Insônia

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Insônia
Classificação e recursos externos
CID-10 F51.0, G47.0
CID-9 307.42, 307.41, 780.51, 780.52
Star of life caution.svg Aviso médico

A insônia (português brasileiro) ou insónia (português europeu) é um dissonia caracterizada pela dificuldade em iniciar e/ou manter o sono e pela sensação de não ter um sono reparador durante pelo menos um mês causando prejuízo significativo em áreas importantes da vida do indivíduo. Do ponto de vista polissonográfico, é acompanhada de alterações na indução, na continuidade e na estrutura do sono. Geralmente aparece no adulto jovem, é mais frequente na mulher e tem um desenvolvimento crônico.[1] É o transtorno de sono mais comum, respondendo por cerca de 25% das buscas em clínicas especializadas em tratamento de problemas do sono. Cerca de metade dos pacientes com insônia também tem depressão maior.[2]

Frequentemente o paciente com diagnóstico de insônia primária apresenta dificuldade para começar a dormir e acorda seguidamente durante a noite, sendo incomum uma queixa isolada de sono não reparador.

Classificação[editar | editar código-fonte]

Classificação por origem[editar | editar código-fonte]

Segundo o dicionário de saúde mental (DSM IV) a insônia pode ser classificada como primária ou secundária. Primária quando ela é a principal doença e secundária quando ela for sintoma de outra doença ou efeito colateral de um medicamento. A insônia como sintoma de outro transtorno psiquiátrico é duas vezes mais comum que a primária.[1]

Classificação por causa[editar | editar código-fonte]

Na Classificação Internacional de Doenças (CID 10) pode ser classificado como causa orgânica (G47.0) ou por causa psicofisiológica (F51.0). Porém do ponto de vista clínico e polissonográfico existem grandes semelhanças entre os subtipos de insônia, ambos com causas orgânicas e psicofisiológicas, sendo desnecessárias as subdivisões.[3]

Classificação por tempo[editar | editar código-fonte]

Insônias transiente

As insônias de transiente ou de curta duração são as que duram de poucos dias até três semanas. Geralmente são causados por estresse grave ou persistente como preocupações com a saúde própria ou de familiares; luto ou perda substancial; problemas familiares, profissionais ou de relacionamentos.

Insônia intermitente

Caso os episódios de insônia ocorram de tempos em tempos, com períodos de sono regular e revigorante entre eles, passa a ser chamada de insônia intermitente.[4]

Impacto da insônia no mundo ajustado pela idade para cada 100.000 habitantes.(OMS 2004)
  sem informação
  menos de 25
  25-30.25
  30.25-36
  36-41.5
  41.5-47
  47-52.5
  52.5-58
  58-63.5
  63.5-69
  69-74.5
  74.5-80
  mais de 80
Insônia crônica

As insônias de longa duração ou crônicas são as que duram mais de três semanas. Podem ser relacionadas a estresse contínuo, depressão, abuso de álcool ou drogas e hábitos inadequados para dormir, como o excesso de café (cafeína).

Incidência da insônia[editar | editar código-fonte]

A insônia é referida em 20% dos adultos. A insônia é mais relatada em mulheres. É incomum entre crianças e adolescentes. Aparece geralmente no adulto jovem (entre 20 e 30 anos) e se intensifica gradativamente, sendo frequente entre idosos.[1]

A insônia ocorre mais em populações urbanas do que rurais. Estudos populacionais de adultos no Brasil revelaram a insônia em 32% da população de São José do Rio Preto, no estado de São Paulo, uma cidade de porte médio; avaliação semelhante em zona rural revelou insônia em 16,8%, no Município de Jaraguari, Estado do Mato Grosso do Sul.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

O tratamento é bastante amplo, englobando desde a modificação dos hábitos inadequados para dormir até o tratamento da causa da insônia com medicamentos antidepressivos nos casos de depressão; e outros medicamentos; e psicoterapia em alguns casos. É necessário buscar a causa da insônia para cada um.

Algumas recomendações do que se pode fazer para insônia são[5] : tomar um chá calmante como o de maracujá ou de hipericão; evitar ficar muito agitado pouco antes de dormir; procurar ir deitar-se e levantar-se sempre ao mesmo horário todos os dias; evitar o consumo de alimentos estimulantes como coca-cola, café e chá mate assim como refeições indigestas a noite.

Quando a insônia torna-se frequente e isto compromete a qualidade de vida do indivíduo recorrer ao uso de remédios fitoterápicos como a valeriana pode ser de grande ajuda, mas quando nem mesmo isto é suficiente, o uso de ansiolíticos ou antidepressivos receitados pelo médico poderá ser uma opção terapêutica.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c Jaime M Monti. Insônia primária: diagnóstico diferencial e tratamento. Rev Bras Psiquiatr 2000;22(1):31-4 [1]
  2. Association of Sleep Disorders Centers: diagnostic classification of sleep and arousal disorders. Prepared by the Sleep Disorders Classification Committee. Roffwarg H, chairman. Sleep 1979;2:1-137.
  3. Reynolds CF, Kupfer DJ, Buysse DJ, Coble PA, Yeager A. Subtyping DSM-III-R primary insomnia: a literature review by the DSM-IV work group on sleep disorders. Am J Psychiatry 1991;148:432-8.
  4. [2]
  5. http://www.tuasaude.com/insonia/