Napster

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Napster
Logótipo
Plataforma Multiplataforma
Lançamento 1999 (14–15 anos)
Idioma(s) Multi linguagem
Gênero(s) Compartilhamento de arquivos, P2P
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Napster, criado por Shawn Fanning e seu co-fundador Sean Parker, foi o programa de compartilhamento de arquivos em rede P2P criado em 1999, que protagonizou o primeiro grande episódio na luta jurídica entre a indústria fonográfica e as redes de compartilhamento de música na Internet. Compartilhando, principalmente, arquivos de música no formato MP3, o Napster permitia que os usuários fizessem o download de um determinado arquivo diretamente do computador de um ou mais usuários de maneira descentralizada, uma vez que cada computador conectado à sua rede desempenhava tanto as funções de servidor quanto as de cliente.[1]

História[editar | editar código-fonte]

A primeira versão foi lançada na Internet em 1999. Seu criador visava facilitar a forma como obtinha músicas MP3 na Internet - nesta época, isso não era tarefa fácil, era preciso domínio de muitas ferramentas, esforço e sobretudo paciência. Foi então que Shawn Fanning teve a brilhante ideia: "Que bom que seria se todo mundo pudesse compartilhar as suas coleções de músicas e baixar novos arquivos MP3 diretamente nos computadores dos outros usuários".

O Napster começou a ganhar popularidade já no início de 2000 quando também veio a se tornar uma empresa. Novas versões eram lançadas mensalmente e o número de usuários quadruplicava todas as semanas. Em seu auge, em Janeiro de 2001, o Napster teve um pico de 8 milhões de usuários conectados trocando diariamente um volume estimado de 20 milhões de canções.

No início de 2001 não resistiu a uma série de ações legais e o serviço foi fechado em março. Várias companhias da industria fonográfica decidiram processar o serviço, acusando de promover a pirataria e possibilitar a troca de arquivos de áudio protegidos por direito autoral. Os servidores do Napster foram desligados após uma batalha judicial travada entre seus operadores e a Recording Industry Association of America (RIAA) e, em dezembro de 2002, foi comprado pelo grupo Roxio, fabricante de softwares para gravação de CD e DVD, e passou a vender as músicas arquivadas aos usuários. As grandes empresas da indústria fonográfica, como a Sony e a Warner acusaram o Napster de violar a Lei de Copyright, ajudando a disseminar ilegalmente arquivos protegidos por tal lei. A banda Metallica se declarou publicamente contra o Napster. O baterista da banda, Lars Ulrich, tomou a frente das acusações, movendo ações legais contra o software. Se no início do ano de 2001, artistas uniram-se à batalha contra o file sharing, no cenário musical era possível encontrar artistas com opinião contrária, defendendo a forma utilizada pelo público para consumo da música. Tom Morello é um exemplo. Quando a Sony, proprietária legal dos direitos de suas músicas, utilizou o Digital Millenium Copyright Act (DMCA), Lei dos Direitos Autorais do Milênio Digital, em português, para bloquear usuários que compartilhavam faixas do álbum Renegades por meio do Napster, Morello foi declarou-se totalmente ofendido com a decisão de sua gravadora, anunciando que outras faixas em MP3 estariam disponíveis para download no site da banda.

Mas a revolução não acabou e mudou a industria fonográfica para sempre: isso porque novos programas que faziam o mesmo que o Napster surgiram no mesmo ano - WinMX, Kazaa, eDonkey, Morpheus, Audiogalaxy.

Napster Network[editar | editar código-fonte]

Napster Network é uma rede de P2P, a primeira rede popularizada foi a utilizada pelo programa Napster e sendo encerrada em 2001. Foi criada uma rede paralela no final deste ano, chamada também de OpenNap. É importante frisar que o Napster atualmente é um serviço de compra de músicas pela Internet e possui uma estrutura cliente-servidor tradicional.

Legado[editar | editar código-fonte]

O Napster e o MP3 são associados a revolução da música digital que mudou a indústria da música para sempre. As gravadoras tiveram perdas massivas na vendas de álbuns em meio físico, ano após ano desde 2000. Foi então que a Apple Inc. começou a vender música em formato digital (AAC) pela iTunes Music Store por um preço abaixo do que os aplicados pelas gravadoras, começando a lucrar com negócio. Além de oferecer música online por um preço acessível, as primeiras interfaces da loja virtual de Steve Jobs era muito parecida com o próprio Napster. A semelhança ajudou que os usuários se adaptassem facilmente a nova forma de consumir música. Porém, na época, o que mais importava com esse novo negócio da Apple era a venda de seu tocador de música digital, o iPod. O player acompanhou a revolução na música digital; ao comprar uma música na iTunes Store, era muito fácil transferir os arquivos para o iPod. Mesmo com essas iniciativas de sucesso na comercialização de música digital online, ainda hoje é possível obter música em formato MP3 de forma ilegal e não autorizada através de aplicações como eMule, Ares Galaxy e BitTorrent. O aplicativo BitTorrent, muitas vezes confundido com o próprio torrent, é um dos mais conhecidos e utilizados para o compartilhamento de arquivos torrent. Por permitir que arquivos maiores circulassem na rede, o torrent foi responsável por um episódio parecido ao acontecido com o Napster, a acusação do The Pirate Bay.

Cronologia[editar | editar código-fonte]

  • Janeiro de 1999: Shawn Fanning abandona a universidade para desenvolver o software que ganharia o nome de Napster.
  • Junho de 1999: O Napster entra no ar possibilitando de uma maneira simples que usuários compartilhassem músicas em formato mp3.
  • Agosto de 1999: O tio de Fanning, John Fanning, juntamente com outros investidores, oferece um acordo para gerenciar o Napster.
  • Outubro de 1999: As negociações para distribuição de música online com as gravadoras não obtêm sucesso.
  • Dezembro de 1999: A RIAA exige US$100 mil por música baixada por quebra dos direitos autorais.
  • Fevereiro de 2000: Várias universidade dos EUA proíbem o uso do Napster em seus computadores.
  • Abril de 2000: A banda Metallica entra com ações contra o Napster por distribuir suas canções de forma ilegal.
  • Maio de 2000: Em resposta aos processo, o Napster mostra que está disposto a colaborar, banindo mais de 300 mil usuários que compartilham músicas da banda.
  • Junho de 2000: A RIAA entra com um mandado de segurança para bloquear material compartilhado de grandes selos.
  • Julho de 2000: A empresa anuncia planos para cooperar com as gravadoras. Um juiz estabelece um prazo de 48 horas para que o Napster pare de permitir que músicas com copyright sejam compartilhadas.
  • Agosto de 2000: Madonna entra com um processo contra o site por divulgar as faixas de seu álbum "Music", sem autorização e um mês antes do lançamento oficial.
  • Outubro de 2000: A Napster anuncia parcerias para pagar os artistas cujas músicas são compartilhadas no site.
  • Março de 2001: Um filtro é instalado nas buscas do Napster para bloquear o download de arquivos listados pelas gravadoras.
  • Julho de 2001: A Justiça proíbe todos os downloads de arquivos no site, a menos que o filtro funcione 100%.
  • Novembro de 2002: O Napster é comprado pela Roxio por US$ 5,2 milhões.
  • Atualidade: Hoje, o Napster vende arquivos de música digital que respeitem o direito autoral.
  • Junho de 2001: Chega a Portugal o Napster
  • Setembro de 2013: Programado a chegada do Napster no Brasil.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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