João Roberto Marinho

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João Roberto Marinho
Nascimento 16 de setembro de 1953 (61 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Nacionalidade Brasil Brasileiro
Fortuna Aumento US$9,4 bilhões (2014)[1]
Parentesco Roberto Marinho (pai)
Stella Goulart Marinho[2] (mãe)
Cônjuge Gisela Marinho[2]
Filho(s) Rodrigo Marinho
Ocupação Empresário
Cargo Vice-presidente do Grupo Globo
Coproprietário do Grupo Globo

João Roberto Marinho (Rio de Janeiro, 16 de setembro de 1953) é um empresário brasileiro. Terceiro dos quatro filhos do falecido magnata das comunicações, Roberto Marinho (1904-2003), é presidente do Conselho Editorial e vice-presidente do Grupo Globo[2] .

João Roberto é casado com Gisela Marinho[2] . Um dos três filhos do casal, Rodrigo Marinho, é um dos vice-presidentes do Grupo Globo[3] .

Carreira[editar | editar código-fonte]

João Roberto começou sua carreira como jornalista no jornal "O Globo". Também foi Diretor Geral da Fundação Roberto Marinho[4] .

Na qualidade de presidente do Conselho Editorial, João Roberto é quem determina na prática a linha editorial do Grupo Globo[4] .

Também é membro do Conselho de Governança do Instituto Millenium[5] .

Hipismo[editar | editar código-fonte]

João Roberto é cavaleiro amador e foi campeão brasileiro por equipes em 2010 (série 1,20 m), montando Haria.[6]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Historicamente vinculadas ao regime militar brasileiro e posteriormente ao poderoso político baiano Antônio Carlos Magalhães (ACM), um dos próceres da ditadura,[7] em meados dos anos 1990 o Grupo Globo começou um processo gradual de afastamento do seu passado sob o comando dos três filhos de Roberto Marinho.[8] [9] Isto tornou-se evidente em março de 2000, quando denúncias de corrupção contra ACM foram veiculadas em horário nobre e rede nacional pela TV Globo. A iniciativa pegou de surpresa e enfureceu o político - ele mesmo proprietário de uma retransmissora da Rede Globo em Salvador, a TV Bahia. ACM enviou um fax de protesto aos Marinho, e João Roberto declarou que considerava a reclamação "natural" e que o relacionamento com o senador continuava "ótimo".[9]

O jornalista Paulo Nogueira, ex-diretor da Editora Globo, recorda que em certa ocasião propôs uma pauta a ser publicada pela revista Época (do Grupo Globo), sobre denúncias na internet contra a grande mídia brasileira, apontada como um seleto clube fechado (a "Hípica") cujos membros odiavam-se, mas não se criticavam. João Roberto teria determinado que a matéria não fosse feita. Nogueira acusa ainda João Roberto de o ter proibido de defender-se contra uma "agressão desonesta" promovida por Diogo Mainardi, um dos expoentes do pensamento neoconservador brasileiro.[10]

Em julho de 2008, durante o IV Congresso Brasileiro de Publicidade, João Roberto criticou o Estado brasileiro por colocar-se como "tutor da população" na imposição da classificação dos programas televisivos por faixa etária. "O cidadão brasileiro é adulto. Ele não pode ser tratado como subalterno, ou seja, ele tem direitos de escolha e sabe fazê-las", declarou. Mas esclareceu que o "desapreço à liberdade de expressão" atingia apenas a área de entretenimento, e que o jornalismo praticado pelo Grupo Globo não sofria qualquer tipo de censura por parte do governo federal[11] .

Referências

  1. ForbesJoao Roberto Marinho (em inglês) (04-04-2014). Página visitada em 04-04-2014.
  2. a b c d Milton Neves. Terceiro Tempo: João Roberto Marinho (em português). Página visitada em 10-02-2013.
  3. canoinhas.net: Netos de Roberto Marinho preparam-se para assumir Rede Globo (em português). Página visitada em 10-02-2013.
  4. a b Instituto de Estudos de Política Econômica - Casa das Garças: João Roberto Marinho (em português). Página visitada em 10-02-2013.
  5. Instituto MilleniumQuem Somos (em português) (2013). Página visitada em 10-02-2013.
  6. Carola May (28-11-2010). Federação Paulista de Hipismo: Carioca Pedro Barbosa Lima montando Upsilon van de Heffinck triunfa no Brasileiro de Amadores (em português). Página visitada em 10-02-2013.
  7. Leandro Narloch (junho de 2005). SuperinteressanteA voz do Brasil (em português). Página visitada em 10-11-2013. "Um estudo da pesquisadora Susy dos Santos, da Universidade Federal da Bahia, mostrou que pelo menos 40 afiliadas da Globo pertencem a políticos locais, todos ex-aliados dos militares. Os Magalhães, na Bahia, os Sarney, no Maranhão, os Collor, em Alagoas. O clima de paz e amor com o governo era tanto que, em 1972, o presidente Médici chegou a dizer: “Fico feliz todas as noites quando assisto ao noticiário. Porque, no noticiário da Globo, o mundo está um caos, mas o Brasil está em paz”."
  8. Alex Cuadros (13-11-2012). BloombergBrazil Families Richer Than Batista With Soaps and Cement (em inglês). Página visitada em 10-02-2013.
  9. a b ISTOÉA nova ordem - Globo e FHC se afastam de ACM e esvaziam senador baiano, que ameaça criar a CPI das Teles (em português) (22-03-2000). Página visitada em 10-02-2013.
  10. Paulo Nogueira (12-08-2012). Diário do Centro do MundoO triunfo de Alberto Dines (em português). Página visitada em 10-02-2013.
  11. Gisele Centenaro (15-07-2008). Portal da Propaganda: Sem papas na língua (João Roberto Marinho) (em português). Página visitada em 10-02-2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]