Dislexia

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Dislexia
A dislexia é um transtorno de aprendizagem caracterizado por dificuldades na leitura e escrita.
Classificação e recursos externos
CID-10 F81.0, R48.0
CID-9 315.02, 784.61
OMIM 127700 604254 606896 606616 608995 300509
DiseasesDB 4016
MeSH D004410
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Dislexia (do grego Δυσλεξία, dis- distúrbio, lexis palavra) é uma dificuldade na área da leitura, escrita e soletração, que pode também ser acompanhada de outras dificuldades, como, por exemplo, na distinção entre esquerda e direita, na percepção de dimensões (distâncias, espaços, tamanhos, valores), na realização de operações aritméticas (discalculia) e no funcionamento da memória de curta duração. A dislexia costuma ser identificada nas salas de aula durante a alfabetização, sendo comum provocar uma defasagem inicial de aprendizado.[1] Não é uma doença e sim uma formação diferenciada do encéfalo que acarreta problemas na aprendizagem escolar, pela dificuldade em decodificar os códigos que lhe são enviados durante os estudos.

Classificação[editar | editar código-fonte]

O novo dicionário internacional de saúde mental (DSM V) retirou o termo dislexia para que outros termos mais precisos como disgrafia, dislalia e disfasia recebam preferência.[2]

A dislexia pode coexistir ou mesmo confundir-se com características de vários outros fatores de dificuldade de aprendizagem, tais como o déficit de atenção/hiperatividade,dispraxia, discalculia, e/ou disgrafia. Contudo a dislexia e as desordens do déficit de atenção e hiperatividade não estão correlacionados com problemas de desenvolvimento.[3] [4]

Tipos[editar | editar código-fonte]

Genética, hormônios durante a gravidez, influência familiar, sistema educacional, socialização, idioma e cultura estão envolvidos na dislexia.[5] .

A dislexia pode ser classificada de várias formas, dependendo da abordagem profissional e dos testes usados no seu diagnóstico (testes fonoaudiológicos, pedagógicos, psicológicos, neurológicos...). Geralmente o diagnóstico é feito por equipe multiprofissional. Uma das possíveis classificações é em[6] :

Definição tradicional[7]
  • Dislexia disfonética: Dificuldades de percepção auditiva na análise e síntese de fonemas, dificuldades temporais, e nas percepções da sucessão e da duração (troca de fonemas e grafemas por outros similares, dificuldades no reconhecimento e na leitura de palavras que não têm significado, alterações na ordem das letras e sílabas, omissões e acréscimos, maior dificuldade na escrita do que na leitura, substituição de palavras por sinônimos);
  • Dislexia diseidética: dificuldade na percepção visual, na percepção gestáltica (percepção do todo como maior que a soma das partes), na análise e síntese de fonemas (ler sílaba por sílaba sem conseguir a síntese das palavras, misturando e fragmentando as palavras, fazendo troca por fonemas similares, com maior dificuldade para a leitura do que para a escrita);
  • Dislexia visual: deficiência na percepção visual e na coordenação visomotora (dificuldade no processamento cognitivo das imagens);
  • Dislexia auditiva: deficiência na percepção auditiva, na memória auditiva e fonética (dificuldade no processamento cognitivo do som das sílabas);
  • Dislexia mista: que seria a combinação de mais de um tipo de dislexia.

Nota: Nessa classificação discalculia (dificuldade com aritmética) é uma classificação distinta, e não um sub-tipo de dislexia.

Nova definição pela área de dificuldade (DSM-V)[8]

Dislexia foi dividida em 6 diagnósticos de Desordem de aprendizado distintos e mais específicos:

  • Desordem na leitura de palavras;
  • Desordem na fluência de leitura;
  • Desordem na compreensão da leitura;
  • Desordem na expressão escrita;
  • Desordem no cálculo matemática;
  • Desordem na resolução de problema de matemática.
Lesão em qualquer área do cérebro responsável pela compreensão da linguagem pode causar dislexia.
Definição pela causa[9]

Classificação feita com base na causa da dislexia:

  • Primária ou genética: Disfunção do lado esquerdo do cérebro, persiste até a idade adulta, hereditário e atinge leitura, escrita e pronuncia, mais comum em meninos;
  • Secundária ou de desenvolvimento: Pode ser causada por hormônios, má nutrição, negligência e abusos infantis, diminui com a idade;
  • Tardia ou por trauma: Causada por lesões a áreas do cérebro responsáveis por compreensão de linguagem, raro em crianças.
Definição psicolinguística

A dislexia, segundo Jean Dubois, é um defeito de aprendizagem da leitura caracterizado por dificuldades na correspondência entre símbolos gráficos, às vezes mal reconhecidos, e fonemas, muitas vezes, mal identificados.[10]

O linguista se interessa pela discriminação fonética, pelo reconhecimento dos signos gráficos e pelo processo de transformação dos signos escritos em signos verbais, logo, para a Lingüística, a dislexia não se trata de uma doença, mas apenas de um defeito no ensino-aprendizagem da leitura, sendo assim classificada como uma síndrome de origem linguística.

A dislexia, como dificuldade de aprendizagem, verificada na educação escolar, é um distúrbio de leitura e de escrita que ocorre na educação infantil e no ensino fundamental. Em geral, a criança tem dificuldade em aprender a ler e escrever mesmo quando possuem quociente de inteligência (QI) acima da média.

Causas[editar | editar código-fonte]

Apesar de não haver um consenso dos cientistas sobre as causas da dislexia, pesquisas recentes apontam fortes evidências neurológicas para a dislexia, parte por causas genéticas, parte por fatores congênitos (durante o desenvolvimento no útero).[11] [12] [13] Uma das possíveis causas, é a exposição do feto a doses excessivas de testosterona durante a gestação, o que explicaria a maior incidência da dislexia em pessoas do sexo masculino, pois fetos do sexo feminino tendem a serem abortados com o excesso de testosterona. [14] .

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Na maioria dos casos, o problema não é trocar letras, e sim em identificar adequadamente os sinais gráficos, letras ou outros códigos que caracterizam um texto.

A dislexia é mais frequentemente caracterizada por dificuldade na aprendizagem da decodificação das palavras. Pessoas disléxicas apresentam dificuldades na associação do som à letra (o princípio do alfabeto); também costumam trocar letras, por exemplo, b com d, ou mesmo escrevê-las na ordem inversa, por exemplo, "ovóv" para vovó.[15]

Desse modo, são considerados sintomas da dislexia relativos à leitura e escrita os seguintes erros:

Erros por confusões na proximidade especial
Confusões por proximidade articulatória e sequelas de distúrbios de fala
  • Confusões por proximidade articulatória;
  • Omissões de grafemas; e
  • Omissões de sílabas.
Acumulação e persistência de seus erros de soletração ao ler e de ortografia ao escrever
  • Confusão entre letras, sílabas ou palavras com poucas diferenças na forma de escrever: a-o; c-o; e-c; f-t; h-n; i-j; m-n; v-u; etc;
  • Confusão entre letras, sílabas ou palavras com formato similar, mas diferente direção: b-d; b-p; d-b; d-p; d-q; n-u; w-m; a-e;
  • Confusão entre letras que possuem um ponto de articulação comum, e, cujos sons são acusticamente próximos: d-t; j-x;c-g;m-b-p; v-f;
  • Inversões parciais ou totais de sílabas ou palavras: me-em; sol-los; som-mos; sal-las; pal-pla.

Perturbações relacionadas[editar | editar código-fonte]

Outras perturbações da aprendizagem que frequentemente acompanham os disléxicos, dentre elas[16] :

  • Alterações na memória;
  • Alterações na memória de séries e sequências;
  • Orientação direita-esquerda;
  • Linguagem escrita;
  • Dificuldades em matemática;
  • Confusão com relação às tarefas escolares;
  • Pobreza de vocabulário;
  • Escassez de conhecimentos prévios (memória de longo prazo).

Devem ser excluídas do diagnóstico do transtorno da leitura as crianças com deficiência mental, com escolarização escassa ou inadequada e com déficits auditivos ou visuais. [17] .

Comorbidades frequentes[editar | editar código-fonte]

Estudos no Brasil e no exterior constataram algumas características frequentes em crianças com dislexia[18] :

  • Atraso no desenvolvimento motor (como engatinhar, sentar e andar);
  • Atraso ou deficiência na aquisição da fala;
  • Dificuldade para entender o que está ouvindo;
  • Distúrbios do sono;
  • Enurese noturna (urinar na cama);
  • Suscetibilidade às alergias e as infecções;

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

É comum que disléxicos tenham uma história de frustrações, sofrimentos, humilhações e sentimentos de inferioridade no meio acadêmico por conta da maior dificuldade em aprender.[5]

A dificuldade de aprendizagem relacionada com a linguagem (leitura, escrita e ortografia), pode ser inicial e informalmente (um diagnóstico mais preciso deve ser feito e confirmado por neurolinguista) diagnosticada pelo professor da língua materna, com formação na área de Letras e com habilitação em Pedagogia, que pode vir a realizar uma medição da velocidade da leitura da criança, utilizando, para tanto, a seguinte ficha de observação, com as seguintes questões a serem prontamente respondidas[16] :

  • A criança movimenta os lábios ou murmura ao ler?
  • A criança movimenta a cabeça ao longo da linha?
  • Sua leitura silenciosa é mais rápida que a oral ou mantém o mesmo ritmo de velocidade?
  • A criança segue a linha com o dedo?
  • A criança faz excessivas fixações do olho ao longo da linha impressa?
  • A criança demonstra excessiva tensão ao ler?
  • A criança efetua excessivos retrocessos da vista ao ler?

Para um exame mais preciso da tensão ao ler e de quantas vezes a mesma frase é re-observada pode-se posicionar-se atrás do educando e utilizar um espelho para verificar os movimentos de tensão e frequente "vai-e-vem" nos olhos do educando enquanto ele lê e escreve.

Exercícios em que o educando deve completar certas palavras omitidas no texto, podem ser utilizado para determinar o nível de compreensibilidade do material de leitura. [19]

Prevalência[editar | editar código-fonte]

De 60 a 80% dos diagnósticos são do sexo masculino, porém isso acontece porque os casos entre o sexo masculino costumam ser mais graves e associados a um maior número de comorbidades que entre o sexo feminino. Em estudos onde todos alunos de uma instituição de ensino são avaliados, a diferença de gêneros é significativamente menor.[5]

Apenas 3 a 6% das crianças em idade escolar são diagnosticados com dislexia[5] , porém estudos indicam que 5 a 10% da população possuam o transtorno e um grande número de alunos não são diagnosticados.[20]

Entre 40 a 60% dos adultos em programas de educação básica, há sinais e sintomas de dislexia[5] .

Tratamento[editar | editar código-fonte]

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Se necessita de ajuda, consulte um profissional de saúde.
As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento.
O tratamento mais eficiente é multiprofissional e consiste em ajudar o portador de dislexia a desenvolver mecanismos alternativos de leitura, escrita e compreensão matemática.[21]

A intervenção na dislexia tem sido feita principalmente por meio de dois métodos de alfabetização, o multissensorial e o fônico. Enquanto o método multissensorial é mais indicado para crianças mais velhas, que já possuem histórico de fracasso escolar, o método fônico é indicado para crianças mais jovens e preferencialmente ser introduzido logo no início da alfabetização.

Apesar de não existir cura para a dislexia, a Ciência já sabe indicar o que deve ser feito para conduzir a criança com esse tipo de problema às atividades normais. Especialistas garantem que o cérebro tem enorme capacidade de se reorganizar e dar “cobertura” a essa deficiência. Para os pais, o importante é estar ciente de que ela pode ser inteligente de outras maneiras, mesmo sem ler e escrever bem. [22]

Escolas especiais[editar | editar código-fonte]

Usar múltiplos estímulos (cores, movimento, sons, formas...), conversar sobre o que foi lido e como foi lido, dividir as sílabas e as frases mais e partir daquilo que o aluno já conhece facilitam o aprendizado da linguagem.[23]

Em Portugal, a maioria das escolas tem aulas especiais de apoio para crianças com dislexia[carece de fontes?], embora haja, muitas vezes, dificuldade em identificar a doença. No Brasil, a maioria das escolas ainda não dá o apoio adequado a crianças e adolescentes com dislexia, algumas nem ao menos têm conhecimento do problema e seu baixo rendimento não é associado a um distúrbios neurológico.[23]

Professores particulares[editar | editar código-fonte]

Atualmente diversas tecnologias estão disponíveis para melhorar atender a necessidades individuais educacionais, dentre eles computadores que ensinam a ler e escrever melhor.

Para atender às necessidades dos educandos com dislexias é importante que a escola tenha professores qualificados para o ensino da língua materna. Os professores precisam conhecer a fonologia aplicada à alfabetização e ter conhecimentos linguísticos e metalinguísticos aplicados aos processos de leitura e escrita. Professores de português particulares e apoio pedagógico podem ser necessários quando a escola não supre as necessidades individuais dos alunos.[24]

Aprendizado de palavras difíceis[editar | editar código-fonte]

Os padrões de movimentos dos olhos são fundamentais para a leitura eficiente. São as fixações nos movimentos oculares que garantem que o leitor possa extrair informações visuais do texto. No entanto, algumas palavras são fixadas por um tempo maior que outras. Todas pessoas tem dificuldades diferentes no aprendizado de diferentes palavras, pois existem muitos fatores que influenciam a facilidade ou dificuldade no reconhecimento de palavras.

Dentre os fatores mais importantes para escrever uma palavra corretamente estão[25] :

  • Tamanho da palavra;
  • Presença de hiatos, ditongos, dígrafos e trígrafos;
  • Familiaridade com a palavra;
  • Frequência com que ela é usada;
  • Idade com a qual ela foi aprendida;
  • Repetição do uso dessa palavra;
  • Significado dessa palavra;
  • Contexto no qual ela é utilizada;
  • Similaridade entre a forma escrita e a forma falada;
  • Interação dessa palavra com outras.

Assim, qualquer um desses fatores pode influenciar a dificuldade ou facilidade que um educando possui em entender o significado de uma palavra nova e escrevê-la e pronunciá-la corretamente.[25]

História[editar | editar código-fonte]

Dislexia costumava erroneamente ser associado com incapacidade intelectual. Atualmente há um movimento para acabar com esse preconceito.

Foi identificada pela primeira vez por Oswald Berkhan em 1881,[26] mas o termo "dislexia" só foi cunhado em 1887 por Rudolf Berlin, um oftalmologista de Stuttgart, Alemanha.[27] Berlin usou o termo dislexia (significando "dificuldade com palavras") para diagnosticar o transtorno de um jovem que apresentava grande dificuldade no aprendizado da leitura e escrita, mas apresentava habilidades intelectuais normais em todos os outros aspectos.

Em 1896, W. Pringle Morgan, um Médico britânico de Seaford, Inglaterra publicou uma descrição de uma desordem específica de aprendizado na leitura no British Medical Journal, intitulado "Congenital Word Blindness". O artigo descreve o caso de um menino de 14 anos de idade que não havia aprendido a ler, demonstrando, contudo, inteligência normal e que realizava todas as atividades comuns de uma criança dessa idade.[28]

Durante as décadas de 1890 e início de 1900, James Hinshelwood, oftalmologista escocês, publicou uma série de artigos nos jornais médicos descrevendo casos similares.[29]

Um dos primeiros pesquisadores principais a estudar a dislexia foi Samuel T. Orton, um neurologista que trabalhou inicialmente em vítimas de traumatismos. Em 1925 Orton conheceu o caso de um menino que não conseguia ler e que apresentava sintomas parecidos aos de algumas vítimas de traumatismo. Orton estudou as dificuldades de leitura e concluiu que havia uma síndrome não correlacionada a traumatismos neurológicos que provocava a dificuldade no aprendizado da leitura. Orton chamou essa condição por strephosymbolia (com o significado de 'símbolos trocados') para descrever sua teoria a respeito de indivíduos com dislexia.[30] Orton observou também que a dificuldade em leitura da dislexia aparentemente não estava correlacionada com dificuldades estritamente visuais.[31] Ele acreditava que essa condição era causada por uma falha na laterização do cérebro.[32]

A hipótese referente à especialização dos hemisférios cerebrais de Orton foi alvo de novos estudos póstumos na década de 1980 e 1990, estabelecendo que o lado esquerdo do planum temporale, uma região cerebral associada ao processamento da linguagem é fisicamente maior que a região direita nos cérebros de pessoas não disléxicas; nas pessoas disléxicas, contudo, essas regiões são simétricas ou mesmo ligeiramente maior no lado direito do cérebro.[33]

Pesquisadores estão atualmente estudando a fundo a correlação neurológica e genética para dificuldades na leitura.[34]

Dislexiologia[editar | editar código-fonte]

Dislexiologia é um termo criado pelo professor Vicente Martins (UVA), referindo-se aos estudos e pesquisas, no campo da psicolinguística, que tratam das dificuldades de aprendizagem relacionadas com a linguagem escrita (dislexia, disgrafia e disortografia).[35]

Referências

  1. Sally Shaywitz, M.D. Conversation with Sally Shaywitz, M.D.. SchwabLearning.org. Página visitada em 2007-12-15.
  2. http://www.examiner.com/article/dyslexia-is-out-of-dsm-5-psychiatrists-voted-saturday-dec-1-2012
  3. "" 10.
  4. "[1]".
  5. a b c d e http://www.ldhope.com/dyslexia.htm
  6. Giselia Souza dos Santos de Almeida. DISLEXIA: O GRANDE DESAFIO EM SALA DE AULA. REVISTA DON DOMÊNICO. 2009. http://www.faculdadedondomenico.edu.br/site/revista_don/artigo5_ed2.pdf
  7. http://www.faculdadedondomenico.edu.br/site/revista_don/artigo5_ed2.pdf
  8. http://www.ncld.org/disability-advocacy/learn-ld-laws/dsmv-opportunity-improved-practice
  9. http://www.understanding-learning-disabilities.com/types-of-dyslexia.html
  10. DUBOIS, Jean et ali. (1993). Dicionário de linguística. Direção e coordenação geral da tradução de Izidoro Blinstein. SP: Cultrix.
  11. "" 76.
  12. Meng, H; Smith SD, Hager K, Held M, Liu J, Olson RK, Pennington BF, DeFries JC, Gelernter J, O'Reilly-Pol T, Somlo S, Skudlarski P, Shaywitz SE, Shaywitz BA, Marchione K, Wang Y, Paramasivam M, LoTurco JJ, Page GP, Gruen JR. (November 22 2005). "DCDC2 is associated with reading disability and modulates neuronal development in the brain". Proceedings of the National Academy of Sciences 102 (47): 17053-8.
  13. Schumacher, J; Anthoni H, Dahdouh F, Konig IR, Hillmer AM, Kluck N, Manthey M, Plume E, Warnke A, Remschmidt H, Hulsmann J, Cichon S, Lindgren CM, Propping P, Zucchelli M, Ziegler A, Peyrard-Janvid M, Schulte-Korne G, Nothen MM, Kere J. (Jan 2006). "Strong genetic evidence of DCDC2 as a susceptibility gene for dyslexia". American Journal of Human Genetics 78 (1): 52-62.
  14. Causa da dislexia é genética, apontam especialistas Folha Online (08 de outubro de 2007). Visitado em 2007-10-08.
  15. Murphy, Martin F. Dyslexia, An Explanation. [S.l.]: Flyleaf Press, 2004.
  16. a b CONDEMARÍN, Mabel, BLOMQUIST, Marlys. (1989). Dislexia; manual de leitura corretiva. 3ª ed. Tradução de Ana Maria Netto Machado. Porto Alegre: Artes Médicas.
  17. GARCÍA, Jesus Nicasio. (1998). Manual de dificuldades de aprendizagem: linguagem, leitura, escrita e matemática. Tradução de Jussara Haubert Rodrigues. Porto Alegre: Artes Médicas. 1998, p.144
  18. http://www.faculdadedondomenico.edu.br/site/revista_don/artigo5_ed2.pdf
  19. ALLIENDE, Felipe, CONDEMARÍN, Mabel. (1987). Leitura: teoria, avaliação e desenvolvimento. Tradução de José Cláudio de Almeida Abreu. Porto Alegre: Artes Médicas.
  20. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12549782
  21. http://drauziovarella.com.br/clinica-geral/dislexia/
  22. Dislexia: o que é, como identificar e tratar Portal Educar para Crescer. Visitado em 03/05/2013.
  23. a b http://portaldoprofessor.mec.gov.br/conteudoJornal.html?idConteudo=452
  24. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmedhealth/PMH0002379/
  25. a b ELLIS, Andrew W. (1995). Leitura, escrita e dislexia: uma análise cognitiva. 2 ed. Tradução de Dayse Batista. Porto Alegre: Artes Médicas. 1995, p.19-28
  26. Berkhan O. (1917). "Uber die Wortblindheit, ein Stammeln im Sprechen und Schreiben, ein Fehl im Lesen". Neurologisches Centralblatt 36: 914-927.
  27. "" 15.
  28. Snowling, Margaret J.. (1996-11-02). "Dyslexia: a hundred years on". BMJ 313 (7065): 1096.
  29. Hinshelwood, J.. Congenital Word-blindness. [S.l.]: HK Lewis \& Co., ltd., 1917.
  30. Orton, ST. (1925). "'Word-blindness' in school children.". Archives of Neurology and Psychiatry 14: 285–516.
  31. Henry, MK. (1998). "Structured, sequential, multisensory teaching: The Perlow legacy". Annals of Dyslexia.
  32. Orton, S.T.. (1928). "Specific reading disability—strephosymbolia". Journal of the American Medical Association 90 (14): 1095-1099.
  33. Galaburda, A.M.; Menard, M.T.; Rosen, G.D.. (1994-08-16). "Evidence for Aberrant Auditory Anatomy in Developmental Dyslexia". Proceedings of the National Academy of Sciences 91 (17): 8010-8013.
  34. Lyytinen, Heikki; Erskine, Jane; Aro, Mikko; Richardson, Ulla. Blackwell Handbook of Language Development: Reading and reading disorders. [S.l.]: Blackwell, 2007. 454-474 pp. ISBN 9781405132534.
  35. MARTINS, Vicente. A dislexia em sala de aula . In PINTO, Maria Alice Leite. (Org.). Psicopedagogia: diversas faces, múltiplos olhares. São Paulo: Olho d"áGUA, 2003.

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • CAPOVILLA, A. G. S.; CAPOVILLA, F. C. Alfabetização: método fônico. São Paulo: Memnon, 2004.
  • CAPOVILLA, A. G. S. Compreendendo a dislexia: definição, avaliação e intervenção. Cadernos de Psicopedagogia, v. 1, n. 2, p. 36-59, 2002.
  • DUBOIS, Jean et alii. (1993). Dicionário de lingüística. SP: Cultrix.
  • DE OLIVIER, Lou (1999). A Escola Produtiva: Como detectar e tratar os problemas de aprendizagem e de ensinagem. São Paulo: Scortecci
  • HOUT, Anne Van, SESTIENNE, Francoise. (2001). Dislexias: descrição, avaliação, explicação e tratamento. 2ª ed. Tradução de Cláudia Schilling. Porto Alegre: Artes Médicas.
  • MARTINS, Vicente. (2002). Lingüística Aplicada às dificuldades de aprendizagem relacionadas com a linguagem: dislexia, disgrafia e disortografia. Disponível na Internet: http://sites.uol.com.br/vicente.martins/
  • ALLIENDE, Felipe, CONDEMARÍN, Mabel. (1987). Leitura: teoria, avaliação e desenvolvimento. Tradução de José Cláudio de Almeida Abreu. Porto Alegre: Artes Médicas.
  • ELLIS, Andrew W. (1995).Leitura, escrita e dislexia: uma analise cognitiva. 2ª edição. Tradução de Dayse Batista. Porto Alegre: Artes Médicas.
  • HARRIS, Theodore L, HODGES, Richard. (1999). Dicionário de alfabetização: vocabulário de leitura e escrita. Tradução de Beatriz Viégas-Faria. Porto Alegre: Artes Médicas
  • MONTEIRO, José Lemos. (2002). Morfologia portuguesa. Campinas: Pontes.
  • DE OLIVIER, Lou (2003). Disturbios de aprendizagem/comportamento: verdades que ninguém publicou. São Paulo: Scortecci
  • RODRIGUES, Norberto. (1999). Neurolingüística dos distúrbios da fala.. São Paulo: Cortez: EDUC (Fala viva; v.1)
  • YAVAS, Mehmet, HERNANDOREMA, Carmen L. Matzenauer. LAMPRECHT, Regina Ritter. (1991). Avaliação fonológica da criação: reeducação e terapia. Porto Alegre: Artes Médicas.
  • DE OLIVIER, Lou (2006). Distúrbios de aprendizagem e de comportamento: como detectar, entender e tratar os problemas de aprendizagem. Rio de Janeiro: WAK

Ligações externas[editar | editar código-fonte]