Gravidez ectópica

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Gravidez ectópica
Vista cirúrgica de uma gravidez tubária.
Classificação e recursos externos
CID-10 O00.0.
CID-9 633
MedlinePlus 000895
MeSH D011271
Star of life caution.svg Aviso médico

A gravidez ectópica é uma complicação da gravidez, na qual o embrião se implanta fora da cavidade uterina. Raramente continuar com a gravidez é viável e há risco de hemorragia fatal para a mãe sem uma cirurgia para retirar o embrião. Geralmente a implantação se dá nas tubas uterinas, chamada gravidez tubária, porém a implantação também pode ocorrer na cavidade abdominal, nos ovários ou no cérvix. Ocorre em cerca de 1% das gravidezes.[1]

Causas[editar | editar código-fonte]

As causas mais comuns são todos os fatores que impedem a passagem do óvulo para a cavidade uterina como[2] como:

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Por vezes a gravidez ectópica pode não ser notada, e os primeiros sintomas podem incluir:

  • Atraso menstrual;
  • Sangramento vaginal e;
  • Dor pélvica.

Ocorrendo a ruptura da gravidez ectópica, há hemorragia dentro da cavidade abdominal, com ocorrência de dor abdominal de intensidades variáveis, além de tonturas, dor no pescoço, ombro e desmaio[2] .

Fatores de risco[editar | editar código-fonte]

Um histórico de abortos anteriores, tanto naturais quanto induzidos, aumenta o risco de gravidez ectópica. Fazer outras cirurgias abdominais também aumenta o risco, especialmente quando há complicações. É comum ter múltiplas gravidezes ectópicas, com um nível de re-incidência de mais de 30%. Também é mais comum antes dos 20 anos e depois dos 40. A maioria das gestações ectópicas ocorre nas trompas em porções distais, principalmente na ampola. [3]

Complicações[editar | editar código-fonte]

A gravidez ectópica geralmente sofre interrupção (ruptura) entre 6 e 12 semanas dependendo do local onde está implantada. Os exames solicitados são exames de sangue para determinar a perda sanguínea e a presença de infecção e a ecografia pélvica transvaginal além do próprio exame de gravidez e laparoscopia.[2] .

Prevenção[editar | editar código-fonte]

Prevenção da gravidez ectópica esta diretamente ligada ao tratamento das doenças sexualmente transmissíveis, o uso de camisinha e planejar a gravidez para entre os 20 e 40 anos. Caso já esteja grávida é importante fazer um exame para verificar as condições do feto logo nos primeiros meses.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

No início da gravidez existe a possibilidade de usar medicamentos como metotrexato para que o embrião seja re-absorvido pela mãe ou expelido na menstruação. Complicações como hemorragia interna precisam ser tratadas com cirurgia de emergência e são risco para a vida da mãe. O tratamento cirúrgico em casos leves, pode ser convencional, envolvendo a retirada apena da gravidez ou pode ser mais radical e retirar todo o tubo afetado, reduzindo os riscos de outra gravidez ectópica, mas também reduzindo as chances de uma nova gravidez. Geralmente é realizado por laparoscopia com laparotomia.[2]

Em raríssimos casos, antes do primeiro mês de gravidez, pode ser possível transplantar com sucesso o embrião ao útero, mas é raro descobrir uma gravidez antes do primeiro mês. Porém apenas dois casos foram bem sucedidos e frequentemente envolvem maiores riscos para a vida da mãe.[4]

Caso raro[editar | editar código-fonte]

Um fato curioso aconteceu em 2011, quando foi descoberto que uma mulher, por conta de uma gravidez ectópica, carregou um bebê dentro de si por 46 anos. Quando foi retirado, o bebê estava calcificado.[5]

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Referências

  1. Page EW, Villee CA, Villee DB. Human Reproduction, 2nd Edition. W. B. Saunders, Philadelphia, 1976. p. 211. ISBN 0-7216-7042-3.
  2. a b c d ABC da saúde
  3. http://www.bestbets.org/bets/bet.php?id=921
  4. C J Wallace (1917). "Transplantations of Ectopic Pregnancy from Fallopian Tube to Cavity of the Uterus". Surgery, Gynecology, and Obstetrics with International Abstract of Surgery 24 (1).
  5. megacurioso.com.br/ Conheça a história da mulher que ficou grávida por 46 anos