Yoko Ono

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Yoko Ono
小野 洋子
Yoko Ono na abertura da exposição de suas obras em São Paulo, 2007.
Nome completo Ono Yōko
Nascimento 18 de fevereiro de 1933 (81 anos)
Tóquio, Japão
Cônjuge Anthony Cox
John Lennon (1969 - 1980)
Filho(s) Kyoko Chan Cox e Sean Lennon
Ocupação cantora, cineasta e artista plástica

Yoko Ono (オノ・ヨーコ(小野 洋子), Ono Yōko?, Tóquio, 18 de fevereiro de 1933) é uma cantora, cineasta e artista plástica vanguardista japonesa, viúva de John Lennon e mãe de Kyoko Chan Cox e Sean Lennon. Atualmente vive em Nova Iorque. Suas obras, tanto musicais quanto plásticas e conceituais, são caracterizadas pela provocação, introspecção e pacifismo.

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Nascida numa família rica, Yoko Ono teve oportunidade durante a infância de estudar em Gakushin, uma das mais exclusivas escolas do Japão. Durante este período estudou também piano clássico e canto.

Durante a Segunda Guerra Mundial deslocou-se frequentemente entre cidades do Japão e Estados Unidos até 1952, quando se mudou definitivamente para Nova Iorque. A partir de então frequentou a faculdade de música Sarah Lawrence, onde conheceu importantes músicos de vanguarda, que posteriormente seriam inspiração para o surgimento do grupo Fluxus, entre eles John Cage.

Em 1956 casa-se, contra a vontade de seus pais, com Toshi Ichiyanagi e com ele divide um loft em Manhattan, o qual, pouco tempo depois, tornar-se-ia laboratório para as performances de Yoko e as experiências sonoras de John Cage.

Rejeitando o auxílio financeiro da família, começa a lecionar arte japonesa e música em escolas públicas.

Primeiras obras[editar | editar código-fonte]

Entre o fim da década de 1950 e 1960, Yoko realiza obras de cunho conceitual que oscilam entre a introspecção poética e sátira provocadora. Entre elas destacam-se: Painting To See The Skies ("Pintando para ver os céus"), de 1961, uma folha que contém sucintas instruções em japonês de como transformar uma tela convencional em uma espécie de óculos para observação do céu; uma apresentação no Carnegie Recital Hall, onde utilizou microfones para registrar o ruído de descargas de autoclismos(PT) ou privadas(BR) (performance repudiada pelos críticos de arte de então); "Lightining Piece", de 1955, performance na qual convida os espectadores a observarem a consumação de um palito de fósforo pelo fogo. Este último um esboço do interesse que mais tarde terá em produzir obras e performances que instiguem o observador a se relacionar esteticamente com fenômenos corriqueiros e banalizados pela rotina — uma rejeição do que a vanguarda Fluxus chamava de arte europeizada e ao mesmo tempo uma tentativa de integrar a arte à vida cotidiana, no entanto sem a conotação de artesanato/utilitaridade.

Em 1961, após desentendimento com seu marido, Toshi, retorna ao Japão. A má repercussão de seus trabalhos e a crise conjugal acabam por lhe causar um estado de profunda depressão. Pouco tempo depois, ela é internada. É removida do hospital quando seu amigo Anthony Cox denuncia que ela estaria recebendo doses anormais de medicamentos. Uma relação amorosa entre os dois culmina na separação de Yoko e Toshi e no seu casamento com Cox, com quem veio a ter uma filha, Kyoko Chan Cox, em 1963. Ainda em 1963, o casal se separa, e Yoko retorna aos Estados Unidos.

Fluxus[editar | editar código-fonte]

Nos Estados Unidos, descobre que seu amigo George Maciunas, baseado nas idéias que havia desenvolvido junto com John Cage e a própria Yoko Ono, liderava um novo grupo vanguardista denominado Fluxus. As propostas do grupo eram politizadas e de cunho libertário, muito próximas dos ideais do Dadaísmo e do Construtivismo russo. Yoko se une ao grupo.

Em 1964, lança o livro Grapefruit, uma compilação de "instruções de obra de arte" (entre elas Hide & Go Seek: "Esconda-se até que todos se esqueçam de você. Esconda-se até que todos morram.") e começa uma longa série de happenings.

Em 1965, apresenta-se novamente no Carnegie Recital Hall com sua performance Cut Pieces ("corte pedaços"), onde permanecia sentada, convidando o espectador a cortar com uma tesoura pedaços de sua roupa até ficar nua. Esta performance teve uma repercussão positiva na crítica.

De 1964 a 1972 produz dezesseis filmes experimentais entre eles o polêmico Nº 4 (também conhecido como Bottoms), que apresenta 365 closes de nádegas, e Nº 5, uma sequência de stills de bocas que animados mostram a transição de um sorriso para uma expressão séria.

Yoko Ono e John Lennon[editar | editar código-fonte]

Edifício Dakota, onde Yoko Ono e John Lennon moravam, em Nova Iorque.

Com a repercussão de suas obras, Yoko é convidada em 1966 a realizar uma exposição individual. Nesta exposição, foi exposta a obra Ceiling Painting, uma instalação na qual uma escada conduz o observador até um vidro no teto, onde há uma lupa presa para que se leia a pequena inscrição "Yes!". O músico John Lennon, então membro da banda The Beatles, estava presente à exposição, e seu encantamento com a obra despertou interesse pela produção artística de Ono.

Lennon financiou então sua próxima instalação, Half-A-Room, uma peça intimista e melancólica: um quarto de casal completamente branco, com a mobília, também branca, cortada ao meio. Ono comenta que a inspiração para a instalação ocorreu quando acordou certo dia e notou que Anthony Cox, seu ex-marido, não estava lá, não havia voltado na noite passada, deixando uma sensação de "estar pela metade".

A partir do fim da década de 1960, Yoko Ono e John Lennon começam a produzir composições de vanguarda, sem estrutura musical tradicional. Lennon se separa de sua primeira esposa, casa-se com Yoko em 20 de Março de 1969. Em 9 de outubro de 1975, nasce o filho do casal, Sean.

Carreira musical[editar | editar código-fonte]

A produção musical de Ono é muitas vezes extremamente experimental. Ao contrário das experiências de seu amigo John Cage, cujos questionamentos audaciosos dialogavam com a música erudita, a produção de Ono, apesar de sua educação formal em música, desconstruía e repensava a música popular, em especial o rock and roll. Yoko Ono é uma das precursoras do estilo rock experimental que viria surgir entre o fim dos anos 1970 e o começo dos anos 1980 com a música industrial e pós-punk. Seus discos de 1972 e 1973 atualmente são reconhecidos como históricos (apesar de não terem sido um sucesso na época de seus lançamentos) na música feminista.

Esta provocação e desconstrução do rock, com a participação de Lennon, acabou por torná-la alvo de muitas críticas, especialmente de alguns fãs dos Beatles. Em uma famosa apresentação de John Lennon no festival musical Toronto Rock And Roll Revival Festival, Yoko se uniu à banda na segunda metade do show, transformando o estilo rock and roll tradicional em uma das primeiras manifestações de música experimental dentro de um gênero popular, substituindo as palavras por ruídos gritados e utilizando a microfonia como parte da música. Isto fez as músicas apresentadas por Lennon e banda (Yer Blues, Dizzy Miss Lizzy, entre outras) adquirirem um brilho estranho e original. Eric Clapton sempre apoiou o trabalho de Yoko, tendo declarado em entrevistas que admirava sua originalidade e que havia gostado de gravar com ela. George Harrison já não pensava assim e não aceitou que Ono participasse do Concerto para Bangladesh, o que levou Lennon a declinar do convite de se apresentar, já que Yoko era parte fundamental da Plastic Ono Band.

O estilo confrontador e agressivo de Yoko foi lentamente dando lugar a um estilo mais próximo do pop-rock. No século XXI, ela se transformou em uma espécie de diva da música eletrônica através dos remixes de canções antigas feitos pelos mais renomados DJ's da cena eletrônica. Todos os singles atingiram os primeiros lugares das paradas de dance music, sendo que nada menos que nove, entre eles "Walking on thin ice" e "Everyman/everywoman" (que ela dedicou como apoio à causa gay), chegaram efetivamente ao número 1 das paradas de dance music.

Em fevereiro de 2007, aos 74 anos de idade, Yoko Ono lançou Yes, I´m a witch, disco no qual seus antigos trabalhos são recriados e reconstruídos por artistas como Peaches, Le Tigre, Flaming Lips, Craig Armstrong, Apples in Stereo, entre outros.

Em 2010, lançou o aclamado Between the Sky and My Head, que angariou inúmeras críticas positivas e gerou uma série de shows, nos quais Yoko dividiu o palco com artistas como Eric Clapton, Bette Midler, Lady Gaga, Iggy Pop e Ornette Coleman, entre outros luminares do rock, do jazz e do pop.

Décadas de 1990 e 2000[editar | editar código-fonte]

A partir do fim da década de 1980, Yoko retorna às artes plásticas.

No começo da década de 90 foi lançada ONOBOX, caixa de seis CD's, reunindo toda a sua obra realizada até então. A caixa foi aclamada pela crítica, e as novas gerações começaram então a assimilar o pioneirismo de seu trabalho.

Animada com a receptividade calorosa para ONOBOX, Yoko juntou-se à banda IMA, do filho Sean Lennon, para a gravação do disco Rising, também elogiado pela crítica e que rendeu uma turnê pela América do Norte e Europa, além de um CD de remixes com nomes como Tricky, Thurston Moore e Perry Farrel.

Em 2001 foi realizada a exposição retrospectiva de quarenta anos YES YOKO ONO. Naquele ano foi lançado também o CD Blueprint for a Sunrise, com trabalhos inéditos.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Discos[editar | editar código-fonte]

Solo[editar | editar código-fonte]

Remix álbuns[editar | editar código-fonte]
Discos promocionais[editar | editar código-fonte]
  • Welcome: The Many Sides Of Yoko Ono (1973)

com John Lennon[editar | editar código-fonte]

Singles[editar | editar código-fonte]

Solo[editar | editar código-fonte]

Discos promocionais[editar | editar código-fonte]
  • "Goodbye Sadness"/"I Don't Know Why" (1981)
  • "Cape Clear"/"Walking On Thin Ice (Re-Edit)" (1985)

com John Lennon[editar | editar código-fonte]

  • "Give Peace a Chance"/"Remember Love" (1969)
  • "Cold Turkey" (Lennon)/"Don't Worry, Kyoko" (Ono) (1969)
  • "Instant Karma" (Lennon)/"Who Has Seen the Wind?" (Ono) (1970)
  • "Mother" (Lennon)/"Why" (Ono) (1971)
  • "Power to the People" (Lennon)/"Open Your Box" (Ono) (1971)
  • "Happy Xmas (War is Over)"/"Listen, the Snow is Falling" (1971)
  • "(Just Like) Starting Over" (Lennon)/"Kiss Kiss Kiss" (Ono)(1980)
  • "Woman" (Lennon)/"Beautiful Boys" (Ono)(1981)
  • "Watching the Wheels" (Lennon)/"Yes, I'm Your Angel" (Ono) (1981)
  • "Nobody Told Me" (Lennon)/"O'Sanity" (Ono)(1984)
  • "I'm Stepping Out" (Lennon)/"Sleepless Night" (Ono)(1984)
  • "Borrowed Time" (Lennon)/"Your Hands" (Ono)(1984)
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