Depressão pós-parto

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Depressão pós-parto
Classificação e recursos externos
CID-10 F53.0
CID-9 648.4
MedlinePlus 007215
Star of life caution.svg Aviso médico

A depressão pós-parto (DPP) é uma forma de depressão que afeta mulheres após terem dado a luz a um bebê. Estima-se que cerca de 60% das novas mães passam por uma forte melancolia após o parto conhecida internacionalmente como baby blues. No Brasil cerca de 40% desenvolvem depressão sendo que 10% apresentem a sua forma mais severa. Recomenda-se que uma psicoterapia seja iniciada o mais rápido possível.1

É comum que pais também tenham sintomas de depressão em 25,5% dos casos.2 O Edinburg PostNatal Depression Scale (EPDS) pode ser usado para identificar a presença da DPP.

Causas[editar | editar código-fonte]

A depressão pós-parto, assim como a maioria dos transtornos psicológicos, tem como causas fatores biológicos, psicológicos e sociais. Caso a mãe já apresente depressão antes do parto é provável que ocorra seu agravamento. As grandes alterações hormonais durante a gravidez e a diminuição após o parto são um dos principais responsáveis porém existe uma clara relação entre o suporte social principalmente do parceiro e família, do planejamento da gravidez, de problemas de saúde da criança, dificuldade em voltar ao trabalho, dificuldade sócio-econômica e estado civil com a presença e gravidade da depressão.3

No Brasil estudos nacionais tem encontrado uma prevalência por volta de 40%, enquanto a americana de 60%.

Sintomas[editar | editar código-fonte]

Alguns dos sintomas mais comuns são4 :

  • Tristeza
  • Desesperança
  • Baixa auto-estima
  • Culpa
  • Anedonia
  • Distúrbios de sono
  • Distúrbios na alimentação
  • Cansaço e falta de energia
  • Desinteresse sexual
  • Aumento na ansiedade
  • Irritabilidade
  • Sentimento de incompetência
  • Isolamento social

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Pode ser tratada com Inibidor seletivo de recaptação de serotonina porém como a maioria dos antidepressivos passam para o leite materno é necessário o uso de substitutos adequados. Logo a psicoterapia é o tratamento mais recomendado. Para mães que preferem resultados mais rápidos a terapia cognitivo-comportamental e a terapia analítico-comportamental demoram por volta de 6 meses.

Uma alimentação adequada, rica em Omega 3 e sais minerais, e exercícios também são importantes para melhorar o humor e a saúde em geral.

Psicose pós-parto[editar | editar código-fonte]

Existem também o risco de psicose pós-parto, estimado entre 2 e 4 a cada 1000 partos. Muito mais grave que a depressão, na psicose a perda de contato com a realidade que pode incluir alucinação, delírios, fala desorganizada, humor instável, medo patológico e comportamentos violentos contra si e contra os outros. Pode ser necessário a internação.5

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Erika Harvey (2002) Depressão Pós-parto. (Livro) São Paulo, Ágora. Tradução: Renata Bagnolesi.
  2. Focusing on Depression in Expectant and New Fathers Prenatal and Postpartum Depression Not Limited to Mothers By James F. Paulson, PhD | 6 de Fevereiro de 2010 [1]
  3. SCHWENGBER, Daniela Delias de Sousa and PICCININI, Cesar Augusto. O impacto da depressão pós-parto para a interação mãe-bebê. Estud. psicol. (Natal) [online]. 2003, vol.8, n.3 [cited 2010-10-02], pp. 403-411 . Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-294X2003000300007&lng=en&nrm=iso>. ISSN 1413-294X. doi: 10.1590/S1413-294X2003000300007.
  4. The Boston Women's Health Book Collective: Our Bodies Ourselves, pages 489–491, New York: Touchstone Book, 2005
  5. Souza, C. A. C., Burtet, C. M., & Busnello, E. A. D. (1997). A gravidez como condição de saúde mental e de doença psiquiátrica. Revista Científica Maternidade, Infância e Ginecologia, 17(1), 38-47.
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