Dermatotilexomania

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A Dermatotilexomania ou Dermatilomania (dermato = pele, tillexis = picar algo, mania = preocupação obsessiva com algo) é uma compulsão caracterizada pela vontade de causar ou, geralmente, agravar lesões da própria pele.

Pesquisas sugerem que a vontade de arrancar a pele está dentro do espectro obsessivo-compulsivo, mas outros discutem que para alguns é mais um transtorno de auto-mutilação.

Dermatilomania é definida como "arrancamento de pele repetitivo e compulsivo têm como consequência estrago no tecido". A dermatotilexomania é um problema que no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais está dentro da categoria "transtornos de controle de impulso sem outra especificação" enquanto na Classificação Internacional de Doenças está em "outros transtornos de hábitos e impulsos" (F63.8). Esse problema ocorre frequentemente associado ao transtorno obsessivo-compulsivo, e discute-se se o dermatilomania é um transtorno psiquiátrico independente do TOC.

A inabilidade de controlar a vontade de puxar a pele é similar à vontade de puxar compulsivamente o cabelo deste tricotilomania. Estudos têm notados nas seguintes similaridades entre dermatilomania e tricotilomania: - Os simptomas são ritualisticos, mas não existe obsessões seguintes; - Existem activações a estas acções compulsivas que são similares; - Ambas as condições parecem ter um papel em modificar o nível de prazer no assunto; - As idades iniciais de ambas as condições são similares;.

Também há um grande nível de interligação entre os que têm tricotilomania e os que têm dermatilomania. Uma grande diferença entre estas é que o arrancamento de pele parece ser mais denominante em pessoas do sexo feminino, por outro lado, trichotilomania esta distribuído igualmente pelos dois sexos.

Estudos sugerem que dermatilomania pode estar dentro do espectro obsessivo-compulsivo. Dermatilomania e TOC são similares porque ambos envolvem compulsões e nos dois casos os atos compulsivos reduzem a ansiedade.

Odlaug e Grant sugerem que dermatilomania é mais um transtorno de abuso-próprio que TOC. Estes discutem que dermatilomania distingue-se de TOC nas maneiras fundamentais seguintes: - Maior parte das pessoas que sofrem com dermatilomania são do sexo feminino; - Dermatilomania pode ser herditário, ao contrário de TOC; - Os tratamentos que geralmente são efetivos em pacientes com TOC não têm tanto sucesso com os pacientes de dermatilomania; - Ao contrário de TOC, o acto de arrancar a pele raramente é causado por pensamentos obsessivos;.

Odlaug e Grant reconhecem que há similaridades entre indivídos com dermatilomania e pacientes com vícios: - A compulsão de começar este acto pelo lado negativo mesmo com noção das consequências; - Falta de controle sobre o comportamento problemático; - Um forte desejo para começar o ato; - Sentir prazer enquanto o comportamento decorre ou um sentimento de alívio ou redução de anxiedade depois de o comportamento ter sido realizado;.

Um estudo que suportou a teoria do vício de puxar a própria pele descobriu que 79% dos pacientes com dermatilomania relataram que sentem um certo prazer quando arrancando a pele.

Odlaugh e Grant também discutiram que dermatilomania podia ter diferentes causas psicológicas, o que poderia explicar porquê alguns pacientes parecem mais prováveis de ter simptomas de TOC, e outros, de vício. Eles sugerem que tratar certos casos de dermatilomania como um vício pode ter mais sucesso que tratá-los como uma forma de TOC.



Episódios de puxar a pele são muitas vezes seguidos ou acompanhados por tensão, anxiedade ou stress. Durante estes momentos, é muito comum haver um desejo compulsivo de arrancar, morder ou arranhar numa superfície ou região do corpo, geralmente na localização de tecido defeituoso.

A região mais comum onde a pele é puxada é a cara, mas outras localizações frequentes incluem os braços, as pernas, as costas, as gengivas, os lábios, a cabeça, o peito e as extremidades como as das unhas, os cutículos e as unhas dos pés. Maior parte dos pacientes como dermatilomania declaram ter uma área primária do corpo em que centram o seu comportamento, mas estes muitas vezes vão para outras áreas do corpo para deixarem que a sua área primária curar. Indivídos com dermatilomania variam o comportamento de arrancar a pele; alguns fazem-no brevemente várias vezes por dia, mas outros podem fazer apenas uma sessão de arrancar que pode durar horas. A maneira mais como de arrancar é usando os dedos, porém uma quantidade mínima de pessoas usam instrumentos como pinças.

A vontade de arrancar a pele normalmente ocorre como um resultado de uma outra causa. Algumas causas que dão começo a este comportamento são sentir irregularidades na pele e sentir-se anxioso ou outros sentimentos negativos.

Complicações dadas devido a dermatilomania includem: infeções na parte onde a pele está a sofrer deste comportamento e estragos no tecido.

Dermatilomania pode causar o sentimento intenso de culpa, vergonha e embarasamento nos indivídos, e isto aumenta muito o risco de abuso-próprio. Estudos mostram que dermatilomania tem uma taxa de suicídio de 12%, uma taxa de tentativas de suicídio de 11,5% e 15% dos seus pacientes estão hospitalizados.



Já houve várias teorias diferentes relativamente às causas de dermatilomania, incluindo biológicas e fatores do ambiente.

Uma hipótese comum é que dermatilomania é normalmente causado por níveis de stress e prazer do indivído, e que o indivído tem uma resposta de nível de stress abnormal. Uma crítica de estudos do comportamento encontrou suporte nesta hipótese que o acto de arrancar a pele é um reenforço automático do indivído.

Em contraste a teorias neurológicas, existe certos psicologistas que acreditam que o comportamento de arrancar a pele é um resultado de raiva ignorada contra pais autoritários. Uma teoria similar demonstra que também pode acontecer o mesmo com pais sobre-amáveis.


Dermatilomania não é especificadamente definido na quarta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM). Este vício está apenas na quinta edição do DSM definido como uma condição onde existe uma compulsão intrusiva de arrancar a pele deste que não pode ser uma adição de outra condição médica ou transtorno mental; onde sentimentos de tensão ou anxiedade são seguidos por este acto de arrancar a pele; onde o comportamento causa estragos; onde este acto causa prazer imediato or alivío, mas mais tarde causa stress;. Maior parte da literatura publicada tem apenas simplificado com uma definição de dois factores: - Puxamento repetitivo de pele que; - Resulta de stress ou dificuldades sociais;. Tem sido debatido se de facto deveria haver uma categoria separada no DSM-V para apenas dermatilomania. Duas da razões principais para não haver ainda conclusões certas destes debates sºao: - Que dermatilomania pode ser só um simptoma de outro transtorno. Ex.: TOC;. - Que dermatilomania é apenas um mau hábito e que colocando dermatilomania no DSM com uma categoria separada também se devia colocar outros maus hábitos no DSM. Ex.: roer as unhas; por os dedos no nariz;. Stein tem discutido que dermatilomania qualifica-se sim como um síndrome separado e devia ter uma categoria apenas para si porque: - Dermatilomania ocorre como um transtorno primário e não um sub-tipo de um transtorno maior; - Dermatilomania tem factores clínicos bem definidos; - Há data reunido nos factores clínicos e diagnostico desta condição; - Há data suficiente para criar uma categoria separada para dermatilomania; - Há muitas pessoas dentro da população que sofrem de dermatilomania; - Diagnosticos desta doença já foram feitos; - A classificação de dermatilomania como uma condição separada poderia ajudar em estudos melhores e melhores formas de tratamento; - A classificação de darmatilomania como uma condição separada poderia ajudar a espalhar o conhecimento deste transtorno e encorajar mais pessoas a obter tratamento;.

Porque dermatilomania é diferente de outras condições e transtornos que causam o comportamento de arrancar a pele, é importante que qualquer diagnóstico de dermatilomania tenham estudo em outras condições médicas antes do diagnóstico.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Ferrão, YA et al. Dermatotilexomania em estudantes de medicina: um estudo piloto. Rev Bras Psiquiatr 1999, 21(2):109-113. [1]
  • Sadock, BJ e Sadock, VA. Kaplan and Sadock's Synopsis of Psychiatry. Lippincott Williams and Wilkins, Filadélfia, 2007.