Manes (profeta)

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Mani

Manes (em persa médio e siríaco: Mānī; em grego koiné: Μάνης; em latim: Manes), também conhecido como Maniqueu (em grego: Μανιχαίος; em latim: Manichaeus; em siríaco: ܡܐܢܝ ܚܝܐ, Mānī ḥayyā, "Mani Vivo"; c. 216276 d.C.), foi um profeta de origem iraniana,[1] [2] [3] [4] fundador do maniqueísmo, uma religião gnóstica extinta atualmente, mas que foi muito difundida durante a Antiguidade tardia. Manes nasceu em Ctesifonte (ou em suas proximidades), na satrapia do Assuristão (Assíria), à época parte do Império Parta. Seis de suas principais obras foram escritas no aramaico siríaco, e a sétima, dedicada ao monarca do império, Sapor I, foi escrita no persa médio.[5] Morreu em Gundesapor, já sob o Império Sassânida.

Vida[editar | editar código-fonte]

Pouco se sabe, com certeza, a respeito da vida de Manes. Sabe-se que ele nasceu no que hoje é o Iraque (naquele tempo território do império sassânida persa) durante o século III AD. A data tanto de seu nascimento quanto de sua morte é incerta e varia de acordo com os autores.[6] Teve, quando jovem ainda, uma visão em que seu anjo protetor o ordenava isolar-se do mundo para receber a revelação de uma nova religião, que seria a interpretação correta de diversas crenças religiosas da época. Depois de receber essa revelação, passou a pregar, na Pérsia, um novo entendimento do zoroastrismo, o qual tentou conciliar com os fundamentos do cristianismo. Dotado de grande aptidão para aprender línguas, viajou pela Índia, China e Tibete, de onde recolheu ensinamentos religiosos e filosóficos que acrescentou a sua religião. Após gozar da proteção do rei Sapor I (ou Sapor I) (reinou em 242 - 273 AD), sofreu perseguição dos sacerdotes do zoroastrismo -- os Magos -- durante o reinado de Vararanes I (274 - 277 AD). Preso e condenado como herege, teria sido, segundo a tradição, esfolado vivo e sua carne atirada ao fogo, enquanto que sua pele, crucificada em praça pública na cidade de Gundesapor.

A sua vida é descrita no Vita Mani escrito em em grego mas de origem Aramaico

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Boyce, Mary. Zoroastrians: their religious beliefs and practices. [S.l.]: Routledge, 2001. p. 111.
  2. Ball, Warwick. Rome in the East: the transformation of an empire. [S.l.]: Routledge, 2001. p. 437. .
  3. Sundermann, Werner. Iranica. [S.l.]: Sundermann, 2009. Capítulo Mani, the founder of the religion of Manicheism in the 3rd century CE.
  4. Bausani, Alessandro. Religion in Iran: from Zoroaster to Baha'ullah. [S.l.]: Bibliotheca Persica Press, 2000. p. 80. .
  5. Henning, W.B., The Book of Giants, BSOAS, Vol. XI, Part 1, 1943, pp. 52–74: "…Mani, who was brought up and spent most of his life in a province of the Persian empire, and whose mother belonged to a famous Parthian family, did not make any use of the Iranian mythological tradition. There can no longer be any doubt that the Iranian names of Sām, Narīmān, etc., that appear in the Persian and Sogdian versions of the Book of the Giants, did not figure in the original edition, written by Mani in the Syriac language."
  6. A acrescentar.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]


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