Aborto espontâneo

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Aborto espontâneo ou Interrupção involuntária da gravidez (IIG) é o término acidental de uma gravidez com menos de vinte semanas de gestação.[1] A causa mais comum é um defeito cromossômico no embrião ou feto que impede seu desenvolvimento natural. O defeito pode ser hereditário, causado pela exposição da mãe a certos medicamentos ou radiação, ou resultar de doenças infecciosas.

O primeiro sintoma de um aborto espontâneo é sangramento vaginal. Isto requer atenção médica imediata. Um feto nascido após cerca de vinte semanas de gestação é chamado natimorto (se nascido morto) ou prematuro (se nascido vivo).

O segundo sintoma são cólicas abdominais,seguidos de contrações uterinas com grande frequências e dores fortes,e depois de ter ocorrido todos esses sintomas a genitora sente vontade forte de urinar e defecar e assim acontece a eliminação do feto (ou embrião).

Muitas vezes, porém, a gestante necessita sofrer uma curetagem.

Causas[editar | editar código-fonte]

  • Anormalidades cromossômicas - as anomalias cromossômicas são as causas mais comuns de abortamento no primeiro trimestre da gestação, geralmente com a morte do embrião antecedendo a sua expulsão. Respondem por cerca de 50% dos abortamentos espontâneos, subclínicos ou clinicamente reconhecidos. As trissomias são observadas em aproximadamente 70% das oportunidades, as monossomias do par sexual em 15 a 25% e as poliploidias em cerca de 5% dos abortamentos motivados por cromossomopatias. As anormalidades autossômicas estruturais, como as deleções, os reagrupamentos, as inversões e as translocações, também evoluem, no mais das vezes, para o abortamento.[2]
  • Etiologia mendeliana, poligênica e multifatorial - em 30 a 50% das perdas fetais no primeiro trimestre não são demonstradas anormalidades genéticas. A maior parte destes abortamentos estão relacionados a alterações estruturais secundárias às anormalidades poligênicas. As anormalidades estruturais mais frequentes são as translocações (5% dos abortamentos habituais), inversões, deleções e duplicações.
  • Infecções[2] - diversas infecções são aceitas atualmente como etiologia do abortamento. Os micro-organismos e situações clínicas frequentemente relacionados ao abortamento espontâneo são: rubéola, varíola, malária, Salmonella typhi, Citomegalovírus, brucelose, toxoplasmose, Mycoplasma hominis, clamídia e Ureaplasma urealyticum. A infecção transplacentária sem dúvida pode ocorrer com qualquer destes micro-organismos e perdas fetais esporádicas podem ser causadas pelos mesmos, embora a comprovação histopatológica seja rara e o tratamento com antibióticos nem sempre seja efetivo.
  • Alterações anatômicas - nesse grupo, os maiores responsáveis por interrupção precoce da gravidez são a incompetência istmocervical, os miomas, as malformações uterinas[2] e as sinéquias uterinas (síndrome de Asherman)[2] .
  • Doenças endócrinas
  • Insuficiência lútea
  • Tireoidopatias[2]
  • Diabetes[2]
  • Mecanismos imunológicos
  • Drogas, agentes químicos e outros agentes ambientais[2]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

MARKHAM, Úrsula - Aborto espontâneo. Editora Summus, 2004 ISBN 8571838224

Ver também[editar | editar código-fonte]

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