Commodore 64

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Commodore 64
Computador doméstico
Commodore64.jpg
Lançamento: agosto de 1982 (32 anos)
Descontinuado: abril de 1996 (18 anos)
Sistema operativo: Commodore KERNAL/Commodore BASIC 2.0
Microprocessador: MOS Technology 6510
em 1,02 MHz (versão NTSC)
ou 0,985 MHz (versão PAL)
Memória: 64 KiB RAM
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Commodore BASIC V2.0

O Commodore 64 (comumente denominado de C64) foi um computador doméstico lançado pela Commodore em agosto de 1982 e produzido até abril de 1994. Estima-se que foram comercializados entre 17 a 22 milhões de unidades, um número surpreendente que até hoje não foi batido por qualquer outro modelo único de computador.

Características técnicas[editar | editar código-fonte]

O C64 usava um processador 6510 da MOS Technology, empresa que era da própria Commodore. Tratava-se de uma versão avançada do popular 6502 utilizado pelos Apple Inc. e pelo antecessor do C64, o VIC-20. Em relação ao 6502, o 6510 tinha seis pinos a mais e um sistema controlador de entrada e saída e de memória, que permitia que a ROM contendo o BASIC fosse acessada fora do espaço de endereçamento normalmente enxergado pelo processador. O micro já saía de fábrica com 64KiB de RAM e velocidades de 1,023 MHz nos modelos para uso com televisores NTSC e 0,985 MHz para os modelos preparados para o sistema PAL.

Como processador de vídeo foi escolhido o VIC-II, também da MOS, que havia sido desenvolvido para equipar o console Commodore MAX e superava com larga vantagem as criticadas limitações gráficas do VIC-20. Permitia a exibição de 25 linhas de 40 colunas em modo texto, gráficos de 16 cores em resolução de 160x200 pixels, ou de 320x200 pixels em modo monocromático. Uma das capacidades que o destacavam era de gerir sprites (blocos de gráficos) de forma independente. Esta gestão permitia que este computador apresentasse até 8 camadas de níveis gráficos independentes, conferindo-lhe larga vantagem face aos seus concorrentes diretos—especificamente as linhas Apple II e Atari de 8 bits, e também outros como ZX Spectrum ou MSX. Além disso, o C64 contava ainda com uma qualidade de som invejável, devido ao chipset sonoro SID (Sound Interface Device), predecessor do chipset utilizado no Commodore Amiga 500).

Um inconveniente do chip VIC-II era sua propensão ao superaquecimento, o que fez a Commodore mudar seu encapsulamento em 1983 e adicionar um dissipador de calor ao processador. Também em 1984, 1986 e 1987 a empresa lançou versões reprojetadas da placa-mãe do C64, que tinham como principal objetivo diminuir o número de componentes eletrônicos isolados (e, assim, reduzir os custos de produção). O C64 também contou com um grande número de acessórios, que iam de unidades de disquetes e mouses da própria Commodore a diversas placas de expansão lançadas por terceiros.

Software[editar | editar código-fonte]

Aproximadamente 10.000 programas entre jogos, utilitários e aplicativos foram lançados para o Commodore 64—grande parte deles divulgada e distribuída por meio da lista de discussões Usenet. Pelas suas características gráficas e sonoras, o C64 foi rapidamente adotado por produtores de jogos. Graças a softwares como o Blue Board, o C64 também foi muito usado como gerenciador de BBSs, como a brasileira Master Link BBS, do Rio de Janeiro. Ainda hoje o C64 é usado e programado por muitos hobbistas.

Assim como vários outros computadores da época, o C64 também podia rodar o sistema operacional CP/M se fosse nele instalada uma placa acessória com o processador Z80.

GEOS[editar | editar código-fonte]

Grande parte do sucesso do C64 e de sua longa sobrevida num período em que computadores de 16 e 32 bits começavam a dominar o mercado deveu-se ao sistema operacional GEOS, da Berkeley Software, lançado em 1986. O GEOS dava ao C64 uma interface gráfica monocromática muito similar à do Macintosh, permitia a execução de mais de um programa em forma concorrente, e vinha equipado com diversos softwares de produtividade como o processador de textos geoWrite, a planilha eletrônica geoCalc acompanhada do programa elaborador de gráficos geoDraw, e o editor de imagens geoPaint.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Ao contrário das plataformas Apple II, Sinclair, TRS-80 e MSX, os computadores da Commodore jamais foram clonados no Brasil na época da reserva de informática -- de fato, nunca houve clones do C64 no mundo enquanto ele foi produzido. Importá-los era, na prática, algo oneroso e proibitivo. Poucos C64 chegaram ao Brasil e a Master Link BBS, que era um dos principais canais de comunicação dos usuários da plataforma, registrou em seu auge cerca de 180 usuários—número baixo, mesmo considerando-se que na época poucos usuários de informática tinham modems. O micro era apenas referenciado em algumas revistas especializadas e ainda hoje é praticamente desconhecido no país.

Atualidade[editar | editar código-fonte]

Apenas em 2002 surgiu um clone do C64, o C-One, desenhado pela hobbista Jeri Ellsworth para integrar todo o hardware do C64 em uma só placa com chip reprogramável FPGA. As placas de circuito impresso do C-One são vendidas atualmente pela empresa alemã Individual Computers.

Em 2004 a empresa holandesa Tulip Computers BV, que é dona da marca Commodore desde 1997, lançou o C64DTV, também projetado por Ellsworth, que é um joystick que é ligado diretamente a um aparelho de TV e traz em seu interior todo o circuito do C64 original em um só chip ASIC e 30 jogos na memória. Alguns usuários com habilidades em eletrônica conseguiram instalar no C64DTV portas USB e PS/2, interfaces para teclados e disk-drives originais da Commodore, entre outros acessórios.

Os atuais fãs do C64 têm ainda uma ampla gama de emuladores para o sistema, como o VICE, o JaC64 que é baseado em Java e roda em vários navegadores de internet, e o MESS. Vários softwares, demos e documentos do C64 podem ser ainda encontrados no repositório /pub/cbm que mantém os arquivos que eram disponibilizados pela Usenet.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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