticamente intacta na região da Base Militar e, em outras localidades, já é possível encontrar alguns povoados. A flora não se difere muito dos outros biomas, em principal o da Amazônia; uma das exceções é a orquídea Encyclica caximboensis, existente apenas na Serra do Cachimbo.

A Serra do Cachimbo é certamente uma das zonas com maior carência de informações biológicas na região Sul do Estado do Pará, na divisa com Mato Grosso. 1550 metros de altura

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

A Serra do Cachimbo é conhecida como Caixa d'água, pois possui um grande reservatório, composto por inúmeras nascentes e rios.

Em 2005 foi criada a Reserva Biológica Nascentes da Serra do Cachimbo, que conta com as bacias hidrográficas dos seguintes rios:

Faz parte das sub-bacias do rio Xingu e rio Tapajós. Também nasce na serra o rio Jamanxim, principal afluente do Tapajós, mas não incluído na Reserva.

Geologia[editar | editar código-fonte]

Feita praticamente de arenito, a região não apresenta potenciais minerais, nem de qualquer atividade agrícola. São encontrados também calcário e granito, mas em pontos isolados, sem potencial de exploração.

Base militar[editar | editar código-fonte]

Hoje é conhecida como Campo de Provas Brigadeiro Velloso, onde são realizados apenas treinamentos. Tem área de 21600 km² e perímetro de 653 km, sendo comparável, em tamanho, ao estado de Sergipe.

Esta base ficou mundialmente conhecida quando o governo Collor fechou na área da base um campo, até então secreto, para testes de armas nucleares. Esse campo possuía um túnel concretado que fora escavado numa encosta e possuía mais de trezentos metros de profundidade, cuja confecção fazia parte do Programa nuclear paralelo. Collor, em ato público no início de setembro de 1990, colocou simbolicamente uma pá de cal sobre a entrada do buraco e ordenou sua destruição (haveria a detonação de um artefato nuclear no dia 7 de setembro).

Acidentes aéreos[editar | editar código-fonte]

  • Em 29 de setembro de 2006, a região foi palco do segundo maior acidente aéreo do Brasil, quando um Boeing 737-800 da companhia brasileira Gol, voo Gol 1907, caiu após colidir em pleno ar com um jato executivo Embraer Legacy. Todos os 154 ocupantes do Boeing morreram no local. Apesar de avarias na asa e na cauda, o Legacy conseguiu pousar no Campo de Provas Brigadeiro Velloso (CPBV), base da Força Aérea Brasileira na Serra do Cachimbo. O episódio eclodiu a maior crise da aviação civil brasileira, após ampla discussão sobre a segurança de vôo no espaço aéreo brasileiro.
  • Em 3 de setembro de 1989, um Boeing 737-200 da Varig, Voo Varig 254, que ia de Marabá para Belém tomou um rumo errado. Após perceber o equívoco, a tripulação não conseguiu mais localizar-se sobre a selva. O controle de tráfego aéreo não pôde ajudar, porque não havia, à época, naquela região, radares capazes de indicar a posição da aeronave. O piloto fez um pouso forçado no meio da mata, depois que o combustível acabou. Com o impacto do avião contra as árvores, 14 ocupantes morreram e 54 ficaram feridos. Os sobreviventes tiveram de aguardar 40 horas até a chegada das equipes de resgate. A tragédia ficou conhecida, especialmente no meio aeronáutico, como o "acidente do comandante Garcez" (César Augusto Pádula Garcez), a quem se atribuiu a responsabilidade pela tragédia.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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