Artrite reativa

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Artrite reativa
Classificação e recursos externos
CID-10 M02
CID-9 711
DiseasesDB 29524
eMedicine med/1998
MeSH C01.539.100.500
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Artrite reativa ou Síndrome de Reiter é uma doença reumática em resposta a uma infecção em outra parte do corpo. Afeta entre 1 e 4% dos pacientes após uma infecção bacteriana aguda intestinal ou urogenital e é mais comum em homens entre 20 e 40 anos.[1]

Esta síndrome foi descrita pela primeira vez em 1916, a partir de prisioneiros de guerra da Primeira Grande Guerra.

Causa[editar | editar código-fonte]

Frequentemente é causada por infecção bacterianas como por Campylobacter, Chlamydia trachomatis, Shigella ou Salmonella. A afecção é mais comum em adultos jovens. A artrite é assimétrica e afeta, principalmente, as articulações dos pés, joelhos e tornozelos.

Conjuntivite e artrite aparecem, habitualmente, cerca de 3 semanas após uma infecção intestinal ou urinária. A Clamydia trachomatis é provavelmente o mais agente infeccioso urogenital mais frequente, enquanto os agentes infecciosos intestinais mais frequentes são o Shigella, a Salmonella e o Campylobacter.[2]


Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

É caracteriza-se pelo aparecimento repentino de inflamações assimétricas reativas da área ao redor das articulações e acompanhados de envolvimento da pele, mucosas, olhos e das vias urinárias.

Os sintomas mais freqüentes são:

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

Não existe nenhum exame específico para a doença, porém a constatação do antígeno HLA-B27 em um homem jovem com alterações psoriasiformes, associadas a infecções oculares e articulares, ajuda a estabelecer o diagnóstico.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

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Conforme a causa e severidade pode ser tratada com anti-inflamatórios e analgésicos como paracetamol ou imunossupressores como metotrexato. Mesmo sem tratamento específico, costuma ser auto-limitada, melhorando após 3 a 12 meses, sendo raramente fatal mesmo em pacientes debilitados. Porém, tem alta chance de voltar, re-aparecendo em 15 a 50% dos pacientes.[3]

Geralmente, as lesões cutâneas apresentam o aspecto psoriasiforme e as plantas dos pés são especialmente comprometidas, onde recebem o nome de keratoma blennorhagica. Também podem ocorrer no pênis e escroto. Balanite circinada é o mais comum dos achados cutâneos. As unhas também podem ser afetadas, com o aparecimento de uma hiperceratose sub-unqueal e algumas vezes onicolise, lembrando o Psoriasis, no entanto as depressões características do Psoríase não são encontradas. Uretrite e prostatite podem ser freqüentemente encontrados. A lesão ocular dominante da Síndrome é a conjuntivite, de intensidade variável, que regride, habitualmente, com facilidade.

O uso de antibióticos pode ser desnecessário em caso de infecções leves que o próprio organismo consegue eliminar (como shigelose).

Exercícios e fisioterapia associados ao uso de anti-inflamatórios não-esteroides são importantes adjuvantes.

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