Poço de petróleo

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Esquema de um poço de petróleo com bomba instalada.

Poço de petróleo é o termo usado para qualquer perfuração na superfície terrestre utilizada para produzir petróleo ou gás natural. Usualmente algum gás natural é produzido juntamente com o óleo. Um poço que seja projetado e executado para produzir principal ou somente gás deve ser denominado poço de gás.

Ciclo de produção[editar | editar código-fonte]

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Bomba utilizada na extração de Petróleo em São Mateus-ES.

Um poço de petróleo pode ser basicamente de três tipos: exploração, produção ou injeção. Estes tipos passam por etapas distintas:

Exploração[editar | editar código-fonte]

  • projeto de poço de petróleo
  • perfuração de poço de petróleo
  • perfilagem (LWD/perfilagem a cabo)
  • revestimento de poço de petróleo
  • teste de formação (se portador de hidrocarboneto e desejado pela operadora/sócios)
  • abandono de poço de petróleo

Produção e Injeção[editar | editar código-fonte]

  • projeto de poço de petróleo
  • perfuração de poço de petróleo
  • perfilagem (LWD/perfilagem a cabo)
  • revestimento de poço de petróleo
  • completação de poço de petróleo
  • produção de poço de petróleo/injeção em poço de petróleo
  • abandono de poço de petróleo

História[editar | editar código-fonte]

Extração de óleo em Boryslav na Galícia em 1909.

Os primeiros poços de petróleo conhecidas foram perfurados na China em 347 EC. Tinham profundidades de até aproximadamente 240 metros e eram perfurados usando-se brocas acopladas a varas de bambu.[1] O óleo era queimado para evaporar salmoura e produzir sal. Por volta do século X, extensos tubulações de bambu conectaram poços de petróleo com salinas. Os registros antigos da China e do Japão são ditos como contendo muitas alusões ao uso de gás natural para a iluminação e aquecimento. Petróleo era conhecido como água ardente no Japão no século VII.[2]

A indústria do petróleo do Oriente Médio foi estabelecida pelo século VIII, quando as ruas da recém contreída Baghdad foram pavimentadas com alcatrão, derivado do petróleo que tornou-se acessível de campos naturais na região. Petróleo foi destilado pelo alquimista persa Muhammad ibn Zakarīya Rāzi (Rasis ou Rhazes, na literatura) no século IX, produzindo substâncias químicas tais como o querosene no alambique (al-ambiq),[3] o qual foi principalmente usado para lâmpadas de querosene.[4] Químicos árabes e persas também destilaram óleo cru de maneira a obter produtos inflamáveis para propósitos militares. Através da Espanha Islâmica, a destilação tornou-se disponível na Europa Ocidental pelo século XII.[2]

Algumas fontes afirmam que a partir do século IX, campos de petróleo foram explorados na área em torno da moderna Baku, Azerbaijão, às margens do Mar Cáspio, para produzir nafta para o indústria do petróleo. Estes campos de Baku foram descritos por Marco Polo quando em 1264, século XIII, que descreveu a produção dos poços de petróleo, então de centenas de carregamentos. Ele escreveu que "nos confins da direção de Geirgine há uma fonte de onde brota petróleo em grande abundância, na medida em que uma centena de carregamentos podem ser tomadas a partir dele de uma vez."

Incêndio em poço de petróleo, 1904, em Bibi-Eibat.

Covas rasas foram escavados nos escoadouros de Baku em tempos antigos para facilitar a coleta de óleo, e ​​buracos cavados a mão até 35 metros de profundidade estiveram em uso por 1594. Estes buracos eram essencialmente poços de petróleo. Aparentemente 116 destes poços em 1830 produziam 3.840 toneladas métricas (aproximadamente 28.000 barris) de óleo. Além disso, perfuração offshore iniciou em Baku (então Império Russo) no campo de Bibi-Eibat em 1846. No Novo Mundo, o primeiro poço de petróleo comercial entrou em operação em Oil Springs, Ontario em 1858.

O estadunidense "coronel" Edwin Drake em 27 de agosto de 1859 constrói a primeira torre de petróleo na Pensilvânia, Estados Unidos. O líquido foi produzido quando o poço atingiu 23 metros de profundidade[5] [6] , enquanto o primeiro poço de petróleo offshore foi perfurado em 1896 no Campo Petrolífero Summerland na costa da Califórnia.

Os poços de petróleo primordiais nos tempos modernos foram perfurados percussivamente, martelando uma ferramenta a cabo na terra. Pouco depois, ferramentas de cabo foram substituídos por perfuração rotativa, o que poderia perfurar poços a uma profundidade muito maior e em menos tempo. O record de profundidade do poço Kola utilizou perfuração não rotativo com motor de lama para alcançar uma profundidade de mais de 12 mil metros. Até os anos 1970, a maioria dos poços de petróleo era vertical, embora imperfeições litológicose mecânicas causassem com que a maior parte dos poços desviassem ao menos levemente de uma exata verticalidade (o que levou aos poços direcionais). Entretanto as tecnologias de perfuração direcional modernas permitem poços fortemente desviados os quais podem, dada suficiente profundidade e com as ferramentas apropriadas, tornarem-se realmente horizontais (poços horizontais propriamente ditos). Isto é de grande valor na medida em que rochas reservatório as quais contém hidrocarbonetos são normalmente horizontais, ou sub-horizontais; um poço horizontal colocado em uma zona de produção tem mais área de superfície na zona de produção que um poço vertical, resultando em uma maior taxa de produção. O uso de perfuração desviada e horizontal também tornou possível chegar a reservatórios a vários quilômetros de distância do local de perfuração (perfuração de alcance estendido), permitindo a produção de hidrocarbonetos localizados abaixo os locais que são ou difíceis de colocar-se uma sonda de perfuração, ou ambientalmente sensíveis, ou povoados.

Referências

  1. ASTM timeline of oil
  2. a b Joseph P. Riva Jr. and Gordon I. Atwater. petroleum Encyclopædia Britannica. Visitado em 2008-06-30.
  3. Dr. Kasem Ajram. The Miracle of Islam Science. 2nd Edition. ed. [S.l.]: Knowledge House Publishers, 1992. ISBN 0-911119-43-4.
  4. Zayn Bilkadi (University of California, Berkeley), "The Oil Weapons", Saudi Aramco World, January–February 1995, pp. 20–7
  5. Daniel Yergin; The Prize: The Epic Quest for Oil, Money and Power; New York, Simon and Schuster, 1991.
  6. Daniel Yergin; O Petróleo: Uma história de conquistas, poder e dinheiro - tradução de Leila Marina U. Di Natale, Maria Cristina Guimarães, Maria Christina L. de Góes; edição Max Altmann; São Paulo: Paz e Terra, 2010, 1080 p.; ISBN: 978-85-7753-129-5)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]