21 (álbum)

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21
Álbum de estúdio de Adele
Lançamento 19 de janeiro de 2011 (2011-01-19)
Gravação 2009 - 10
Gênero(s) Pop, soul, R&B
Duração 48:12
Idioma(s) Inglês
Formato(s) CD, download digital, vinil
Gravadora(s) XL
Produção Jim Abbiss, Adele, Paul Epworth, Rick Rubin, Fraser T Smith, Ryan Tedder, Dan Wilson
Cronologia de Adele
Último
Último
iTunes Live from SoHo
(2009)
iTunes Festival: London 2011
(2011)
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Singles de 21
  1. "Rolling in the Deep"
    Lançamento: 29 de novembro de 2010 (2010-11-29)
  2. "Someone like You"
    Lançamento: 24 de janeiro de 2011 (2011-01-24)
  3. "Set Fire to the Rain"
    Lançamento: 4 de julho de 2011 (2011-07-04)
  4. "Rumor Has It"
    Lançamento: 5 de novembro de 2011 (2011-11-05)
  5. "Turning Tables"
    Lançamento: 5 de novembro de 2011 (2011-11-05)

21 é o segundo álbum de estúdio da artista musical inglesa Adele. O seu lançamento ocorreu em 19 de janeiro de 2011, através da XL Recordings. O disco possui uma sonoridade inspirada por gêneros como pop, soul, R&B; enquanto a sua instrumentação é composta por bateria, cordas, banjo, acordeão, baixo, guitarra acústica, guitarra elétrica e elementos musicais da música clássica. Liricamente, as faixas refletem-se ao término de relacionamentos, ao autoexame e ao perdão. As gravações do projeto ocorreram entre maio de 2009 e outubro de 2010 sob a produção da própria cantora juntamente a Jim Abbiss, Paul Epworth, Rick Rubin, Fraser T Smith, Ryan Tedder e Dan Wilson.

Adele começou a compor canções para 21 em abril de 2009, quando ainda estava envolvida no relacionamento que subsequentemente inspirou o disco. Após a finalização de sua primeira turnê An Evening with Adele (2008-09), ela expressou insatisfação em apresentar-se novamente com a tragédia musical de seu álbum de estreia 19 (2008), e decidiu compor um álbum sucessor que fosse mais alegre e contemporâneo; contudo, as sessões de gravação terminaram prematuramente devido à falta de inspiração. A artista retomou a produção imediatamente após o término de sua relação, canalizando sua dor e depressão nas canções do material. O título do disco foi inspirado pela idade da intérprete durante a sua produção.

21 recebeu análises geralmente positivas da mídia especializada, a qual prezou sua produção discreta, sua autenticidade vintage e os vocais de Adele. Consequentemente, rendeu à cantora e ao projeto uma série de prêmios, indicações e inclusões em listas, vencendo as seis categorias em que foi indicado durante os Grammy Awards de 2012. Comercialmente, o disco desafiou as expectativas modestas da XL, e tornou-se um sucesso inesperado em 2011. Culminou as tabelas musicais de mais de 30 países e conquistou um lugar na edição de 2012 do livro Guinness World Records. Atualmente, é o álbum mais vendido do Reino Unido no século XXI, ultrapassou a coletânea musical The Immaculate Collection (1990) da cantora Madonna como o disco feminino mais vendido de todos os tempos no território, e liderou a tabela UK Albums Chart durante 23 semanas, um recorde até então nunca visto. Nos Estados Unidos, tornou-se o álbum mais vendido nos anos de 2011 e 2012, recebendo uma certificação de diamante pela Recording Industry Association of America (RIAA). Mundialmente, foi o álbum mais vendido nos anos de 2011 e 2012 e comercializou mais de 30 milhões de cópias, sendo o trabalho mais vendido do século XXI, bem como da década de 2010.

A fim de promover o disco, cinco singles foram lançados. O primeiro, "Rolling in the Deep", foi um sucesso comercial, liderando tabelas de 11 países e qualificando-se como a música mais vendida dos Estados Unidos em 2011. Os dois seguintes, "Someone like You" e "Set Fire to the Rain", alcançaram êxito semelhante, sendo que a primeira atingiu a liderança de paradas musicais em mais de dez países e tornou-se o primeiro número um da artista na UK Singles Chart. "Rumor Has It" e "Turning Tables" foram as últimas faixas de trabalho a serem distribuídas, e obtiveram desempenho comercial moderado. Como forma de divulgação, Adele apresentou-se em premiações e programas televisivos e embarcou na turnê Adele Live (2011). Profissionais definiram 21 como uma mudança do estado abertamente sexual e bombástico da música pop, e atribuíram seu sucesso crítico e comercial às suas canções universalmente e profundamente autobiográficas.

Antecedentes e desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

"Ele [meu ex-namorado] partiu meu coração quando escrevi este disco, então o fato de que as pessoas estão levando [o álbum] aos seus corações é o melhor jeito para recuperar-se. Pena que eu ainda anão estou totalmente recuperada. Eu acho que vou levar dez anos para me recuperar da maneira que eu me senti desde meu último relacionamento".

—Adele falando sobre seus sentimentos ao e após compor 21 em entrevista ao Digital Spy.[1]

Quatro meses após formar-se, Adele publicou duas canções na quarta edição da publicação online de artes PlatformsMagazine.com.[2] Ela gravou uma demo constituída de três faixas para um projeto de classe e entregou-a para um amigo,[3] que a postou no MySpace, onde tornou-se bem sucedida e fez com que ela recebesse uma ligação da gravadora independente XL Recordings. Adele duvidou se a oferta era real, pois a única gravadora que conhecia era a Virgin Records, e foi encontrar-se com os executivos da XL tendo um amigo como acompanhante.[4] [5] Nick Huggett, um dos executivos da editora, recomendou que ela conhecesse Jonathan Dickins na empresa September Management, e em junho de 2006, ele tornou-se seu representante oficial.[6] A empresa estava administrando Jamie T na época, o que trouxe uma grande atração para Adele, que era grande fã do cantor e compositor. Huggett então contratou-a para a XL em setembro de 2006.[6] Mais tarde, ela forneceu vocais para a canção "My Yvonne", de Jack Peñate, para o disco de estreia do cantor; durante a sessão de gravação, ela conheceu o produtor musical Jim Abbiss.[7] Seu primeiro single, "Hometown Glory", foi lançada em outubro de 2007.[6] Em 14 de janeiro de 2008, ela lançou "Chasing Pavements", a qual atingiu a vice-liderança da UK Singles Chart.[8] Ambas as faixas foram inclusas em seu álbum de estreia 19 (2008), que foi recebido com análises positivas de críticos musicais[9] e debutou na primeira posição da UK Albums Chart.[10] A Billboard declarou: "Certamente, Adele tem potencial para se tornar uma das artistas internacionais mais respeitadas e inspiradoras de sua geração".[11] Mais tarde, 19 rendeu à cantora duas vitórias nos Grammy Awards de 2009, nomeadamente Best New Artist e Best Female Pop Vocal Performance.[12]

Em abril de 2009, então com vinte anos, Adele iniciou seu primeiro relacionamento sério com um homem 10 anos mais velho e começou a compor canções para o sucessor de 19.[1] [13] Em resposta à mídia que a rotulava como uma cantora do velho soul devido à produção vintage e a natureza sentimental de suas músicas,[14] ela decidiu trabalhar em um projeto que fosse mais alegre e contemporâneo.[13] Entretanto, as sessões de composição foram geralmente improdutivas; em duas semanas, apenas uma faixa foi gravada devido à satisfação da artista: a balada ao piano "Take It All" produzida por Abbiss e que diferia-se das faixas de 19.[13] [15] Desiludida com a falta de inspiração e o longo progresso das sessões de gravação e composição, Adele decidiu cancelar as datas das sessões seguintes.[16] Sua inspiração para escrever "Take It All" surgiu durante um momento difícil em seu relacionamento. Ao apresentar a composição para seu então namorado, ambos iniciaram uma discussão que levou ao fim da relação de 18 meses.[17] Solitária e musicalmente estimulada, ela canalizou suas emoções em sua música, criando canções que examinaram seu relacionamento falido a partir das perspectivas de um ex-amante vingativo, uma vítima de coração partido e a antiga paixão nostálgica.[18] [19] [20]

Gravação[editar | editar código-fonte]

As sessões de composição de 21 iniciaram logo depois que Adele separou-se de seu namorado. Um dia depois do término de seu relacionamento, ela contatou o produtor Paul Epworth, com a intenção de capturar a sua emoção em uma música: "Nós tivemos um argumento fugemante na noite anterior (...) eu estava borbulhando. Então eu fui para o estúdio e gritei".[13] Embora ela tenha inicialmente planejado em completar uma balada que já havia começado a compor com Epworth há mais de um ano antes do início das sessões, o produtor sugeriu que ela procurasse um som mais agressivo.[21] [22] Juntos, eles reestruturaram a canção e re-escreveram as letras para refletir a experiência que Adele havia passado anteriormente, a qual foi posteriormente intitulada de "Rolling in the Deep".[21] Sua instrumentação foi envolvida organicamente: depois de tentar vários acordes de jazz, a intérprete tentou a primeira estrofe à capela, inspirando Epworth a improvisar uma melodia em sua guitarra acústica. Uma batida de tambores foi criada para imitar suas rápidas batidas cardíacas.[21] Em dois dias, uma demo foi gravada para ser construída pelo co-presidente da Columbia Records Rick Rubin no final daquele ano. Entretanto, Adele falou com Epworth meses depois para completar a produção da faixa. A demo foi integrada à versão final da obra.[23] O produtor desenvolveu a instrumentação através das demonstrações vocais de Adele, depois que gravações subsequentes falharam em recapturar a emoção pura da primeira tentativa da artista. A faixa, conforme aparece no álbum, incluiu ainda os áudios fracos em que Epworth conta em uma cabine vocal imediatamente antes de a cantora começar a cantar. Após uma trajetória semelhante, o produtor britânico Fraser T Smith lembrou quando ele encontrou-se com Adele para compor "Set Fire to the Rain" em seu estúdio MyAudiotonic Studios em Londres.[23] Depois que ambos criaram a demo, ela revisitou seu co-escritor para gravar a canção com ele, em vez de Rubin como inicialmente pretendido. Smith achou que a primeira tentativa de Adele era superior às suas tentativas posteriores, e usou a demo como o produto final da obra, completando-a com bateria ao vivo e uma seção de cordas elaborada, arranjada pelo músico britânico Rosie Danvers.[23] [24]

Tendo gravado demos de duas canções, a cantora encontrou-se com o músico americano e vocalista da banda OneRepublic Ryan Tedder, que estava em Londres na época para um programa de rádio. Ele expressou interesse em colaborar com Adele depois de ter se encontrado com ela na cerimônia dos Grammy Awards de 2009.[25] Tedder chegou quatro horas mais cedo em sua primeira sessão no estúdio, ganhando tempo para familiar-ze melhor com alguns dos trabalhos anteriores da artista.[23] Apesar de desconhecer a situação da vida pessoal de Adele na época, ele compôs a sequência de abertura ao piano e as primeiras linhas de uma canção que mais tarde viria a ser "Turning Tables": "Perto o suficiente para começar uma guerra / Tudo que eu tenho está no chão".[23] Coincidentemente, os versos capturaram perfeitamente a experiência da cantora, que havia chegado no estúdio momentos depois de outra briga com seu antigo namorado. Irritada e sem foco, ela denunciou a tendência de seu amante para "virar o jogo" sobre ela durante suas discussões, uma referência que Tedder decidiu referenciar nas letras da obra.[25] Adele gravou a demo com Jim Abbis no dia seguinte. Ela e Tedder planejaram um segundo encontro e reencontraram-se no Serenity West Studios semanas depois de escrever e gravar "Rumour Has It". Em uma entrevista, ele falou sobre seu espanto com a musicalidade e a coragem vocal da cantora depois de completar os vocais principais da faixa em dez minutos: "Ela cantou uma vez do começo ao fim de forma perfeita, sem perder uma nota. Então, eu olhei para o engenheiro e depois para ela, e disse: 'Adele, eu não sei o que te dizer, mas eu nunca vi ninguém fazer isso em dez anos'".[23]

"Seu canto era tão forte e devastador no estúdio, estava claro que algo muito especial estava acontecendo. (...) Os músicos estavam inspirados, já que eles raramente tocavam com o artista presente [no estúdio], muito menos cantando. (...) Hoje em dia, muitas coisas são gravadas como overdubs nas faixas. Isso foi um verdadeiro momento interativo onde nenhum dos músicos sabiam o que eles estavam tocando e que todos estavam ouvindo tão profundamente e descobrindo completamente onde eles se encaixaram (...) toda a música estava encaixando a emoção da performance dos vocais extravagantes de Adele".

—Rubin comentando a natureza das sessões de gravação com Adele.[23]

Depois de trabalhar com Smith, Tedder e Epworth, Adele viajou para os Estados Unidos para o restante da produção do disco. Como sugestão do presidente do grupo da Columbia Records Ashley Newton, ela encontrou-se com o compositor Greg Wells em seu estúdio localizado em Culver City, Los Angeles, onde eles escreveram a balada gospel "One and Only".[26] A canção envolveu uma progressão de quatro acordes de piano em uma assinatura de tempo de 6/8, a qual Wells havia concebido antes de encontrar-se com a cantora.[23] As letras, que visaram o novo interesse amoroso da artista, apareceram rapidamente e foram mais tarde completados com Dan Wilson, com quem ela também compôs "Someone like You".[26] Em 2008, a aparição de Adele no programa de esquetes de humor da National Broadcasting Company (NBC) Saturday Night Live chamou a atenção do produtor Rick Rubin. No estágio inicial da produção do trabalho, ele havia sido chamado como um produtor único, e foi escalado para produzir todas as faixas.[27] As demos que ela havia gravado com Epworth, Smith e Teddeer (incluindo "Rolling in the Deep" e "Set Fire to the Rain") foram mais tarde re-gravadas por Rubin quando ela encontrou-se com ele em seu estúdio Shangri-La Studio em Malibu, Califórnia, em abril de 2010.[15] [21] [28]

Rubin, conhecido por seu estilo de produção pouco ortodoxo, levou Adele além de sua zona de conforto, e apesar de ter se atraído pelos métodos não-convencionais de Rubin, a intérprete descreveu seu trabalho com ele como "assustador".[19] [29] O produtor foi em muitos dos concertos da artista ao longo de 2008 e 2009, e após uma performance feita no Hollywood Bowl, ele aproximou-se dela para elogiar seu som ao vivo. Quando encontraram-se em Malibu, ele tentou "capturar seus shows ao vivo ao longo de todo o disco [da cantora]",[21] reunindo uma equipe de músicos — incluindo o baterista Chris Dave, o guitarrista Matt Sweeney, James Poyser no piano e Pino Palladino no baixo — para contribuir com instrumentação ao vivo nas sessões de gravação.[13] [30] Ele também decidiu não usar demonstrações musicais e instrumentos eletrônicos. Defensor de uma abordagem mais livre para a produção das músicas, Rubin contou com os humores e as sensações por trás da própria música para guiar os arranjos instrumentais e melódicos das canções.[31] O produtor isolou a cantora no estúdio e encorajou-a, bem como seu time de músicos, a abordar o processo de produção com maior espontaneidade e menos contenção.[19] [29] A cantora também deixava os músicos e a equipe de produção às lágrimas enquanto gravava algumas das canções.[25]

Depois de gravar o álbum com Rubin, Adele satisfez-se com muitas das canções. Em última análise, ela decidiu se desfazer com muito do trabalhos prontos a favor dos materiais iniciais que havia feito com outros produtores, incluindo Epworth e Tedder, para que sua música refletisse a pura emoção que ela sentiu imediatamente após o término de seu relacionamento. De sua colaboração com Rubin, apenas quatro canções apareceram no disco: "Don't You Remember", "He Won't Go", "Lovesong" e "One and Only", bem como a faixa bônus estadunidense "I Found a Boy".[32] Semanas depois da conclusão de seus trabalhos com Rubin, Adele soube do recente noivado de seu ex-namorado, o que inspirou-a a compor a última faixa do álbum "Someone like You". Sua gravadora ficou inicialmente insatisfeita com a produção simples da canção, que apresentou a voz de Adele acompanhada de um piano, e questionou a cantora se ela queria regravá-la com a banda de Rubin. Entretanto, ela optou manter os arranjos, declarando que a faixa era pessoal para si e que ela escreveu-a para "libertar-se".[33] 21 foi gravado entre maio de 2009 e outubro de 2010 nos estúdios AirStudios, Angel Studios, Eastcote Studios, Metropolis Studios, Myaudiotonic Studios, Sphere Studios e Wendyhouse Productions em Londres; Harmony Studios e Serenity Sound em West Hollywood, Califórnia; Patriot Studios em Denver, Colorado; e Shangri-La Studio, em Malibu, Califórnia.[32]

Composição[editar | editar código-fonte]

Influências e estilos musicais[editar | editar código-fonte]

Bette Midler 1973.JPG
Arethafranklin.jpg
Críticos musicais notaram influências de Bette Midler (esquerda) e Aretha Franklin (direita) na voz de Adele em 21.[14] [34]

21 apresenta influências da exposição Adele à música sulista Estados Unidos, a qual foi prolongada durante a etapa norte-americana da turnê An Evening with Adele (2008-09).[30] [35] [36] Frequentes pausas com o motorista do ônibus da excursão,[27] nativo de Nashville, Tennessee, resultaram em sua introdução ao bluegrass e rock,[27] bem como à música de artistas como Garth Brooks,[27] Wanda Jackson, Alison Krauss, Lady Antebellum, Dolly Parton e Rascal Platts.[37] A cantora desenvolveu um apreço pelo country, elogiando o que ela descreveu como um imediatismo dos temas e da estrutura de narrativa simples de muitas das canções que ouviu;[36] ela também expressou entusiasmo em aprender um novo estilo musical. Embora tenha sido influenciado pelo interesse de Adele pelo country na época, o disco mantém-se fiel às influências da Motown contidas em 19 e exibe gêneros como o gospel e o soul.[37] [38] [39] Instrumentos como saxofone, harpa, banjo e acordeão contribuíram para a sua exploração do blues e do soul.[35] [39] Na cultivação do som do projeto, a intérprete influenciou-se por Mary J. Blige, Kanye West, Elbow, Mos Def, Alanis Morissette, Tom Waits e Sinead O'Connor, e creditou Yvonne Fair, Andrew Bird, Neko Case e The Steel Drivers com a sua direção musical.[40] Em entrevista à Rolling Stone, Adele comentou sobre a direção musical do trabalho, dizendo:

O estilo de Adele em 21 é geralmente caracterizado por críticos musicais como soul,[14] apesar de alguns terem sugerido que o álbum evita qualquer epíteto distinto do gênero.[41] John Murphy, da musicOMH, definiu o trabalho como "soul britânico".[42] Jon Caramanica, do The New York Times, escreveu que sua música é parte de um renascimento do soul britânico que "convocou estilos que retornam aos grupos femininos da Motown e da Dusty Springfield".[43] Ryan Reed, da revista Paste, descreveu Adele como um "prodígio do soul britânico alternativo" e a música do disco como "o material da moderna passagem sensual do pop-noir, [e] pesada em texturas retrô e relacionamentos dramáticos".[44] Danyel Smith, da Billboard, viu que a música da cantora exibe influências do soul setentrional, e de artistas como Aretha Franklin, Sade e Bette Midler.[14] [34]

Larry Flick, da SiriusXM, chamou 21 de "um registro pop com tendências soul", enquanto Allion Stewart, do The Washington Post, comentou o seguinte sobre a natureza eclética do álbum: "Tudo [em 21] é precisamente calibrado para gêneros transcender gêneros, para suportar as tendências. (...) É ligeiramente inclinado para o country, mesmo mais direcionado ao R&B", adicionando que é "informado, mas nunca oprimido, pelas músicas de origem".[41] Mike Spies, da Slate, argumentou que a música soul está indissoluvelmente ligada às experiências políticas, históricas e culturas dos afro-americanos, e que Adele e suas contemporaneidades, longes desse meio sócio-cultural, podem oferecer apenas uma mera duplicação do soul atual, apesar de uma capacidade para canalizar convicentemente o som.[45]

Estrutura e conteúdo[editar | editar código-fonte]

"O disco inteiro é mais crescido, maduro e sincero. E como aquela letra de "Someone like You" ["Eu também desejo o melhor de tudo para você"]... você não pode guardar rancor para sempre. Isso apenas bota você para baixo. E é apenas algo que eu aprendi no último ano enquanto estava me recuperando de tudo que aconteceu. E eu me sinto melhor por isso. Me sinto mais leve e saudável para não deixar me abater pelas coisas".

—Adele comentando sobre seus sentimentos no disco.[30]

A sequência de faixas no álbum profundamente autobiográfico correlacionam-se às diversas emoções que Adele experimentou após o término de seu relacionamento, progredindo-se desde temes como raiva e amargura, até sensações de solidão, dor, arrependimento e aceitação.[18] [20] A vingativa "Rolling in the Deep", música inicial do disco, foi descrita pela cantora como uma canção "obscura e [bastante influenciada pelo] blues, gospel e disco", e foi escrita como uma espécie de "dane-se" ao seu ex-namorado após seus comentários depreciativos que diziam que ela era fraca e que sua vida sem ele seria "monótona, solitária e um lixo".[46] [25] Iniciando-se com o som de acordes de uma guitarra acústica discreta, as linhas iniciais do tema apresentam o tom de pressentimento do trabalho.[47] Batidas marciais, percussão proeminente e piano[38] se aglutinam em um refrão de várias camadas[47] sobre as quais "a voz de Adele varia, dramatizando sua busca apenas pelo tom certo e as palavras para expressar a sua decepção caso se um homem ousasse partir seu coração".[39] Lançada como o primeiro single de 21, "Rolling in the Deep" é uma das influências mais aparentes da americana e do blues estadunidense que formaram o som do trabalho.[48] Quarta faixa de trabalho do álbum, "Rumour Has It" apresenta as próprias palavras da Adele acerca das fofocas dolorosas que cercaram o término de seu namoro, e foi destinada aos seus próprios amigos para tratar de suas partes na disseminação de tais rumores.[25] [49] Fundindo elementos do doo-wop e do blues de Tin Pan Alley,[50] a percussão da canção é construída através das harmonias de grupos femininos, cordas de piano, bateria com grandes batidas e palmas,[25] [51] e apresenta a artista "canalizando uma cantora dos anos 40 em uma sala [com] piano".[52] Jon Caramanica, do The New York Times, notou os "vocais ocos contrapontos" da canção e a ponte lenta e "corajosamente mórbida" que desvia-se do ritmo batedor antes de a canção aderir novamente a ele.[53] No estúdio, Tedder experimentou um acorde inspirado por "I Might Be Wrong", de Radiohead, creditando o drop D da obra e sua sensação do blues estadunidense como "impetuosa" para "Rumour Has It".[23] Em "Turning Tables", uma faixa de disputa interna,[54] sua narradora assume uma postura defensiva contra um ex-namorado manipulador. Reconciliando-se com o término de uma relação controversa, ela promete distância emocional para proteger-se de um futuro coração partido. Bryan Boyd, do jornal The Irish Times, comparou a intérprete com a roqueira galesa dos anos 80 Bonnie Tyler devido ao entregar vocais com uma mistura de raiva, dor e compaixão.[44] [55] De acordo com a revista Paste, cordas cinematográficas "servem como contraponto apropriado para o coração partido [da canção] e suas letras ocas".[44]

A quarta faixa "Don't You Remember", produzida por Ricm Rubin e co-composta por Adele e Dan Wilson, marca uma mudança no tema do álbum, que partiu de raiva e defesa para reflexão e solidão. Uma balada country de andamento lento,[19] [46] a canção foi adicionada tarde pela cantora à produção do álbum depois que ela cresceu envergonhada de continuar retratando seu ex-amante de forma negativa ao longo do material.[36] [25] Suas letras pedem que um amante passado lembre dos momentos felizes do começo de uma relação agora quebrada.[36] Em "Set Fire to the Rain", Adele delineia os estágios conflitivos de uma união problemática e luta com a sua capacidade de esquecer a relação totalmente.[25] Acentuada por floreios ornamentais de orquestras, mudanças graduais[38] e efeitos vocais dramáticos em seu final climático,[35] a faixa é contrastante em comparação à produção discreta do disco, sendo caracterizada por críticos musicais como uma poderosa balada pop rock.[38] Para conseguir um som completo, o produtor Fraser T. Smith incorporou a popular técnica reverberadora "wall of sound" na elaboração da instrumentação densa da canção.[35] [56] O sétimo número "Take It All", co-composto por Adele com Francis "Eg" White e gravada pelo último ao lado de Jim Abbiss antes do término do namoro da cantora, é uma balada vocal e ao piano que incorpora gêneros como pop, soul e gospel.[15] [57] [25] Ao analisar 21, Matt Collar, do Allmusic, definiu a música como a peça central do álbum, "um clássico instantâneo" como "And I Am Telling You I'm Not Going" e "All by Myself", e um "momento catártico para os fãs que identificam-se com as personalidades amorosas pirrônicas de seus ídolos".[57] A faixa seguinte "I'll Be Waiting", a segunda das duas canções produzidas por Epworth, diverge-se da contundente "Rolling in the Deep" no tom otimista e rápido de sua melodia cadenciada.[51] A protagonista sente-se culpada por um relacionamento que deu errado, e declara para esperar pacientemente pelo retorno de seu ex-amante inevitável.[25] [58] A canção foi comparada aos trabalhos de Aretha Franklin devido ao seu "som vocal enorme no refrão, piano rolante e armadilha enquadrada",[59] com Tom Townshend, do MSN Music, descrevendo a sua seção de metais como um "gospel de botequim" parecido com os Rolling Stones.[60]

Embora o álbum explore predominantemente a relação fracassada da cantora, algumas canções desviam-se desse tema. "He Won't Go", que incorpora o hip hop e o R&B contemporâneo,[50] foi um tributo a um amigo de Adele que lutou contra o vício à heroína.[19] A nona obra "One and Only", notada por seus vocais gospel, seu órgão e o uso de coral, foi direcionada a um amigo íntimo para o qual a artista compartilhava suas sensações românticas.[25] Regravação da originária do grupo The Cure, a faixa seguinte "Lovesong" foi dedicada à mãe e aos amigos da cantora, nos quais ela encontrou consolo quando estava solitária e com saudades de sua casa enquanto gravava o disco em Malibu.[25] 21 termina com o "adágio de solidão" "Someone like You", uma suave balada ao piano que combina os vocais de Adele com uma melodia de piano. Em diversas entrevistas, ela descreveu-a como o somatório de sua atitude em relação ao seu ex-amante no final da produção do álbum.[25] Seu conteúdo lírico descreve a tentativa da protagonista em lidar com sua solidão depois de descobrir o recente casamento e a nova vida feliz de seu antigo parceiro.[25] Sean Fennessey, do The Village Voice, prezou a performance vocal diferenciada da cantora na faixa, a qual transforma-se "em um sussurro quase gritante" durante parte de seu refrão, após o qual ela recompõe sua compostura.[61] Uma das músicas mais comentadas do trabalho, "Someone like You" foi prezada por sua profundidade lírica e sua simplicidade sutil.[46] [62]

Lançamento e título[editar | editar código-fonte]

A capa de 21 foi revelada em 1º de novembro de 2010. A imagem em preto-e-branco caracteriza a artista de forma pensativa usando uma camisa de cor preta. Abaixo dela, é visto o seu nome escrito de cor branca e letra maiúscula, enquanto o título do álbum está esverdeado e posicionado ao lado do nome da cantora.[63] Designada por Adele e Phil Lee, a fotografia foi tirada por Lauren Dukoff e classificada por Dale Eisinger, da revista Complex, como a 21ª melhor dos últimos cinco anos,[64] além de ter sido descrita pela página Idolator como "serena" e "simples".[63] Um mês após a revelação da capa, a lista de faixas do projeto foi divulgada, apresentando onze canções.[65] 21 foi inicialmente distribuído no Japão em 19 de janeiro de 2011 através da Hostess Entertainment,[66] seguido de um lançamento na Alemanha,[67] na Grécia,[68] na Irlanda[69] e nos Países Baixos dois dias depois.[70] Em 24 do mesmo mês, foi comercializado em países como Austrália,[71] Áustria,[72] Finlândia[73] e Suíça,[74] sendo que a edição limitada de 21 recebeu lançamento no Reino Unido e na Polônia no mesmo dia; no primeiro país, o disco também foi lançado na edição padrão.[75] [76] Sua distribuição na França também ocorreu em 24 de janeiro, nas edições de CD,[77] download digital[78] e vinil.[79] Em todos estes países citados — com exceção do Japão —, o disco foi lançado através da XL Recordings.[80] Em 14 de fevereiro, a edição padrão do disco foi lançada em território polonês.[81] Oito dias depois, o trabalho foi disponibilizado em território norte-americano, nomeadamente no Canadá e nos Estados Unidos, também nos formatos de CD,[82] [83] download digital[84] [85] e vinil, através da Columbia Records.[86] [87] Na América Latina, nomeadamente no Brasil e no México, o álbum foi lançado em 5 de abril de 2011 através da Sony Music Entertainment e nos formatos de CD e download digital.[88] [89] [90] [91] Na China, o material foi comercializado apenas em 7 de março de 2013 no formato de CD pela Starsing Records.[92]

Incialmente, Adele planejou intitular o álbum de Rolling in the Deep,[93] sua adaptação da gíria inglesa "roll deep", que resumia como ela se sentia sobre seu relacionamento; em tradução livre, significa ter alguém "que está à sua volta" e sempre lhe apoia.[94] Entretanto, a cantora mais tarde percebeu que o título seria muito confuso para parte de seu público. Embora quisesse evitar dar ao disco um título que fosse um número, Adele considerou "21" o título mais adequado, já que representava sua idade na época da composição das faixas do trabalho, servindo como parte de um período autobiográfico, e simbolizou a maturidade pessoal e a evolução artística que passou desde sua estreia.[93] [40] Mais tarde, ela comentou a inspiração por trás do disco, afirmando: "[21] é diferente de 19, é sobre as mesmas coisas em uma forma diferente. Eu lido com as coisas diferentemente agora. Eu estou mais paciente (...) mais tolerante e mais consciente de minhas próprias falhas, acho que é algo que vem com a idade. Então, adequadamente, esse registro é chamado 21. (...) Como um álbum de fotografia, você vê a [minha] progressão e a mudança ao longo dos anos. Eu tentei pensar em outros título, mas não pude pensar em nada que pudesse representar o álbum corretamente".[40]

Singles[editar | editar código-fonte]

"Rolling in the Deep" foi inicialmente lançada de forma digital na loja virtual iTunes Store dos Países Baixos e dos Estados Unidos nos dias 29 e 30 de novembro de 2010, servindo como o primeiro single do álbum. Entretanto, sua distribuição global ocorreu em 16 de janeiro de 2011 através de um extended play (EP) comercializado na mesma loja. Aclamada por críticos musicais por sua instrumentação, seu conteúdo lírico e os vocais da artista, a canção foi selecionada pela revista Rolling Stone como a melhor música de 2011 e ainda ganhou três Grammy Awards em sua cerimônia feita no ano seguinte, nomeadamente Song of the Year, Record of the Year e Best Short Form Music Video. Obteve um desempenho comercial bastante positivo mundialmente, atingindo o primeiro lugar das paradas musicais da Alemanha, da Bélgica, do Canadá, dos Estados Unidos e de outras sete nações. Em território estadunidense, foi o primeiro número um de Adele na Billboard Hot 100 e sagrou-se como a obra mais vendida no país no ano de 2011 com 5.81 milhões de unidades digitais vendidas. Além disso, veio a comercializar 8.2 milhões de downloads naquele ano, sendo o quinto single mais vendido de 2011, e obteve vendas de 14 milhões de exemplares, sendo uma das composições mais vendidas de todos os tempos. Seu vídeo musical foi dirigido por Sam Brown e estreou no canal televisivo Channel 4 em 3 de dezembro de 2010, e apresenta Adele cantando em uma casa abandonada enquanto copos de água vibram com a batida de um tambor, ao passo em que uma pessoa misteriosa (interpretada por Jennifer White) é vista dançado. Indicada em sete categorias nos MTV Video Music Awards de 2011, a produção acabou por vencer as categorias de Best Editing, Best Cinematography e Best Art Direction, além da categoria supracitada dos Grammy Awards.

"Someone like You" foi lançada em 24 de janeiro de 2011 como o segundo foco de promoção do disco, sendo enviada para estações radiofônicas estadunidenses mainstream em 9 de agosto de 2011. Assim como "Rolling in the Deep", a obra também recebeu análises positivas da mídia especializada, que prezou suas letras, os vocais de Adele e sua produção simplista, tendo sido descrita como um dos destaques de 21. Consequentemente, venceu a categoria de Best Solo Pop Performance na mesma cerimônia supracitada. Depois de ter sido apresentada pela artista nos Brit Awards de 2011, a faixa converteu-se no seu primeiro número um na UK Singles Chart, saltando da 47ª colocação diretamente para a primeira e igualando um recorde que era pertencente somente aos The Beatles até então. Permaneceu na liderança por cinco edições seguidas, e qualificou-se como a mais vendida de 2011 em território britânico. Mundialmente, seu desempenho comercial não foi diferente: atingiu o cume de outros 14 países, como Austrália, Brasil, França, Irlanda e Suíça. Foi o seu segundo número um nos Estados Unidos, fazendo de Adele a única cantora britânica a ter dois números um de um mesmo álbum. Dirigido por Jake Nava e lançado em 29 de setembro de 2011, seu vídeo musical correspondente apresenta a cantora andando nas ruas de Paris, onde foi filmado, antes de encontrar seu ex-amante em um edifício. Recebeu críticas predominantemente positivas, sendo elogiado por profissionais devido à sua simplicidade.

"Set Fire to the Rain" foi distribuída digitalmente em 4 de julho de 2011, tendo sido enviada para estações de rádio estadunidenses em dezembro do mesmo ano. A composição recebeu análises predominantemente de críticos musicais, que prezaram os vocais de Adele. Sua versão ao vivo, retirada do DVD Live at Royal Abert Hall, obteve a condecoração de Best Pop Solo Performance nos Grammy Awards de 2013, sendo a segunda vez consecutiva que tal prêmio é concedido à artista. Conseguiu atingir boas posições nas paradas musicais ao redor do mundo, liderando as da Bélgica, da Eslováquia, dos Estados Unidos e de outras três nações. Em terras estadunidenses, ao culminar na Billboard Hot 100, Adele tornou-se a primeira britânica a conquistar três singles número um na tabela. Ao contrário dos outros foco de promoção de 21, "Set Fire to the Rain" não recebeu nenhum vídeo musical, embora a sua versão contida no vídeo supracitado tenha sido lançada como uma forma de promover a canção.

"Rumour Has It" foi enviada para as rádios mainstream britânicas em 5 de novembro de 2011, servindo como a quarta faixa de trabalho de 21. Foi recebida de forma positiva pelos críticos musicais, que elogiaram os vocais da intérprete e a sua sensação vintage. Comercialmente, obteve um desempenho moderado em comparação aos outros singles do álbum, conquistando as trinta melhores colocações na Áustria, no Canadá, nos Estados Unidos e nos Países Baixos, atingindo a liderança das tabelas sul-coreanas e israelenses. Embora tenha ficado na 16ª posição como melhor em território estadunidense, a composição conseguiu receber uma certificação de platina dupla pela Recording Industry Association of America (RIAA), devido à distribuição de dois milhões de unidades no país. "Turning Tables" foi respectivamente enviada para estações radiofônicas britânicas e italianas em 5 de novembro e 13 de dezembro de 2011, respectivamente, servindo como o quinto e último single de 21. Recebeu análises predominantemente positivas da mídia especializada, com críticos musicais prezando os vocais de Adele e a sua instrumentação. Em termos comerciais, a música conseguiu atingir as dez melhores ocupações na Bélgica, em Israel e na Itália. Nos Estados Unidos, apesar de ter atingido o 63º posto como melhor na Billboard Hot 100, conseguiu ser certificada como ouro pela RIAA, denotando vendas de 500 mil cópias.

Sucesso comercial[editar | editar código-fonte]

21 venceu 6 grammys em 2012, incluindo Álbum do Ano.

Precedido pelo single considerado o "carro-chefe" do álbum, "Rolling in the Deep", 21 debutou em primeiro lugar no Reino Unido. A bem-sucedida performance do segundo single do álbum, "Someone Like You", no BRIT Awards de 2011, contribuiu para que o álbum permanecesse por 23 semanas no topo da parada de álbuns britânica, a UK Albums Chart. O álbum também debutou no topo da parada de álbuns americana, a Billboard 200, e chegou ao primeiro lugar em dezenove países ao redor do mundo. 21 bateu diversos recordes de venda nacionais e internacionais desde seu lançamento, e apareceu na edição de 2011 do Guinness World Records. O álbum ainda permaneceu por vinte e três semanas no topo da Billboard 200, vinte e três semanas no topo da ARIA Albums Chart, e bateu o maior recorde de todos os tempos ao permanecer vinte e seis semanas em primeiro lugar na Nova Zelândia e vinte e nove na Irlanda. Ele ainda bateu o recorde estabelecido pelo álbum Bad, de Michael Jackson, ao permanecer por 39 semanas consecutivas entre os cinco primeiros da Billboard 200.[95] Até Fevereiro de 2012, as vendas mundiais do álbum haviam ultrapassado as 20 milhões de cópias.[96] Em Dezembro, o álbum foi declarado o mais vendido do século XXI no Reino Unido e em fevereiro de 2012 foi declarado o sétimo mais vendido de todos os tempos no Reino Unido. Logo depois em dezembro de 2012, 21 se tornou o quarto álbum mais vendido de todos os tempos no Reino Unido, superando vários discos de grandes nomes da música como (What's the Story) Morning Glory? de Oasis e atrás apenas de Greatest Hits do The Queen e Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band de The Beatles.[97]

No Grammy Awards de 2012, Adele ganhou em todas as seis categorias que havia sido nomeada, incluindo as três principais: "Canção do Ano", "Gravação do Ano" e "Álbum do Ano".[98] Em maio de 2012, 21 ultrapassou a marca de 9 milhões de cópias vendidas nos Estados Unidos, algo que não acontecia no país desde 2005.[99] Foi também o álbum mais vendido em todo mundo em 2011 - o álbum e a single Rolling in the Deep venderam juntos mais de 11 milhões de cópias - ajudando toda a indústria fonográfica a crescer mais de 7% no ano.[100] Em janeiro de 2014, 21 se tornou o primeiro a vender 3 milhões de cópias digitais no país.[101]

Até 2012, o álbum havia vendido mais de 25 milhões de cópias pelo mundo sendo, com disco de diamante, mais de 10 milhões de cópias nos Estados Unidos.[102] Em 2012, o 21 foi eleito o álbum mais vendido da era digital, batendo os recordes de The Fame Monster de Lady Gaga e Back to Black de Amy Winehouse que ocuparam, respectivamente, a terceira e a segunda posição.[carece de fontes?] Em dezembro de 2013, o álbum foi nomeado o mais vendido da história do site americano de compras Amazon.[103]

Lista de faixas[editar | editar código-fonte]

N.º Título Compositor(es) Produtor(es) Duração
1. "Rolling in the Deep"   Adele Adkins, Paul Epworth Epworth 3:49
2. "Rumor Has It"   Adkins, Ryan Tedder Tedder 3:43
3. "Turning Tables"   Adkins, Tedder Jim Abbiss 4:10
4. "Don't You Remember"   Adkins, Dan Wilson Rick Rubin 4:03
5. "Set Fire to the Rain"   Adkins, Fraser T. Smith Smith 4:01
6. "He Won't Go"   Adkins, Epworth Rubin 4:37
7. "Take It All"   Adkins, Francis White Abbiss 3:48
8. "I'll Be Waiting"   Adkins, Epworth Epworth 4:01
9. "One and Only"   Adkins, Wilson, Greg Wells Rubin 5:48
10. "Lovesong"   Robert Smith, Laurence Tolhurst, Simon Gallup, Boris Williams, Porl Thompson, Roger O'Donnell Rubin 5:16
11. "Someone like You"   Adkins, Wilson Wilson, Adele 4:47
Duração total:
48:12

Créditos[editar | editar código-fonte]

Lista-se abaixo os profissionais envolvidos na elaboração de 21, de acordo com o encarte do álbum:[32]

Gravação

Gravado entre maio de 2009 e outubro de 2010 nos estúdios:

Produção
Músicos

Desempenho nas tabelas musicais[editar | editar código-fonte]

Tabelas de fim-de-ano[editar | editar código-fonte]

Histórico de lançamento[editar | editar código-fonte]

Região Data Formato Gravadora
 Japão 19 de Janeiro de 2011 CD, Download digital Hostess Entertainment
 Grécia[215] 20 de Janeiro de 2011 Edição limitada XL
 Austrália 21 de Janeiro de 2011 CD, Download digital
 Austrália
 Alemanha
 Países Baixos
Suíça
 Reino Unido[216]
Taiwan 22 de Janeiro de 2011 Standard, Edição exclusiva High Note
 França 24 de Janeiro de 2011 CD, download digital XL
 Polónia CD XL
 Israel CD High Fidelity
 Estados Unidos 22 de Fevereiro de 2011 CD, download digital Columbia
 Brasil 15 de Abril de 2011 CD Sony Music Entertainment

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