Prova de tolerância à glicose oral

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A prova de tolerância à glicose oral (PTGO), ou teste de tolerância à glicose (TTG) ou ainda teste oral de tolerância à glicose (TOTG), é um exame laboratorial que tem como objetivo a identificação de resistência à insulina. O teste é realizado com várias coletas de sangue. A primeira em jejum e as outras 30, 60, 90, 120 minutos após a ingestão de dextrosol (glicose anidra).

O fundamento do teste é dosar a glicose nestes intervalos e avaliar se a glicose está sendo metabolizada pela insulina (cuja função é transportar a glicose para dentro das células e tecidos, diminuindo sua concentração no sangue).

Quando a insulina não age de forma correta, diz-se que o paciente tem Resistência à Insulina. Se essa resistência for muito acentuada o paciente pode desenvolver diabetes mellitus tipo II, sendo, neste caso, necessário tratamento.

A primeira opção de tratamento é sempre controle da dieta e prática de exercícios físicos. Quando esse tratamento não funciona é necessária a administração de hipoglicemiantes orais e, em situações mais graves, é necessária a administração de insulina.

Avaliação[editar | editar código-fonte]

Critérios de diagnóstico da diabetes[1] [2]
Condição Glicemia P às 2h Glicemia P jejum HbA1c
mmol/l(mg/dl) mmol/l(mg/dl) %
Normal <7,8 (<140) <6,1 (<110) <6,0
Anomalia da glicemia em jejum (AGJ) <7,8 (<140) ≥ 6,1(≥110) & <7,0(<126) 6,0–6,4
Anomalia da tolerância à glicose (ATG) ≥7,8 (≥140) <7,0 (<126) 6,0–6,4
Diabetes mellitus ≥11,1 (≥200) ≥7,0 (≥126) ≥6,5

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]