Espondilite anquilosante

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Searchtool.svg
Esta página ou secção foi marcada para revisão, devido a inconsistências e/ou dados de confiabilidade duvidosa. Se tem algum conhecimento sobre o tema, por favor verifique e melhore a consistência e o rigor deste artigo. Pode encontrar ajuda no WikiProjeto Medicina.

Se existir um WikiProjeto mais adequado, por favor corrija esta predefinição. Este artigo está para revisão desde maio de 2015.

Ambox rewrite.svg
Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo Se tem algum conhecimento sobre o tema, por favor verifique e melhore a consistência e o rigor deste artigo. Pode encontrar ajuda no WikiProjeto Medicina.

Se existir um WikiProjeto mais adequado, por favor corrija esta predefinição.

Espondilite anquilosante
Classificação e recursos externos
CID-10 M08.1, M45
CID-9 720.0
OMIM 106300
DiseasesDB 728
MedlinePlus 000420
eMedicine radio/41
MeSH D013167
Star of life caution.svg Aviso médico

A espondilite anquilosante é uma doença inflamatória crônica que acomete preferencialmente articulações da coluna vertebral e sacroilíacas e, em menor frequência, articulações periféricas e estruturas extra-articulares. A doença não possui cura, mas com tratamento precoce pode ser bem tolerada.

Seu nome deriva do grego spondylos (vértebra) e ankylos (enrijecimento). É classicamente descrita como uma artropatia ascendente, podendo atingir todos os segmentos vertebrais, com consequente limitação dos movimentos e invalidez. Ocorre lesão das articulações sinoviais e os ligamentos adjacentes às vértebras, especialmente nos pontos de inserção (ênteses).

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

A doença possui incidência maior em homens (3H:1M) e suas manifestações iniciais caracteristicamente surgem em adultos jovens, com pico entre 20 e 30 anos de idade. O HLA-B27 está presente em até 90% dos casos.

Em negros a incidência é rara. É 30 vezes mais comum em parentes de pacientes afetados do que na população geral.

Patogênese[editar | editar código-fonte]

É uma doença inflamatória sistêmica crônica que afeta a coluna vertebral em indivíduos geneticamente predispostos. Ocorrem também entesites, fusão bilateral da articulação sacroilíaca.

O fato de ser uma doença inflamatória, por vezes febril, induz à suposição de uma causa infecciosa. Argumentos favoráveis a suspeita:

  1. Presença de Klebsiella pneumoniae em fezes de pacientes com EA
  2. Sorologia positiva para Klebsiella, Salmonella e Shiguella em soro de paciente com EA
  3. Presença de sacroileíte e espondilite pós-infecções intestinais
  4. Sequência de aminoácidos de enterobactérias idênticas à sequência do HLA-B27
  5. Descoberta de ratos transgênicos B27 que não tem artrite, quando vivem em meio estéril.

Possui relação com HLA-B27 e a prevalência destacada em jovens do sexo masculino, leva a inclusão dos hormônios sexuais como participantes da etiopatogênese.

Aumento de interleucinas (IL-6, IL-beta), fator de necrose tumoral (TNF-alfa), fator transformador de crescimento beta (TGF-beta) e fator produtor de angiogênese da célula endotelial (EPAF).

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Os principais sinais e sintomas são: dor lombar, predominantemente noturna; artrite periférica; talalgia; dorsalgia; cervicalgia; costalgia; uveíte; insuficiência aórtica, BAV ou bloqueio de ramo; pneumopatia apical; nefropatia.

Uveíte anterior em 25%, em qualquer época, geralmente unilateral e de início agudo. Comprometimento cardiovascular é raro (aortite ascendente, insuficiência valvular aórtica, defeitos de condução, cardiomegalia e pericardite) e pode ser assintomático. Pneumopatias também são raras e de aparecimento tardio (fibrose apical, bilateral, podendo tornar-se cística) pode ocorrer infecção por Aspergillus. Acometimento neurológico ocorre por fraturas ou instabilidade vertebral, compressão ou inflamação. Luxação ou subluxação atlanto-axial, atlanto-occiptal e subluxação cranial do odontoide.

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

Não existe nenhum exame direto para diagnosticar a espondilite anquilosante. O exame clínico e exames de raio-X da coluna, que mostrem alterações espinais características e sacroileíte, são as principais ferramentas de diagnóstico. Dor lombar persistindo por mais de 3 meses, que melhora com exercício e não melhora com repouso, rigidez lombar de repouso e diminuição da expansibilidade torácica também são observados no exame clínico.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Star of life caution.svg
Advertência: A Wikipédia não é consultório médico nem farmácia.
Se necessita de ajuda, consulte um profissional de saúde.
As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento.

O tratamento objetiva a melhora dos sintomas, a manutenção da capacidade funcional e a prevenção de complicações. A fisioterapia em conjunto com a quiropraxia e a terapia farmacológica são as principais modalidades, restando o tratamento cirúrgico para casos selecionados. Apesar da importância do acompanhamento médico adequado, há casos em que o aspecto psicológico é de grande relevância, tendo em vista as limitações impostas pela condição, de instalação lenta e progressiva.

Medicação[editar | editar código-fonte]

Podem ser empregados analgésicos ou anti-inflamatórios não esteroides, e de acordo com critérios clínicos, drogas antirreumáticas modificadoras de doença, com destaque para os antagonistas do TNF-alfa.

Reabilitação[editar | editar código-fonte]

Orientação doméstica quanto a postura, para se evitar vícios, exercícios físicos, respiratórios e localizados para membros, e de extensão para a coluna.

A fisioterapia regular é essencial no tratamento deste paciente.

Ocorre continuamente depósito de tecido fibroso, como resultado de uma grande inflamação e a fisioterapia regular com um programa de exercícios monitorizados, "molda" o tecido fibroso ao longo das linhas de pressão que não restringem os movimentos do paciente.

O objetivo do trabalho da fisioterapia é: aliviar a dor; minimizar deformidades; mobilizar as articulações que foram afetas e reassumir a forma física.

Prognóstico[editar | editar código-fonte]

A espondilite anquilosante é uma doença altamente incapacitante. Quadro de evolução varia muito de acordo com a evolução e diagnóstico precoce. Apenas 25% evoluem para anquilose total da coluna. A qualidade de vida e a sexualidade podem ser comprometidas. Pode ocorrer morte súbita devido a lesões em C1 – C2. Pode também levar os pacientes a depressão e a um grande mal-estar no dia a dia se não tiver um bom acompanhamento médico, bem como acompanhamento familiar.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Cecil, Tratado de Medicina Interna, Vol.1, 20ª Ed.
  • Espondiloartropatias Soronegativas, Série “Diagnóstico e Tratamento Atual de Doenças Reumáticas” – Fascículo 8 – Parte I e II.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]