Diabetes gestacional

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Diabetes mellitus gestacional (DMG) é definida como algum grau de intolerância a glicose que foi primeiramente reconhecida durante a gravidez.

É também uma condição em que a placenta produz uma quantidade elevada de hormônios que impedem a insulina de transportar a glicose do meio extracelular para o intracelular.

São vários os critérios para diagnóstico da DMG, mas recomenda-se utilizar o da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Fisiopatologia[editar | editar código-fonte]

DMG é fisiopatologicamente similar ao Diabetes Mellitus tipo 2. Aproximadamente 90% das pacientes com DMG tem uma deficiência de receptores de insulina (prévia a gestação). Como na DM tipo 2, as mulheres que desenvolvem a DMG são aquelas com sobrepeso ou obesidade. As pacientes têm um apetite aumentado, secundário ao excesso de insulina. Assim, um círculo vicioso de excesso de apetite com um ganho de peso ocorre.

Rastreamento[editar | editar código-fonte]

Todas as mulheres grávidas devem realizar exame de dosagem de glicose plasmática em jejum (GPJ) na primeira consulta de pré-natal. As que apresentarem GPJ acima de 126 mg/dl, confirmado em outro exame no dia subsequente, têm o critério de diabetes gestacional. As pacientes que apresentarem GPJ acima de 85 mg/dl, independente dos fatores de risco, devem ser submetidas ao Teste Oral de Tolerância a Glicose (75g/2 horas - Padrão MS/OMS), para confirmação diagnóstica.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

O tratamento geralmente é dieta e exercício. Nos poucos casos em que a dieta e o exercício não são suficientes para o controle glicêmico, o tratamento é realizado com insulina. O uso de hipoglicemiantes orais é contra-indicado durante a gravidez. A gestante deve ser acompanhanda no pré-natal de alto risco.


Resultados para o bebê[editar | editar código-fonte]

Os bebês nascem em média com 3,5 Kg, mas as pacientes portadoras de DMG pode ter seu filho chegando até 5 Kg. O aumento de peso do Bebê acontece, pois a taxa de insulina e glicose estão altas no bebê, propiciando o aumento de peso. As pacientes portadoras da DMG por ter excesso de glicose no sangue acabam transmitindo um nível muito alto deste substrato para o bebê, obrigando-o a produzir muita insulina, fato que o protege da hiperglicemia durante a gravidez. Ao termino da 36º semana, se a taxa de glicemia materna continuar fora dos padrões gestacionais, significa que o nível de insulina produzidos pelo bebê estão altos também. Após o trabalho de parto, com o corte do cordão umbilical, ele não mais receberá o alto nível de glicose(da mãe), mas ainda terá um alto nível de insulina, o que provocará a hipoglicemia, podendo causar a morte do bebê.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]