AOL

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AOL
AOL Inc.
Logotipo usado desde dezembro de 2009
Tipo Pública
Cotação NYSE: AOL
Indústria Internet e telecomunicações
Fundação 1983 como Quantum Computer Services
1991 como América Online
Fusão com a Time Warner
2009 como AOL Inc.
Sede Nova Iorque, Estados Unidos Estados Unidos
Áreas servidas  Estados Unidos
 Brasil
 Argentina
 Chile
 Venezuela
 Colômbia
Proprietário(s) Time Warner e AOL Inc.
Pessoas-chave Timothy M. Armstrong
(presidente e diretor executivo)
Empregados 5,860 (2010)[1]
Significado
da sigla
America
On
Line
Página oficial aol.com

AOL, sendo estilizado em seu logotipo como Aol. e anteriormente conhecido como America Online, é um provedor de Internet corporativo e provedor de serviços Internet (ISP), de origem americana. A empresa se fundiu com Time Warner em 2001. Atualmente, o maior competidor da AOL é o MSN da Microsoft.

A sede da AOL é em Nova Iorque e possui sedes com instalações regionais em várias cidades, incluindo Xangai, Sydney, Frankfurt, Londres, Toronto, Tóquio, Paris e muitas outras.

Em 2009, a Time Warner desmembrou a AOL, através de um spin-off.

História[editar | editar código-fonte]

A AOL iniciou suas atividades, como uma aventura chamada "Control Video", uma empresa cujo produto era um serviço Online chamado Gameline para o videogame Atari 2700. Os assinantes compravam um modem da empresa por US$49,95 e pagavam uma taxa de instalação de US$15,00. A Gameline permitia então aos assinantes, fazer download temporário de jogos e manter estatísticas de pontuação a um custo de aproximadamente US$1,00 por hora.

Em 1983 com empresa praticamente falida, um especialista em vídeo game chamado Steve Case assume o comando da empresa.

Case muda a estratégia da empresa e em 1985 lança uma espécie de mega-BBS para computadores comodore 64 e 128, originalmente chamado de Quantum Link ("Q-Link"). Também alterou o nome da empresa para "Quantum Computer Services". Em outubro de 1989, a Quantum lançou seu serviço AOL para computadores Apple II e Macintosh, e em fevereiro de 1991 o serviço para maquinas DOS. Em outubro de 1991, mudaria o nome de Quantum para "America Online". Estas mudanças iniciaram um tremendo incremento no número de serviços de BBS pagos, o mesmo ocorrendo com seus competidores na época Prodigy e Compuserve.

No início da década de 1990, AOL foi uma das primeiras empresas provedoras de serviços a darem aos seus clientes, acesso a Internet fora das Universidades e da área militar. Eles também enfatizavam o uso de uma interface gráfica com o usuário relativamente fácil de utilizar. Desta forma, foram primeiramente associados aos novos usuários, que desconheciam as regras de Etiqueta na Internet, que entraram Online neste período.

AOL manteve uma estratégia de marketing maciça, enviando disquetes e CD-ROMs para mais de 100 milhões de casas, que permitiu um grande crescimento e ajudou-os a dominar o segmento Online. Como reação a política de marketing, em agosto de 2001, foi lançada uma campanha "Não mais AOL CD-ROMs". A estratégia da campanha era de coletar um milhão de CD-ROMs da AOL e enviá-los de volta à companhia em um comboio de caminhões. Um membro da AOL, que não entendeu o ponto da campanha, prometeu enviar uma grande quantidade de CDs da AOL quando estivessem perto da marca de um milhão. Outros utilizavam os discos como colecionáveis pois tinham uma infinidade de motivos gráficos.

No final da década de 1990 e início de 2000, a AOL inicia suas aquisições. Abaixo algumas da empresas compradas pela AOL:

  • CompuServe
  • NaviSoft's NaviServer (mais tarde passou a se chamar AOLserver), comprada em 1994.
  • Nullsoft (desenvolvedor do Winamp), comprada em 1999 por US$86 milhões
  • Netscape
  • ImagiNation Network (I.N.N.) da AT&T em 1996
  • Mirabilis (desenvolvedor do ICQ)

Em 2000, a AOL se juntou a Time Warner.

Em março de 2004, amplamente convencidos de que a junção foi um erro caro para a nova empresa, ficou acordado que a Time Warner mantivesse discussões com a Microsoft em transferir sua divisão AOL. De acordo com o jornal New York Post, o possível acordo incluiria o pagamento por parte da Microsoft da compra da AOL e ainda assumiria suas dívidas, assim como um investimento pela Microsoft na Time Warner Cable (divisão de TV a cabo da Time Warner). Nenhuma das empresas confirmam qualquer tratativa a respeito, mas os jornais afirma que existem poucos obstáculos para que a Microsoft assuma o controle da AOL. (New York Post 19 de março de 2004). Este tipo de artigo, seguidamente aparece na mídia sem uma comprovada veracidade. [1]

Em 9 de abril de 2012 a empresa Aol. decide vender 800 patentes a empresa Microsoft por 1,05 bilhões de dólares.[2]

AOL América Latina[editar | editar código-fonte]

Na América Latina, a AOL chegou em 1999 e foi chamada de AOL Latin America (AOLA) em forma de uma joint venture com o Banco Itaú (Brasil) e o Grupo Cisneros (Venezuela). Porém a empresa não conseguiu emplacar com nenhuma de suas subsidiárias na América Latina (Brasil, México, Argentina e Porto Rico). Atualmente ativou o serviço "Aol Music" para o Brasil.

Brasil[editar | editar código-fonte]

AOL Brasil Ltda.
subsidiária a AOL Latin America
Tipo Privada
Fundação novembro de 1999
Encerramento 17 de março de 2006
Sede  Brasil
Empregados 580
Produtos Provedores de acesso à Internet, email e portal de internet
Página oficial www.aol.com.br

No Brasil, a AOL chegou em novembro de 1999, com a promessa de ser o "maior provedor de internet do país", porém problemas técnicos com os CDs de instalação e também a quantidade deles causou uma má imagem da empresa por parte dos brasileiros.[3] A empresa não conseguiu os mesmos resultados conseguidos no Estados Unidos[4] e com um prejuízo de US$ 182 milhões em toda a América Latina (segundo o pedido de concordata da AOL Latin America), a AOL Brasil fechou suas portas oficialmente, no dia 17 de março de 2006. A sua base de assinantes (fontes ligada a empresa disseram que era aproximadamente 200 mil assinantes, relativamente muito baixo) foi vendida para o provedor Terra.[5]

Demais países[editar | editar código-fonte]

A AOL Argentina foi vendida por apenas US$ 1 milhão para uma empresa de tecnologia portenha chamada Datco, que poderia contudo, continuar utilizando a marca "AOL". A parte de conteúdo ficou sob responsabilidade do jornal La Nación. A AOL México foi vendida para o grupo Alestra AT&T. A operação de Porto Rico passou para as mãos da AOL INC. dos Estados Unidos.

Com isso, a AOL Latin America foi diluída.

Volta à América Latina[editar | editar código-fonte]

Em 25 de junho de 2008, a AOL volta a atuar no continente sul-americano, pelo menos inicialmente, quatro países poderão contar com os serviços oferecidos pela empresa, como e-mail, notícias, mensagens instantâneas, chat e álbum de fotos: Argentina, Chile, Colômbia e Venezuela.

Já no Brasil, o serviço AOL Mail Brasil já se encontra disponível no endereço: http://webmail.aol.com.br, pelo que parece mais serviços estão sendo incluídos no site brasileiro: www.aol.com.br\mail No entanto os serviços estão sendo incluídos aos poucos, mas sob administração geral da AOL LLC, sem nenhum representante oficial no Brasil.

Pessoas notáveis associadas com a AOL[editar | editar código-fonte]

  • Steve Case (CEO)
  • Justin Frankel (Fundador da Nullsoft)
  • Marc Andreessen (co-fundador da Netscape)
  • Karen Thompson (AOL UK CEO)

Referências

  1. 2010 Form 10-K, AOL Inc. United States Securities and Exchange Commission.
  2. AOL venderá patentes à Microsoft por 1,05 bi de dólares (em português) Agência Estado Veja (9 de abril de 2012). Visitado em 10 de abril de 2012.
  3. Daniela Moreira (17 de março de 2006). AOL encerra oficialmente suas atividades no mercado brasileiro (em português) UOL IDG Now!. Visitado em 10 de abril de 2012.
  4. America Online encerra atividades no Brasil em (em português) Folha de São Paulo (8 de fevereiro de 2010). Visitado em 10 de abril de 2012.
  5. Ralphe Manzoni Jr (2 de janeiro de 2009). Terra paga até US$ 1,9 mi por AOL Brasil (em português) UOL IDG Now!. Visitado em 10 de abril de 2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]