Distorção cognitiva

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Distorções cognitivas são pensamentos exagerados e irracionais, identificados pela terapia cognitiva e suas variantes, que em teoria perpetuam alguns distúrbios psicológicos. A teoria de distorções cognitivas foi apresentada por David Burns em 1989 [1] , depois de estudar e desenvolver pesquisas na área com o professor e psiquiatra estado-unidense Aaron T. Beck [2] . É dito que a eliminação dessas distorções cognitivas melhora o sentimento de bem-estar e desencoraja a ocorrência de doenças como depressão e ansiedade crônica. O processo de aquisição pelo paciente de técnicas para refutar as distorções cognitivas diagnosticadas é chamado de "reestruturação cognitiva".

Exemplos[editar | editar código-fonte]

Muitas distorções cognitivas também são consideradas falácias lógicas[3] .

  • Maneira de pensar tudo-ou-nada - Concepção, argumentação e julgamentos em termos absolutos, como "sempre", "todos", "nunca", e "não há alternativa". Ver falso dilema.
  • Generalização Excessiva - Extrapolamento de experiências limitadas e provas para generalizações excessivas, ocorrendo no processo cognitivo um distanciamento da realidade.
  • Pensamento mágico - Expectativa de resultados determinados com base no desempenho de atos não relacionados ou pronunciamentos. Ver wishful thinking.
  • Filtro Mental - Incapacidade de ver tanto os aspectos positivos quanto os negativos de uma experiência.
  • Desqualificar o positivo - Desconsideração de experiências positivas por arbitrárias razões ad hoc.
  • Tirar conclusões precipitadas - Chegar a conclusões (normalmente negativas) a partir de pouca (ou nenhuma) evidência. Dois subtipos específicos e comuns são também identificados:
    • Leitura mental - Senso cabal de acesso às intenções ou pensamentos de outras pessoas.
    • Leitura do futuro - Expectativas inflexíveis de como as coisas vão acontecer antes que elas aconteçam.
  • Ampliação e minimização - Ampliação ou minimização de uma memória, ou qualquer outro fato, de forma que já não corresponde à realidade objetiva. Existe um subtipo de ampliação:
    • Catastrofização - Incapacidade de prever outra coisa senão o pior resultado imaginável, porém improvável, ou considerando uma situação como insuportável ou impossível quando é apenas incômoda.
  • Raciocínio emocional - Vivenciamento da realidade como um reflexo de emoções, por exemplo, "Eu sinto, portanto, deve ser verdade."
  • Imperativo tem- Padrões de pensamento que implicam a forma como comportamentos e situações tem que ser, ao invés de considerar a situação como as coisas são, gerando insatisfação, preconceitos e distorções de julgamento. Ou também ter regras rígidas nas quais a pessoa acredita que "sempre se aplicam" não importando as circunstâncias.
  • Personalização - Atribuição de responsabilidade pessoal (ou papel causal ou culpa) para os eventos sobre os quais uma pessoa não tem controle.

Raiva Narcísea[editar | editar código-fonte]

A raiva narcísea pode ser considerada um tipo de distorção cognitiva. Ela ocorre quando o narcisista sente que foi menosprezado e, normalmente, mas não necessariamente, é dirigida à pessoa que realizou tal ação. Para outras pessoas, a raiva é incoerente e injusta. Essa raiva prejudica a cognição do narcisista, portanto, prejudicando o seu julgamento. Durante a raiva ele está propenso a gritar, a distorcer fatos e fazer acusações sem fundamento. [4]

Veja também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Burns, D. D.. The Feeling Good Handbook. [S.l.: s.n.], 1989. ISBN 0452281326.
  2. Beck, Aaron T.. Cognitive Therapy and the Emotional Disorders. [S.l.]: International Universities Press, 1975. ISBN 0-8236-0990-1.
  3. Tagg, John (2005 [last update]). Cognitive Distortions daphne.palomar.edu. Visitado em October 24, 2011.
  4. Thomas D Narcissism: Behind the Mask (2010)

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]