Ametista do Sul

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Município de Ametista do Sul
"A Capital Mundial da Pedra Ametista"
Bandeira desconhecida
Brasão de Ametista do Sul
Bandeira desconhecida Brasão
Hino
Fundação 20 de março de 1992 (22 anos)
Gentílico Não disponível
Prefeito(a) Nelson Cerrati
(2013–2016)
Localização
Localização de Ametista do Sul
Localização de Ametista do Sul no Rio Grande do Sul
Ametista do Sul está localizado em: Brasil
Ametista do Sul
Localização de Ametista do Sul no Brasil
27° 21' 39" S 53° 10' 55" O27° 21' 39" S 53° 10' 55" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Noroeste Rio-grandense IBGE/2008[1]
Microrregião Frederico Westphalen IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Planalto, Frederico Westphalen, Cristal do Sul, Rodeio Bonito e Iraí
Distância até a capital 450 km
Características geográficas
Área 93,490 km² [2]
População 7,323 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 0,08 hab./km²
Altitude 505 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,754 alto PNUD/2000[4]
PIB R$ 50 278,576 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 5 957,18 IBGE/2008[5]
Página oficial
Prefeitura www.ametistadosul.com
Outras informações
Ficha técnica
Região Sul
Padroeiro(a) São Gabriel
Gini 0,60
Vereadores 09

Ametista do Sul é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Conhecido como a capital mundial da pedra ametista.

História[editar | editar código-fonte]

O município de Ametista do Sul teve sua origem na década de 1940 por ser uma região de difícil acesso, dada à superfície de seu território totalmente irregular, e na época ter toda essa superfície coberta por uma mata muito fechada e quase instransponível. Serviu para vários criminosos e fugitivos se refugiarem, e aos poucos foram aparecendo os trilhos no meio desta densa floresta, trilhos esses que ligariam a vários outros povoados, como Iraí, Planalto, Barril (antiga denominação de Frederico Westphalen) e Rodeio Bonito.

Nesta mesma época foram descobertas as pedras preciosas, e com elas começaram a chegar pessoas, garimpeiros, curiosos entre eles alguns alemães. Em meados de 1950 já se instalava um pequeno comércio, pois muitas famílias vindas das terras velhas como se chamava à região da Grande Caxias do Sul, para trabalhar na terra muito fértil e, com eles, a tradição religiosa dos italianos. Em frente a este comércio foi construído, em cima de um toco de árvore, um pequeno altar dentro de uma caixa de madeira, onde foi colocada a estátua do Arcanjo São Gabriel, dando o nome ao lugar até 1992. Este marco existe até os dias de hoje e fica em frente ao comércio dos Bassi (Ferragens Bassi).

Na década de 1950, foi instalada em São Gabriel a Escola Rural de 1º Grau Incompleto, foi realizada a construção da igreja, estradas e clube de futebol. Na década de 1960 foi transformada em distrito de Iraí, sendo então chamado de São Gabriel do Iraí. Antiga capela foi passada a paróquia de São Gabriel pelo bispo João Hoffmann, bispo diocesano de Frederico Westphalen. Em 1964 São Gabriel virou 2º Distrito de Planalto, e nesta época agricultura era muito importante, bem como a criação de suínos.

Nos anos 70, a agricultura e a agropecuária foram dando lugar à extração em larga escala de pedras preciosas, como ametistas e ágatas. Com a instalação de grandes empresas exportadoras no distrito, os negócios começaram a prosperar, e começaram a chegar mais habitantes e máquinas, para a exploração destes minérios.

Nos anos 80, o pequeno povoado de anos anteriores começou a dar ares de cidade, ou uma grande vila, com ruas e avenidas bem traçadas e calçadas, com água, iluminação pública, telefone e ginásio de esportes, entre outros.

Nos anos 90, um movimento emancipacionista tornou esta vila em município sob a lei nº 9570, sancionada pelo governador Alceu Collares, em 20 de março de 1992, criando o município de Ametista do Sul, que foi desmembrado do município de Planalto em uma área de 65%, de Rodeio Bonito em 5%, e de Irai em 30%.

Ametista do Sul tem como seu padroeiro São Gabriel, comemorado em 29 de setembro. O aniversário da cidade é festejado no dia 20 de março, com exposição de pedras a cada dois anos.

História da mineração em Ametista do Sul[editar | editar código-fonte]

Surgida há mais de cinquenta anos, a mineração no Médio e Alto Uruguai do Rio Grande do Sul teve seu início por acaso, quando caçadores e agricultores pioneiros que habitavam a região nos anos de 1930 encontraram as primeiras pedras sob raízes de árvores, córregos e áreas lavradas.

Com o término da Segunda Guerra Mundial, devido ao grande valor comercial das pedras, o interesse pela exploração aumentou. Nesta época surgiram os primeiros garimpeiros, que faziam as escavações em forma de poço com uma abertura lateral chamada de carregador, o que era facilitado devido à topografia acidentada.

O ano de 1972 foi o auge da produção e o garimpo, que era ao ar livre, passou a ser feito sob a forma de galerias que atualmente chegam a atingir a extensão de aproximadamente 800 metros.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Faz parte da Microrregião de Frederico Westphalen. Localiza-se a uma latitude 27º21'38" sul e a uma longitude 53º10'54" oeste, estando a uma altitude de 505 metros.

Possui uma área de 75,968 km² e sua população estimada em 2004 era de 7 927 habitantes.

Divisão geográfica[editar | editar código-fonte]

o primeiro distrito é a sede, o segundo distrito é Linha de São Valentim da Gruta e possui as seguintes vilas: São Rafael, Barreiro Grande, Barreirinho, Alto Barreirinho, santa Catarina, Sangão, Santo Antão, São Valentin da Gruta, Tajuva, Pedra, Santo Antônio, Três Coqueiros, Fátima, Linha Alta, Linha Curta.

As distâncias entre a sede e as vilas variam de dois a 10 km, e o acesso é feito por estradas ensaibradas.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima predominante é subtropical, com duas massas de ar que predominam, a Massa Polar Atlântica, com baixas temperaturas, e a Massa Tropical Atlântica, com altas temperaturas.

Economia[editar | editar código-fonte]

A principal atividade econômica do município, com aproximadamente 75% do movimento, é o setor extrativista mineral, com a extração de pedras preciosas, ágatas e ametistas, além vários tipos de minerais para coleção.

Agricultura com pequenas propriedades (minifúndios) num total de 650 imóveis, cuja renda familiar média em torno de dois salários mínimos. O município possui também 100 estabelecimentos comerciais e 15 estabelecimentos industriais de pequeno porte, com remuneração de um a dois salários mínimos.

Os principais produtos do município são feijão, milho e soja. Uma grande conscientização está ocorrendo com os agricultores na diversificação da propriedade agrícola para citricultura, piscicultura, plantação de pepinos em estufas e viticultura.

Na pecuária existe pequena produção de subsistência, com suínos, aves e bovinos, sendo que o gado leiteiro tem uma média de 2000 litros/dia.

O município hoje conta também com um projeto de vitivinicultura que iniciou-se em 1997 com 8 agricultores e 4 hectares e atualmente possui mais de 50 agricultores integrados e um aumento de 150 hectares plantados. Acredita-se ser esta uma fonte de renda que irá acelerar ainda mais o crescimento do município uma vez que inicia-se a produção de vinho.

Garimpeiros[editar | editar código-fonte]

No início a atividade garimpeira era feita em condições precárias. Hoje em dia todos trabalham com os equipamentos necessários à sua segurança e indispensáveis para a preservação de sua saúde, como capacetes, óculos, tampões para os ouvidos, botas, máscaras e ventiladores para renovação do ar dentro das galerias ("furnas").

Atualmente há em torno de 2 200 garimpeiros, associados à COOGAMAI (Cooperativa dos Garimpeiros do Médio Alto Uruguai Ltda.), a qual tem por objetivo garantir a segurança de seus associados, mantendo-os conscientes das leis e normas a serem seguidas.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Ametista do Sul disponibiliza alguns serviços para melhor atender aos turistas, tais como restaurantes e hotéis.

Pensando nos aspectos esotéricos e de crentes na energia positiva dos cristais, foi construída na praça central uma pirâmide cujo interior é revestido com ametista.

A igreja matriz da cidade é toda revestida de ametista, com alguns cristais de calcita, citrino e quartzo hialino. Além de ser um lugar sagrado, o templo é um ponto turístico.

O município conta com belezas naturais como o rio da Várzea e o rio do Mel, com camping e áreas verdes.

As lojas da cidade oferecem pedras preciosas com preços inferiores aos do mercado.

As empresas onde as pedras são beneficiadas recebendo acabamento necessário para serem comercializadas, também são ponto de visitação.

Um dos pontos turísticos mais visitados é o Ametista Parque Museu, que dispõe das mais variadas pedras e visita a um garimpo subterrâneo, preparado para receber vistantes com conforto e segurança.

A cada dois anos, no mês de março, acontece em Ametista do Sul uma exposição-feira de pedras (Expopedras), com exposição de vários tipos de pedras, feira da indústria, comércio, serviços e grandes shows, entre outras atrações.

Ametista Parque Museu

Em Ametista do Sul, situada ao norte do estado do Rio Grande do Sul, a 480 km de Porto Alegre, localiza-se o Ametista Parque Museu, o único do gênero no Brasil. A cidade possui a maior jazida de ametistas do mundo, sendo conhecida como a capital mundial da ametista [carece de fontes?].

O que torna o Ametista Parque Museu único e diferenciado é que, depois de admirar o acervo, com mais de 1.500 exemplares de pedras preciosas, o visitante, sem sair do museu, entra no subsolo podendo então ver exatamente como são os incontáveis garimpos de extração de ametistas daquela região. É um passeio inesquecível por mais de 200 metros de galerias que se ramificam, formando um labirinto em cujas paredes reluzem os cristais no exato local em que se formaram, durante um evento vulcânico ocorrido hà l40 milhões de anos.

São galerias de piso nivelado, bem iluminadas, largas e altas, que facilitam o passeio. Dentro de uma das galerias, há bancos que permitem o repouso do visitante.

Dessas galerias, o visitante sai por outro caminho que o leva à loja do museu, onde pode comprar pedras preciosas, joias, CD card com fotos do museu, DVD com algumas imagens e outros produtos artesanais. Uma passarela leva o visitante até a um mirante, de onde se tem uma ampla visão de um belo vale verde.

O município de Ametista do Sul é o principal produtor de ametista de uma região que inclui outros sete municípios e que é a maior área de extração desta pedra preciosa do mundo, tanto em extensão quanto em volume produzido.

O Ametista Parque Museu é o principal ponto turístico cultural da região, sendo de grande importância e interesse para estudantes, desde o ensino fundamental ao superior.

Expopedras

A expopedras é uma feira da indústria e comércio de pedras que proporciona a expositores demonstrarem a beleza e a qualidade de suas pedras, visando fazer bons negócios com o mercado nacional e internacional no ramo de gemas e tendo também por objetivo divulgar o grande potencial turístico de Ametista do Sul e região.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre municípios do estado do Rio Grande do Sul é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.