Política da Coreia do Norte

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A Torre Juche à vista noturna.

A Coreia do Norte é regida sob um governo Juche autodeclarado[1] com um acentuado culto de personalidade organizado em volta de Kim Il-sung (o fundador da Coreia do Norte e o primeiro e único presidente do país) e seu filho e herdeiro, Kim Jong-il. Após a morte de Kim Il-sung, em 1994, ele não foi substituído, mas sim recebeu a designação de "Presidente Eterno", e foi sepultado no Palácio Memorial de Kumsusan, no centro de Pyongyang.

Embora a posição ativa de presidente tenha sido abolida, em deferência à memória de Kim Il-sung,[2] o chefe de Estado de facto é Kim Jong-il, que é o Presidente da Comissão de Defesa Nacional da Coreia do Norte. A legislação norte-coreana é a Suprema Assembleia Popular, atualmente presidida por Kim Yong-nam. Outra figura sênior do governo é o primeiro-ministro Kim Yong-il.

A Coreia do Norte é um Estado unipartidário. O partido governante é a Frente Democrática de Reunificação da Pátria, uma coligação do Partido dos Trabalhadores da Coreia e outros dois partidos menores, o Partido Social-Democrata da Coreia e o Partido Chondoista Chongu. Estes partidos nomeiam todos os candidatos para cargos e ocupam todos os assentos da Suprema Assembleia Popular.

Em junho de 2009, foi relatado na imprensa sul-coreana que a inteligência indica que o próximo líder do país seria Kim Jong-un, o mais novo dos três filhos de Kim Jong-il.[3]

Relações exteriores[editar | editar código-fonte]

Kim Jong-Il com Vladimir Putin, 23 de agosto de 2002.

A Coreia do Norte há muito tempo, mantém estreitas relações com a Rep. Pop. China e a Rússia. A queda do comunismo na europa oriental em 1989, e a desintegração da União Soviética em 1991, resultou em uma queda devastadora na ajuda da Rússia à Coreia do Norte, embora a RPChina continue a fornecer ajuda substancialmente. O país continua a ter fortes laços com seus aliados socialistas do Sudoeste da Ásia, como o Vietnã, Laos, e Camboja.[4] A Coreia do Norte começou a instalar uma barreira de concreto e arame farpado na sua fronteira ao norte, em reposta ao desejo chinês de reduzir os refugiados que fogem do governo norte-coreano. Anteriormente, a fronteira entre a China e a Coreia do Norte era fracamente patrulhada.[5]

Como resultado do programa de armamento nuclear norte-coreano, a six-party talks foi estabelecida para procurar uma solução pacífica para o mal-estar crescente entre os governos de ambas Coreias, a Federação Rússia, a República Popular da China, o Japão, e os Estados Unidos.

Em 17 de julho de 2007, inspetores das Nações Unidas verificaram o encerramento de cinco instalações nucleares norte-coreanas, segundo um acordo feito em fevereiro de 2007.[6]

Em 4 de outubro de 2007, o presidente sul-coreano Roh Moo-Hyun e o líder norte-coreano Kim Jong-il assinaram um acordo de paz, sobre a questão da paz permanente, conversações de alto nível, cooperação econômica, renovações ferroviárias, viagens aéreas e rodoviárias, e uma seleção olímpica conjunta.[7]

Os Estados Unidos e a Coreia do Sul anteriormente designavam o Norte como um Estado patrocinador do terrorismo.[8] Em 1983, uma bomba matou membros do governo da Coreia do Sul e destruiu um avião comercial sul-coreano; estes ataques foram atribuídos à Coreia do Norte.[9] O país também admitiu a responsabilidade pelo sequestro de 13 cidadãos japoneses nas décadas de 1970 e 1980s, cinco dos quais retornaram ao Japão em 2002.[10] Em 11 de outubro de 2008, os Estados Unidos removeram a Coreia do Norte de sua lista dos Estados patrocinadores do terrorismo.[11]

A maioria das embaixadas estrangeiras conectadas com laços diplomáticos à Coreia do Norte estão situadas em Pequim, ao invés de Pyongyang.[12]

Líderes supremos[editar | editar código-fonte]

Líder supremo Início do mandato Fim do mandato Partido Nota(s)
1 Kim Il-sung 9 de setembro de 1948 8 de julho de 1994 Partido dos Trabalhadores da Coreia
2 Kim Jong-il 8 de julho de 1994 17 de dezembro de 2011 Partido dos Trabalhadores da Coreia
3 Kim Jong-un 29 de dezembro de 2011 presente Partido dos Trabalhadores da Coreia


Referências

  1. 18. Is North Korea a 'Stalinist' state? DPRK FAQ; Document approved by Zo Sun Il Official Webpages of the Democratic People's Republic of Korea (2005-05-05). Visitado em 2007-10-31.
  2. 10th Supreme People's Assembly. (1998-09-15). DPRK's Socialist Constitution (Full Text) The People's Korea. Visitado em 2007-08-01.
  3. "N Korea 'names Kim's successor'", BBC, 2009-06-02. Página visitada em 2009-06-02.
  4. Kim Yong Nam Visits 3 ASEAN Nations To Strengthen Traditional Ties The People's Korea (2001). Visitado em 2007-08-01.
  5. "[ligação inativa] Report: N. Korea building fence to keep people in", The Houston Chronicle. Página visitada em 2009-07-04.
  6. CNN. U.N. verifies closure of North Korean nuclear facilities. Visitado em 2007-07-18.
  7. Reuters. Factbox - North, South Korea pledge peace, prosperity. Visitado em 2007-10-04.
  8. Office of the Coordinator for Counterterrorism. Country Reports on Terrorism: Chapter 3 -- State Sponsors of Terrorism Overview. Visitado em 2008-06-26.
  9. Washington Post. Country Guide. Visitado em 2008-06-26.
  10. BBC. "N Korea to face Japan sanctions". Visitado em 2008-06-26.
  11. "U.S. takes North Korea off terror list", CNN, 2008-10-11. Página visitada em 2008-10-11.
  12. 北 수교국 상주공관, 평양보다 베이징에 많아 Yonhap News (2009-03-02). Visitado em 2009-07-06.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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