Surto psicótico

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Dos 95% dos pacientes que passam por um surto psicótico, eventualmente sofrem com novos surtos.[1]

Surto Psicótico é um episódio de desorganização da representação da realidade, desencadeado diante de uma vivência não significável a partir dos recursos representativos possuídos pelo indivíduo, desenvolvidos em um momento crítico da neurogênese na primeira infância. Afim de poder entender uma vivência que se mostrou irrepresentável psiquicamente, uma busca por padrões concebíveis é tentada, sem sucesso, pelo sistema nervoso da pessoa, que leva a contínuas mudanças de representações perceptivas em busca de formas um pouco mais estáveis, que lhe permita reconhecer e se relacionar com a realidade.

Os padrões psíquicos reconstruídos com frequência fogem às representações socialmente difundidas, fazendo com que os comportamentos verbais e não-verbais apresentados pelo psicótico com causem estranhamento e incompreensão até às pessoas próximas.

Começar o tratamento nos primeiros surtos evita sérias complicações e agravamento da psicose. Quanto mais cedo começarem o tratamento melhor o prognóstico do paciente.[1]

Ocorrência[editar | editar código-fonte]

Os surtos são comuns na esquizofrenia e podem ocorrer na fase maníaca aguda do transtorno bipolar. Também podem ser desencadeados por substâncias psicoativas, como álcool, maconha[2] , anfetamina, cocaína, etc.[3] Episódios psicóticos também podem ocorrer devido à incidência de baixas taxa de açúcar em indivíduos portadores de diabetes tipo 1.[carece fontes]

Características[editar | editar código-fonte]

Durante o surto podem ocorrer manifestações de paranóia, alucinações e delírios.

O surto geralmente dura algumas semanas e pode ser encurtado de acordo com a medicação administrada. A medicação também pode impedir um surto ou torná-lo menos grave se ocorrer. Normalmente o surto é precedido por comportamentos estranhos do indivíduo, que só podem ser detectados poucos dias antes que este entre em crise. Sendo assim, é muito importante acompanhar pacientes nesta situação a fim de medicá-los antes do início do surto.

Segundo o DSM IV, um dos sintomas para se diagnosticar esquizofrenia é a duração do surto de, no mínimo, seis meses.

Não pode ser transmitida para outras pessoas, é uma desorganização mental grave e não tem poder para induzir outras mentes a fazer o mesmo.

Quando os surtos psicóticos começam antes dos 20 anos o prognóstico é pior. A idade de início da esquizofrenia no homem (15 a 25 anos) é menor que na mulher (25 a 35 anos). Isso ocorre pelas diferenças entre fontes de estresse e hormônios entre homens e mulheres.[1]

Início da esquizofrenia[editar | editar código-fonte]

Sintomas comuns de início de esquizofrenia incluem:[4]

O surto psicótico é um importante preditor de esquizofrenia. É importante que nos primeiros surtos psicóticos haja uma intervenção na família, pois os surtos são altamente desestruturantes da estrutura familiar e a participação da família é essencial no tratamento das psicoses.[5]

Referências

  1. a b c Bianca Cristina Ciccone Giacon, Sueli Aparecida Frari Galera. Primeiro episódio da esquizofrenia e assistência de enfermagem. Rev Esc Enferm USP 2006; 40(2):286-91. www.ee.usp.br/reeusp/
  2. [1]
  3. PsiqWeb Psicoses na Adolescência. Página visitada em 06/03/2009.
  4. Ferrari MCL. Esquizofrenia na infância e adolescência: um esboço histórico. Rev Psiquiatr Clin. 1996;23(3):97-104.
  5. Schneider JF. O cuidado e a família do esquizofrênico. Mundo Saúde. 2000;24(24):284-90.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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