Conselho de Defesa Sul-Americano

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O Conselho de Defesa Sul-Americano (CDS) é um mecanismo que busca fomentar o intercâmbio no campo da segurança entre os países que compõem a União de Nações Sul-Americanas, tais como a elaboração de políticas de defesa conjunta, intercâmbio de pessoal entre as Forças Armadas de cada país, realização de exercícios militares conjuntos, participação em operações de paz das Nações Unidas, troca de análises sobre os cenários mundiais de defesa e integração de bases industriais de material bélico, medidas de fomento de confiança recíproca, ajuda coordenada em zonas de desastres naturais, entre outros.[1] [2] [3]

Seus estatutos preveem decisões acordadas por consenso e um encontro anual com os respectivos ministros da área de defesa da Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Chile, Guiana, Suriname e Venezuela.[4]

O Conselho de Defesa não é uma aliança militar convencional como a OTAN,[4] mas exige como esta um certa coordenação militar regional.

História[editar | editar código-fonte]

A criação de um Conselho de Defesa Sul-Americano foi proposta pelo Brasil e discutida pela primeira vez em uma reunião de cúpula dos presidentes sul-americanos em abril de 2008.[5]

O ministro brasileiro Nelson Jobim afirmou em abril de 2008 que o Conselho seria formado depois da decisão "política" dos presidentes que participaram do lançamento da União Sul-Americana de Nações (Unasul), no dia 23 de maio de 2008.[6]

Em 15 de dezembro de 2008, na cúpula extraordinária da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL) foi finalmente aprovada a criação do Conselho de Defesa Sul-Americano.[5]

Comparação[editar | editar código-fonte]

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É interessante notar que a América do Sul foi uma das últimas regiões do mundo a criar um fórum permanente para discutir assuntos de segurança e defesa regional. A maioria das organizações ou blocos regionais atualmente existentes já possuem fóruns ou conselhos de defesa ou de segurança e/ou defesa comum. A maioria atualmente tem o objetivo de resolver problemas como conflitos regionais e disputas fronteriças, o combate ao terrorismo, extremismo, separatismo e outras formas de insurgência armada. Na Europa, a União Europeia possui uma força de ação rápida e existe também a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE); no território da extinta União Soviética, existe a Comunidade dos Estados Independentes (CEI); na Eurásia, a maior é a Organização para Cooperação de Xangai (OCX); no Sudeste Asiático, a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN); no continente africano, são várias as organizações regionais como a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral e o Grupo de Monitoramento do Cessar-fogo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (ECOMOG).

É no continente africano que está a organização com o maior número de países-membros: a União Africana com 53 membros, a qual possui um importante e atuante conselho regional, o Conselho de Paz e Segurança da UA. Apenas a título de comparação, além de possuir uma força de mobilização rápida, a African Standby Force, que permite enviar missões de imposição da paz rapidamente, a União Africana mantém mais de 20 mil soldados em uma dúzia de operações de paz no continente, algumas em parceria com a ONU, outras autônomas. A UA vem conseguindo mobilizar forças de paz rapidamente, evitando que se chegue à situações em que seria necessária a intervenção das ONU. A União Africana também tem se mobilizado para evitar a instalação de novas bases militares de potências estrangeiras no continente. Estes exemplos podem ser, em breve, incorporados pelo Conselho de Defesa Sul-Americano.

Referências

  1. Agência EFE. Unasur discute Consejo de Defensa Suramericano (em espanhol). Página visitada em 8 de fevereiro de 2010.
  2. FIORI, Mylena (14 de dezembro de 2008 às 14h 46min). Quatro cúpulas de presidentes latino-americanos reúnem-se esta semana na Bahia (em português) Agência Brasil. Página visitada em 27 de julho de 2009.
  3. Agência Brasil. Chefes de Estado sul-americanos se encontram hoje, em Brasília, para uma reunião de cúpula extraordinária da União de Nações Sul-americanas (Unasul). Mas o encontro gera polêmica antes mesmo de começar (vídeo) (em português). Página visitada em 27 de julho de 2009.
  4. a b AFP (10 de março de 2009 às 9h 35min). Consejo de Defensa de Unasur se constituyó oficialmente en Chile (em espanhol). Página visitada em 8 de fevereiro de 2010.
  5. a b FIORI, Mylena (16 de dezembro de 2008 às 21h 7min). Cúpula aprova criação do Conselho de Defesa Sul-Americano (em português) Agência Brasil. Página visitada em 27 de julho de 2009.
  6. JARDIM, Claudia (15 de abril de 2008 às 3h 54min (GMT)). Conselho de defesa não prevê ação militar em conflitos, diz Jobim (em português). Página visitada em 27 de julho de 2009.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]