Juche

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O Juche, oficialmente designado como Ideologia Juche, e também designado pelos ocidentais como marxismo-leninismo-kimilsonguismo ou kimilsonguismo é a ideologia oficial de Estado do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte, que dirige os destinos desse país. O nome, em coreano, significa "conjunto principal" ou "matéria"; ele também pode ser traduzido como "posição de independência" e "espírito de autossuficiência".[1] [necessário verificar] Defende que o objetivo da revolução deve ser as massas e não qualquer poder externo, o que implica que a nação tenha confiança em si mesma como autarquia, num sentido lato. O ideólogo do Juche foi, essencialmente, Kim Il-sung. Segundo os dirigentes norte-coreanos, a Ideia Juche não é apenas o marxismo-leninismo adaptado à realidade coreana, mas sim uma nova ideologia, superior ao próprio marxismo. Em suas memórias Kim II-sung diz que durante a luta revolucionária “sua doutrina”, “seu credo” foi o chamado “inminwichon”, que significa considerar o povo como o centro de tudo.

O Juche tem sido promovido pelo governo norte-coreano na política e no sistema educacional desde que o conceito foi elaborado em 1955 por Kim Il-sung. No início, a ideologia consistia em princípios básicos: a revolução proletária pertence às massas, o homem é o guia da revolução e as massas populares são donas do mundo e de seu próprio destino.

Política da Coreia do Norte[editar | editar código-fonte]

Coreia do Norte
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Política e governo da
Coreia do Norte




Do ponto de vista econômico, o Juche defende a autossuficiência industrial e de serviços, para preservar a dignidade e a soberania da nação. A ideologia tem sido aplicada firmemente desde os anos 1960. A economia concentra-se no desenvolvimento da indústria pesada, defesa nacional e agricultura. Pretende-se que a Coreia do Norte seja autossuficiente a todos os níveis.

Em 1977, o Juche substituiu o marxismo-leninismo (do qual se pode considerar uma derivação) na Constituição da Coreia do Norte, solidificando a sua posição como ideologia oficial do governo do país e da sociedade.

Como pontos de diferença do Juche em relação ao marxismo-leninismo, podem assinalar-se os seguintes:

  • Defesa da independência econômica e política com relação a países estrangeiros.
  • Coletivização da agricultura e da indústria.
  • Culto da personalidade.
  • Songun: o aspecto militar é o mais importante da política.
  • Forte voluntarismo: as massas são consideradas donas do mundo.
  • Nacionalismo e defesa da homogeneidade étnica.
  • Respeito e defesa da cultura tradicional.

Alguns sociólogos e estudiosos consideram o Juche como um movimento religioso. Na Coreia do Norte essa ideia é rechaçada, e considera-se que o Juche é um movimento secular que se concentra nos problemas da vida (não no que ocorre após a morte).

Entende-se que o Juche deve ser adaptado às necessidades específicas de cada país. Existem grupos de estudo da ideia Juche em vários países ocidentais, com uma presença social muito reduzida.

Os Marxistas mais puritanos, bem como outros críticos da esquerda, afirmam que se trata de uma deturpação estalinista e antissocialista.

Calendário Juche[editar | editar código-fonte]

O governo e as organizações da Coreia do Norte usam uma variação do calendário gregoriano, no qual o primeiro ano coincide com o nascimento de Kim Il-sung (1912). A numeração dos anos segue o sistema chinês Minguo, utilizado na República da China. Não há mudanças nos meses em relação ao calendário gregoriano, nem existe um ano zero. Nos textos coreanos, é habitual que o ano Juche seja posto na frente do ano gregoriano correspondente.

No resto do mundo[editar | editar código-fonte]

Na França, o Partido Juche na França (fr. Parti Juche de France) foi inspirado na ideologia Juche.

Referências

  1. Internationale Gesellschaft für Menschenrechte (IGFM) (7 de Julho de 2005). Nordkorea: Menschenrechte im Jahr Juche 94 (PDF) (em alemão) openPR. Visitado em 25 de Dezembro de 2011.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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