Ataque de pânico

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Ataque de pânico
Classificação e recursos externos
CID-10 F41.0
CID-9 300.01
MeSH D016584
Star of life caution.svg Aviso médico

Um ataque de pânico, também conhecido como crise de pânico ou crise de ansiedade, é um período de intenso medo ou desconforto, tipicamente abrupto. Os sintomas (variam de pessoa para pessoa e são no mínimo cinco para ser considerada uma crise) incluem tremores, calafrios, sensação de desespero, desrealização ou despersonalização, ondas de calor, dificuldade em respirar, palpitações do coração, náuseas e tontura. A desordem difere de outros tipos de ansiedade na medida em que o ataque de pânico acontece de forma súbita, parece não ter sido provocado e é geralmente incapacitante.[1]

Na maioria das vezes, aqueles que têm um ataque de pânico provavelmente terão outros. Pessoas que têm ataques repetidamente ou possuem uma ansiedade severa de ter outro ataque ou possuem o chamado transtorno do pânico. Nesses casos, a pessoa passa também a ter fobia (reversível) dos lugares em que teve as crises.

Descrição e sintomas[editar | editar código-fonte]

Muitos dos que sofrem de ataques de pânico relatam medo repentino da morte, um "estado de loucura" ou uma perda de controle das emoções e do comportamento, sensação de estar tendo um ataque cardíaco, "visão piscando", sensação de desmaio, náuseas, sensação de dormência em todo o corpo e respiração pesada (e, quase sempre, hiperventilação). Muitas pessoas também relatam "visão de túnel" (perda da visão periférica), devido à reação de defesa do corpo que faz com que o fluxo de sangue saia da cabeça para as partes mais críticas durante o ataque. As experiências geralmente provocam uma forte urgência de escapar ou se ver distante do local onde o ataque começou (a reação de lutar ou fugir) e, quando associadas a dores no peito ou falta de ar, podem necessitar de tratamento médico de urgência, pelos sintomas apresentados. Durante o ataque, costuma haver uma "inundação" de hormônios no corpo, principalmente de adrenalina.[2]

Um ataque de pânico é uma resposta do sistema nervoso simpático (SNS). Os sintomas mais comuns podem incluir tremores, dispneia (falta de ar), palpitações, dor torácica (ou aperto no peito), ondas de calor, ondas de frio, sensação de queimação (particularmente na área facial ou pescoço), sudorese, náuseas, tonturas (ou vertigem de baixa intensidade), tonturas, hiperventilação, parestesia (formigamento), sensação de asfixia ou sufocamento, dificuldade de movimentação e desrealização.[3]

Muitas vezes, falta de ar e dor no peito são os sintomas predominantes, e, por esse motivo, a pessoa acredita erroneamente que está tendo um ataque cardíaco, precisando ir ao pronto-socorro. Como a maioria dos sintomas descritos são os mesmos de doenças cardiovasculares, o ataque de pânico é um diagnóstico de exclusão (outras hipóteses são consideradas primeiro) até que um eletrocardiograma e uma avaliação de saúde mental sejam realizadas.

O ataque de pânico é distinguível de outras formas de ansiedade por sua natureza repentina. Ataques de pânico geralmente são sofridos por pessoas que sofrem de outras desordens relacionadas à ansiedade (são secundários a outras doenças e não uma doença à parte) e nem sempre são indicativos de uma desordem mental. Cerca de dez por cento das pessoas saudáveis sofrem um ataque de pânico isolado por ano.[2]

Uma pessoa que sofre de alguma fobia tende a ter ataques de pânico quando exposta diretamente ao objeto. Esses ataques são geralmente curtos e desaparecem rapidamente quando a exposição ao objeto também desaparece. Em condições de ansiedade crônica, um ataque de pânico pode levar a outro, levando a uma exaustão nervosa por um período de dias.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Star of life caution.svg
Advertência: A Wikipédia não é consultório médico nem farmácia.
Se necessita de ajuda, consulte um profissional de saúde.
As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento.

Apesar de um mal terrível e uma experiência extremamente desconfortante, é preciso salientar que a grande maioria das pessoas que recebem tratamento adequado livram-se dos sintomas através de medicamentos específicos, e também das fobias, através de uma boa terapia de acompanhamento; podendo retornar a uma vida normal, com muito mais comprometimento consigo mesmas.

A pessoa que sofre ou sofreu de pânico muda sua visão de mundo, direcionando a sensibilidade que lhe é peculiar para o lado positivo da vida. É importante saber que os ditos calmantes apenas livram a pessoa dos sintomas agudos, a curto prazo, mas o que realmente estabiliza os neurotransmissores, levando a uma remissão total dos sintomas físicos e psíquicos, são os antidepressivos, que causam dependência e restabelecem os níveis normais de serotonina no cérebro, fazendo com que este reaprenda a produzí-la.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Psicosite
  2. a b Bourne, E. (2005). The Anxiety and Phobia Workbook, 4th Edition: New Harbinger Press.
  3. Klerman, Gerald L.; Hirschfeld, Robert M. A.; Weissman, Myrna M.. In: Gerald L.. Panic Anxiety and Its Treatments: Report of the World Psychiatric Association Presidential Educational Program Task Force (em inglês). [S.l.]: American Psychiatric Association, 1993. p. 44. ISBN 978-0-88048-684-2

Ligações externas[editar | editar código-fonte]