Espondilite anquilosante

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Espondilite anquilosante
Classificação e recursos externos
CID-10 M08.1, M45
CID-9 720.0
OMIM 106300
DiseasesDB 728
MedlinePlus 000420
eMedicine radio/41
MeSH D013167
Star of life caution.svg Aviso médico

A espondilite anquilosante é um tipo de inflamação dos tecidos conectivos, que por vez é responsável por uma inflamação das articulações da coluna e grandes articulações, como os quadris, ombros e outras regiões. A doença não possui cura, mas com tratamento precoce pode ser bem tolerada.

É uma doença inflamatória, de etiologia desconhecida, caracterizando-se pelo acometimento da coluna vertebral e sacroilíacas. Ascendentes, podendo atingir todos os segmentos vertebrais, causando limitação dos movimentos e invalidez. Ocorre lesão das articulações sinoviais e os ligamentos adjacentes às vértebras, especialmente nos pontos de inserção (enteses).

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

Deriva do grego: spondylos (vértebra) e ankylos (enrijecimento). É uma doença inflamatória sistêmica crônica, que afeta a coluna vertebral em indivíduos geneticamente predispostos. Ocorre também entesites, fusão bilateral da articulação sacroilíaca. A doença possui incidência maior em homens (4H:1M). É caracteristicamente doença de jovem, tendo o seu início na adolescência, podendo surgir até os 30 anos de idade. O HLA-B27 está presente em até 80% dos casos. Em negros a incidência é rara. É 30 vezes mais comum nos parentes dos pacientes do que na população em geral.

Patogênese[editar | editar código-fonte]

O fato de ser uma doença inflamatória, por vezes febril, induz à suposição de uma causa infecciosa. Argumentos favoráveis a suspeita:

  1. Presença de Klebsiella pneumoniae em fezes de pacientes com EA
  2. Sorologia positiva para Klebsiella, Salmonella e Shiguella em soro de paciente com EA
  3. Presença de sacroileíte e espondilite pós-infecções intestinais
  4. Sequência de aminoácidos de enterobactérias idênticas à sequência do HLA-BR27
  5. Descoberta de ratos transgênicos B27 que não tem artrite, quando vivem em meio estéril.

Possui relação com HLA-B27 e a prevalência destacada em jovens do sexo masculino, leva a inclusão dos hormônios sexuais como participantes da etiopatogênese. Aumento de interleucinas (IL-6, IL-beta), fator de necrose tumoral (TNF-alfa), fator transformador de crescimento beta (TGF-beta) e fator produtor de angiogênese da célula endotelial (EPAF).

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Os principais sinais e sintomas são: dor lombar, predominantemente noturna; artrite periférica; talalgia; dorsalgia; cervicalgia; costalgia; uveíte; insuficiência aórtica, BAV ou bloqueio de ramo; pneumopatia apical; nefropatia.

Uveíte anterior em 25%, em qualquer época, geralmente unilateral e de início agudo. Comprometimento cardiovascular é raro (aortite ascendente, insuficiência valvular aórtica, defeitos de condução, cardiomegalia e pericardite) e pode ser assintomático. Pneumopatias também são raras e de aparecimento tardio (fibrose apical, bilateral, podendo tornar-se cística) pode ocorrer infecção por Aspergillus. Acometimento neurológico ocorre por fraturas ou instabilidade vertebral, compressão ou inflamação. Luxação ou subluxação atlanto-axial, atlanto-occiptal e subluxação cranial do odontoide.

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

Não existe nenhum exame direto para diagnosticar a espondilite anquilosante. Um exame clínico e exames de raio-X da coluna, que mostrem mudanças espinhais características e sacroileíte, são as principais ferramentas de diagnóstico. Dor lombar persistindo por >3 meses, que melhora com exercício e não melhora com repouso, rigidez lombar de repouso e diminuição da expansibilidade torácica também são observados no exame clínico.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

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O tratamento se baseia em medicação, cirurgia e fisioterapia. Apesar de que é bastante importante um bom acompanhamento médico, já que em alguns dos casos o que prejudica ainda mais a doença é o aspecto psicológico do paciente, uma vez que pode trazer vários agravamentos pela própria conformidade em não a aceitar, já que a postura e as suas limitações não são visíveis e vai debilitando lentamente

Medicação[editar | editar código-fonte]

Podem ser receitados analgésicos ou anti-inflamatórios não esteroides, mas no caso dos sintomas não melhorarem será medicado drogas imunossupressoras que agem na diminuição da inflamação.

Cirurgia[editar | editar código-fonte]

Podem ser realizados procedimentos cirúrgicos, particularmente para reposicionamento das articulações dos joelhos e quadril.

Reabilitação[editar | editar código-fonte]

Orientação doméstica quanto a postura, para se evitar vícios, exercícios físicos, respiratórios e localizados para membros, e de extensão para a coluna. A fisioterapia regular é essencial no tratamento deste paciente. Ocorre continuamente depósito de tecido fibroso, como resultado de uma grande inflamação e a fisioterapia regular com um programa de exercícios monitorizados, "molda" o tecido fibroso ao longo das linhas de pressão que não restringem os movimentos do paciente.

O objetivo do trabalho da fisioterapia é: aliviar a dor; minimizar deformidades; mobilizar as articulações que foram afetas e reassumir a forma física.

Prognóstico[editar | editar código-fonte]

A espondilite anquilosante é uma doença altamente incapacitante. Quadro de evolução varia muito de acordo com a evolução e diagnóstico precoce. Apenas 25% evoluem para anquilose total da coluna, qualidade de vida e a sexualidade podem ser comprometidas. Pode ocorrer morte súbita devido a lesões em C1 – C2. Pode também levar os pacientes a depressões e a um grande mal-estar no dia a dia se não tiver um bom acompanhamento médico, bem como acompanhamento familiar.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Cecil, Tratado de Medicina Interna, Vol.1, 20ª Ed.
  • Espondiloartropatias Soronegativas, Série “Diagnóstico e Tratamento Atual de Doenças Reumáticas” – Fascículo 8 – Parte I e II.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]