Transtorno da ansiedade

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O transtorno de ansiedade é um padrão de preocupação e ansiedade frequente e constante em relação a diversas atividades e eventos. A ansiedade pode se manifestar em três níveis: neuroendócrino, visceral e de consciência. O nível neuroendócrino diz respeito aos efeitos da adrenalina, noradrenalina, glucagon, hormônio antidiurético e cortisol. No plano visceral a ansiedade é devida ao Sistema Nervoso Autônomo (SNA), que reage se excitando o organismo na reação de alarme (sistema nervoso simpático) ou relaxando (sistema vagal) na fase de esgotamento.[1]

Sintomas[editar | editar código-fonte]

Os principais sintomas do transtorno de ansiedade são a inquietação, palpitações, sudorese ou opressão no peito, sintomas gastrointestinais como náuseas, vômitos, diarreia, outros apresentam mal-estar respiratório, tensão muscular. Enfim,os sintomas físicos e viscerais variam de pessoa para pessoa.

Em mulheres pode causar disfunção hormonal, num ponto capaz de suspender a menstruação.

Tipos de Ansiedade[editar | editar código-fonte]

Normal[editar | editar código-fonte]

A ansiedade é uma reação normal, dita bioadaptativa, ou seja, é uma resposta do corpo a algum tipo de estressor externo, por exemplo, diante de uma ameaça (um predador), o organismo deve reagir aumentando seu ritmo para que este possa se preparar para a luta ou fuga. O ritmo cardíaco aumenta, há contração de vasos periféricos para que se concentre sangue em áreas vitais, a respiração aumenta sua freqüência. Portanto, todas estas reações são normais e preparam o indivíduo para enfrentar o estressor externo. É uma sensação difusa, desagradável de apreensão acompanhadas por várias sensações físicas.

Patológica[editar | editar código-fonte]

A ansiedade se torna patológica em dois momentos: 1. Quando o corpo reage excessivamente a um estímulo, ou seja, quando a ansiedade é desproporcional ao estímulo e transforma uma reação adaptativa em reação desadaptativa, ou mesmo quando ela aparece relacionada a estímulos que normalmente não gerariam ansiedade; 2. Quando ocorre ansiedade na ausência de estímulo deflagrador.

Os transtornos de ansiedade mais comuns são:

A ansiedade patológica caracteriza-se pela intensidade prolongada à situação precipitante, tornando difícil o controle dos sintomas físicos causando prejuízo na atividade social, dificultando e impossibilitando a adaptação. Ao contrário da ansiedade normal, a patológica paralisa o indivíduo, trazendo prejuízos ao seu bem estar.[2]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Há muitos tratamentos, alguns apresentam comprovação científica e outros não. Para a ansiedade normal usam-se métodos tais como técnicas de relaxamento, yoga, acupuntura, caminhadas, bio-feedback etc. Já para a ansiedade patológica pode ser necessário o uso de medicação.

No Geral, o Tratamento pode dividir-se em Três Partes[editar | editar código-fonte]

  • Medicação: Geralmente antidepressivos e benzodiazepínicos (Calmantes) são as medicações mais comumente empregadas, quando o psiquiatra ou o clínico julga necessário usá-las;
  • Psicoterapia: Fundamental para saber a origem da ansiedade e como lidar com ela; a associação medicação + psicoterapia têm ótimos resultados;
  • Mudança de Hábitos de Vida: Exercícios físicos, otimização dos horários de trabalho, higiene do sono, criação de "áreas de lazer" na grade horária semanal. Tais mudanças também são fundamentais para auxiliar o indivíduo a ficar menos ansioso.[3]

Referências

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