Síndrome de Ganser

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Ganser Syndrome
O nome é em homenagem a Sigbert Ganser, psiquiatra que descreveu essa doença em 1898.[1]
Classificação e recursos externos
CID-10 F44.8
CID-9 300.15
DiseasesDB 31852
eMedicine med/840
MeSH D005162
Star of life caution.svg Aviso médico

Síndrome de Ganser é o termo médico para uma simulação de transtorno dissociativo com sintomas psiquiátricos severos, exuberante e inusitados. Durante o exame desses pacientes é comum respostas incoerentes, movimentos de intimidação e discurso despropositado com objetivo de convencer o observador de que ele, o paciente, está de fato louco.[2] Pode ser considerado como parte do espectro dos transtornos histeria[3]

Prevalência[editar | editar código-fonte]

É comumente diagnosticando em criminosos tentando escapar da prisão ou obter tratamento especial.[4] Também ocorre com pessoas vulneráveis a histeria e hipocondria. Pode estar associado a outros transtornos psiquiátricos como transtorno bipolar (provavelmente durante a mania), transtorno de personalidade evitativa ou associado com o uso de álcool ou drogas ilícitas.

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

Também pode ser chamada de pseudodemência histérica ou psicose de prisão.

É um diagnóstico residual pois para ser diagnosticada é obrigatório que vários exames diferentes como eletroencefalograma e hemograma não indiquem nenhuma alteração orgânica significativa. Ao fazer perguntas simples ao paciente ele geralmente responde algo aproximado ao certo indicando que ele está ouvindo o profissional de saúde, compreendeu a pergunta e é capaz de responder a um pedido de resolução de problema. Por exemplo, ao perguntar: "quanto é 2+2?" ele pode responder "5" (ou qualquer número diferente de 4).[5] Um paciente que realmente esteja tendo um surto psicótico dificilmente compreenderia a pergunta, daria a atenção apropriada ao profissional, entenderia que lhe esperado dar uma resposta numérica ou mesmo capaz de responder com uma linguagem (facilmente) compreensível.

Referências

  1. S. J. M. Ganser. Über einen eigenartigen hysterischen Dämmerzustand. Archiv für Psychiatrie und Nervenkrankheiten, Berlin, 1898, 30: 633-640.
  2. [1]
  3. DUNKER, Christian Ingo Lenz. Hysterical madness and the psychosis. Mental [online]. 2005, vol.3, n.5 [citado 2011-03-23], pp. 57-72 . Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-44272005000200005&lng=pt&nrm=iso>. ISSN 1679-4427.
  4. Brugha T, Singleton N, Meltzer H, et al. (2005). "Psychosis in the community and in prisons: a report from the British National Survey of psychiatric morbidity". The American journal of psychiatry 162 (4): 774–80. doi:10.1176/appi.ajp.162.4.774. PMID 15800152.
  5. American Psychiatric Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders. 4th ed. Text rev. Washington, DC. American Psychiatric Association, 2000.