Sete irmãs

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Sete Irmãs ou Sete Irmãs do Petróleo é o apelido dado às sete maiores companhias de petróleo transnacionais, que dominaram o mercado petrolífero internacional até os anos 1960.

O termo foi cunhado por Enrico Mattei, quando este era diretor da petrolífera italiana Agip-ENI. Mattei acusava o oligopólio formado pelas "sete irmãs" de criar um cartel para dominar o mercado petrolífero internacional. Mattei defendia o direito dos países petrolíferos da OPEP e outros possuidores de reservas petrolíferas de receberem 75% dos lucros do petróleo.

Parte das empresas que compunham o cartel das sete irmãs foi formada pelas empresas americanas resultantes da fragmentação do monopólio da Standard Oil Company, provocada pela lei anti-truste de Sherman, nos Estados Unidos.

As quatro empresas americanas (Esso, Texaco, Socony e Socal) resultantes do fim da Standard Oil, juntaram-se a Shell e a Amoco (atual BP) para controlarem o mercado petrolífero e impor baixos preços aos países produtores enquanto garantiam altas taxas de lucro. Até os dias de hoje estas empresas controlam setores importantes do refino e distribuição de produtos derivados de petróleo, apesar de terem perdido o controle sobre a maior parte das reservas petrolíferas mundiais que foram nacionalizadas pelos países petrolíferos (OPEP, México, Rússia).

O grupo das Sete irmãs fazia o possível para impedir que outras empresas entrassem no mercado petrolífero, dificultando o acesso de novas companhias às maiores reservas mundiais, como as do Oriente Médio. A reclamação de Enrico Mattei em relação a estas companhias deu-se muito diante do fato de que estas dividiam as reservas do Oriente Médio e impediam simultaneamente que novas companhias tivessem acesso a essas reservas, como impediam que os governos dos países da região as controlassem diretamente.

Foi somente quando os países produtores de petróleo começaram a tomar o controle sobre a produção e determinar os preços, a partir da formação da OPEP, em 1960, que o poder das "sete irmãs" passou a declinar.

As companhias que formaram este Cartel eram:

  1. Royal Dutch Shell. Atualmente chamada simplesmente de Shell.
  2. Anglo-Persian Oil Company (APOC). Mais tarde, British Petroleum Amoco, ou BP Amoco. Atualmente é conhecida pelas iniciais BP.
  3. Standard Oil of New Jersey (Esso). Exxon, que se fundiu com a Mobil, atualmente, ExxonMobil.
  4. Standard Oil of New York (Socony). Mais tarde, Mobil, que fundiu-se com a Exxon, formando a ExxonMobil.
  5. Texaco. Posteriormente fundiu-se com a Chevron, formando a ChevronTexaco de 2001 até 2005, quando o nome da companhia voltou a ser apenas Chevron.
  6. Standard Oil of California (Socal). Posteriormente formou a Chevron, que incoporou a Gulf Oil e posteriormente se fundiu com a Texaco.
  7. Gulf Oil. Absorvida pela Chevron, posteriormente ChevronTexaco.

Assim, as sete irmãs tornaram-se apenas quatro: ExxonMobil, Chevron, Shell e BP.

As sete maiores companhias petrolíferas do mundo na atualidade são empresas nacionais estatais ou semi-estatais, que competem entre si e com as demais companhias petrolíferas.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Anthony Sampson, The Seven Sisters: The Great Oil Companies and the World They Shaped, New York, Viking Press, 1975.
  • Daniel Yergin, The Prize: The Epic Quest for Oil, Money, and Power, New York, Simon & Schuster, 1991.
  • Nico Perrone, Obiettivo Mattei: Petrolio, Stati Uniti e politica dell'ENI, Rome, Gamberetti, 1995.
  • Nico Perrone, Enrico Mattei, Bologna, il Mulino, 2001.

Ver também[editar | editar código-fonte]