Comportamento passivo-agressivo

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O comportamento passivo-agressivo é um traço de personalidade que se manifesta como uma resistência difusa em satisfazer expectativas de relações interpessoais ou envolvendo o cumprimento de tarefas, caracterizado por atitudes negativas indiretas e oposição velada.

O comportamento pode-se manifestar principalmente na forma de: vitimização, procrastinação, teimosia, ressentimento, azedume, ou ainda, na forma de falhas repetidas/ deliberadas para retardar ou impedir a concretização de pedidos ou tarefas pelos quais a pessoa é responsável.[1]

Sintomas[editar | editar código-fonte]

O livro "Living with the Passive-Aggressive Man" enumera alguns comportamentos que sinalizam comportamento passivo-agressivo. A lista não é exaustiva:

  • Ambiguidade ou fala enigmática como forma de instilar um sentimento de insegurança nos outros
  • Atrasos e esquecimentos constantes, que funcionam como um modo de exercer controle ou de punir
  • Medo de competição
  • Medo de dependência
  • Medo de intimidade, que funciona como manifestação de raiva. A desconfiança impede o passivo-agressivo de se tornar íntimos de alguém.
  • Camuflagem na forma de confusão planejada
  • Justificativas para baixa performance em trabalhos em equipe
  • Má-vontade deliberada
  • Procrastinação
  • Azedume ostensivo como forma de desanimar as pessoas ao redor a pedir coisas
  • Respostas vitimizadoras: em vez de reconhecer as próprias fraquezas, tendência a culpar os outros

Classificação[editar | editar código-fonte]

O antigo 'transtorno de personalidade passivo-agressiva' fazia parte dos distúrbios incluídos no Eixo II dentro do DSM-III, mas foi realocado no Apêndice B quando este foi substituído pelo DSM-IV, sob o "Grupo de critérios e eixos para maior estudo posterior", devido a controvérsia e necessidade de maior pesquisa sobre como categorizar esse tipo de comportamento numa edição futura."[2] Atualmente, há debates sobre tais comportamentos constituiriam um transtorno independente.[3] [4]

Causas[editar | editar código-fonte]

O comportamento passivo-agressivo pode surgir como defesa por parte da criança em ambientes familiares nos quais não é muito seguro expressar frustração ou raiva. Quando se proíbe a expressão honesta dos sentimentos, a psique em formação da criança engendra formas de reprimir e canalizar a agressão valendo-se de formas indiretas.

Crianças que reprimem profundamente sua agressividade podem nunca superar tal comportamento. Incapazes de desenvolver estratégias para se expressar, elas se tornam adultos que, debaixo de um verniz de doçura, ruminam intenções vingativas.[5] Martin Kantor sugere três tipos de problemas que contribuem para constituição de estratégias passivo-agressivas nos indivíduos: conflitos sobre dependência, controle e competição.[6]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Kantor sugere tratamento por meio de terapia de linha psicodinâmica, cognitiva, comportamental. Isso se aplica tanto para a pessoa passivo-agressiva quanto para suas vítimas.[7]

Referências

  1. Wetzler, Scott (1992). Living with the passive-aggressive man. Simon & Schuster. [1]. Consultado em 27 de abril de 2010
  2. Hopwood CJ, Morey LC, Markowitz JC, et al.. ({{{mês}}} 2009). "The construct validity of passive-aggressive personality disorder". Psychiatry 72 (3): 256–67. DOI:10.1521/psyc.2009.72.3.256. PMID 19821648.
  3. Wetzler S, Morey LC. ({{{mês}}} 1999). "Passive-aggressive personality disorder: the demise of a syndrome". Psychiatry 62 (1): 49–59. PMID 10224623.
  4. Fine MA, Overholser JC, Berkoff K. (julho 1992). "Diagnostic validity of the passive-aggressive personality disorder: suggestions for reform". Am J Psychother 46 (3): 470–84. PMID 1530103.
  5. Murphy, Tim and Hoff Oberlin, Loriann (2005). Overcoming passive aggression: how to stop hidden anger from spoiling your relationships, career and happiness. New York: Marlowe & Company. ISBN 1569243611. [2]. Consultado em 27 de abril de 2010
  6. Kantor, Martin (2002). Passive-aggression: a guide for the therapist, the patient and the victim. [3].
  7. Kantor (2002), p. 115.