Agência de classificação de risco de crédito

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Uma agência de notas de crédito[1][2], agência de rating[3] (do inglês Credit rating agency de sigla CRA),[4][5] empresa de rating, empresa especializada em classificação de risco de crédito, agência de classificação de risco, agência classificadora de risco, agência classificadora de risco de crédito, agência de análise de risco,[6] agência de avaliação de risco,[7] agência de avaliação de risco de crédito,[8] agência avaliadora de risco, agência de notação financeira[9][10][11][12] agência de notação de risco[13][14], agência de notação ou agência de risco.[15] é uma entidade que avalia, atribui notas (ou notação) e classifica países ou empresas, segundo uma nota de risco, a qual expressa o grau de risco de que essas empresas ou países (neste último caso designa-se risco soberano) não paguem suas dívidas no prazo fixado.

Índice

[editar] História

Esse tipo de atividade começa a existir em meados do século XIX, nos Estados Unidos, quando algumas empresas forneciam aos comerciantes informações sobre a solvabilidade dos seus clientes, avaliando a capacidade desses cliente para honrar os pagamentos devidos em uma determinada obrigação financeira, tendo em vista a qualidade dos fiadores.[16]

Historicamente, as primeiras agências de classificação de risco foram Fitch Ratings, Moody's e Standard & Poor's. Essas agências operam, sob remuneração, por solicitação de empresas e eventualmente de estados que desejam ser classificados, mas com independência em relação aos solicitantes.

[editar] Funcionamento

As agências atribuem as notas de risco não apenas a países, mas também a municípios, empresas ou bancos. O objetivo da classificação é mostrar a capacidade de pagamento de dívidas (valor total e juros) no prazo prometido - ou seja, mostrar a capacidade de o emissor cumprir seu contrato no prazo prometido. As agências de classificação também atribuem notas a emissões estruturadas - como foi o caso dos títulos hipotecários. [carece de fontes?]

[editar] Críticas

A grande crítica às agências de classificação de risco reside no fato de os clientes das agências - ou seja, os responsáveis pelo faturamento delas - serem exatamente os países, municípios, bancos e empresas. Ou seja, a empresa ou ente público paga à agência de classificação para que esta faça a avaliação de sua capacidade de pagamento. A pedido da empresa contratante, a classificação pode manter-se confidencial - quando, por exemplo, a empresa contratante entende que a classificação atribuída ficou aquém de suas expectativas. Para que a classificação se torne pública, a empresa contratante deve autorizar formalmente a publicação. Todavia, a qualquer momento, a classificação pode ser revista e alterada - tanto para cima (upgrade) como para baixo (downgrade) -, caso a avaliação do risco de crédito atribuído à empresa ou ente público se modifique. [carece de fontes?]

[editar] Notas


Referências

  1. UOL Economia - Bovespa salta 6,3% e alcança recorde histórico após Brasil obter grau de investimento
  2. Veja - Em grau de investimento, caem as barreiras ao país
  3. quando traduzido, em Portugal utiliza-se a denominação agência de notação financeira ou agência de notação de risco e no Brasil agência de risco, agência de classificação de risco e agência de notas de crédito.
  4. Público (27 de janeiro de 2010). Agência de "rating" Fitch não se entusiasma com OE de Teixeira dos Santos. Público.
  5. LOPES, Bruno Faria; RIBEIRO, Luís Reis (23 de dezembro de 2009). Agências de rating. As três irmãs privadas que dizem quanto vale Portugal. i online.
  6. LIMA, Luciana (29 de maio de 2008). Mais uma agência internacional melhora classificação de risco do país. Agência Brasil.
  7. Folha Online, Reuters (27 de maio de 2009). Agência de avaliação de risco mantém nota máxima de crédito dos EUA. Folha Online.
  8. MADEIRA, Paulo Miguel (13 de janeiro de 2010). Moodys considera que economia portuguesa enfrenta risco de "morte lenta". Público.
  9. MATOS, Ana (10 de janeiro de 2005). Ainda o "rating". Ciberdúvidas.
  10. PINTO, Luísa (28 de janeiro de 2010). Agências de notação financeira cautelosas nas apreciações sobre Portugal. Público.
  11. Nunes, Diogo (9 de fevereiro de 2010). Risco de incumprimento nas obrigações portuguesas é "próximo de zero" - Fitch Ratings. Lusa.
  12. LOURO, A. Tavares; MATOS, Ana (10 de janeiro de 2005). Ainda o “rating”. Ciberdúvidas da Língua Portuguesa. Página visitada em 12 de julho de 2011.
  13. JF (2 de fevereiro de 2010). BE defende criação de agência de notação de risco europeia. Agência Financeira.
  14. Lusa (2 de fevereiro de 2010). BE defende criação de agência de notação de risco europeia. RTP.
  15. RIBEIRO, Stênio (21 de setembro de 2009). Agência de risco prevê que Brasil lidere crescimento da América Latina. Agência Brasil.
  16. Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). Compedium on Debt, Sustainability and Development. Chapter VIII. "Credit Rating Agencies and their potential impact on developing countries". United Nations. Nova York e Genebra, 2009.

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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