The Cure

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The Cure
A banda em 2007 na Singapura.
Informação geral
Origem Crawley, West Sussex
Inglaterra
País  Reino Unido
Gênero(s) Rock gótico[1]
Pós-punk[1]
Rock alternativo[1]
New wave[1] [2]
Período em atividade 1976 - actualmente
Gravadora(s) Fiction
Suretone
Página oficial www.thecure.com
Integrantes Robert Smith
Roger O'Donnell
Simon Gallup
Jason Cooper
Reeves Gabrels
Ex-integrantes Michael Dempsey
Matthieu Hartley
Andy Anderson
Phil Thornalley
Lol Tolhurst
Boris Williams
Porl Thompson
Perry Bamonte

The Cure é uma banda britânica de rock formada em 1976 em Crawley, Inglaterra. Robert Smith é o líder da banda e único elemento constante desde a sua formação, além de se manter responsável sozinho por sua direcção musical, sendo produtor, cantor, compositor e multi-instrumentista.

Aclamados no final dos anos 1980 e princípio da década seguinte, com diversos álbuns que alcançaram grande exposição e popularidade, passaram a ser negligenciados pela imprensa na segunda metade dos anos 1990, mas com a chegada do novo século a banda foi reconhecida mundialmente como uma das mais influentes do rock alternativo moderno. Várias canções dos The Cure tornaram-se sucesso nas rádios, tais como "Just Like Heaven", "Close To Me", ou "Friday I'm in Love", com indicações e ganhos em prémios, e o grupo havia vendido até 2004 mais de 30 milhões de cópias no mundo todo,[3] com 1.1 milhão de vendas certificadas somente no Reino Unido,[4] sendo uma das bandas alternativas de maior sucesso da história.[3] Em Outubro de 2008 a revista britânica NME anuncia a atribuição do prémio 'Godlike Genius' à banda, em forma de reconhecimento pela contribuição para a música alternativa e pela sua extraordinária carreira.[5]

História[editar | editar código-fonte]

Formação e Three Imaginary Boys (1973–1979)[editar | editar código-fonte]

A primeira formação do que viria a se tornar os The Cure se chamava The Obelisk e era composta por estudantes da Notre Dame Middle School de Crawley, Sussex. O grupo fez seu debute público em Abril de 1973 e contava com Robert Smith no piano, Michael Dempsey e Marc Ceccagno na guitarra, Laurence "Lol" Tolhurst na percusssão e Alan Hill no baixo.[6] Em Janeiro de 1976, após deixar os Obelisk, Marc Ceccagno forma os Malice com Robert Smith, agora também na guitarra, e Michael Dempsey, que passou a baixista, juntamente com outros dois companheiros de turma da St. Wilfrid's Catholic Comprehensive School.[7] Ceccagno abandonou pouco depois o projecto para formar uma banda de Jazz-rock fusion chamada Amulet.[7] [8] Pouco tempo depois, Lol Tolhurst, dos Obelisk, e Porl Thompson, já bastante conhecido na região pelas suas aptidões,[9] entram para os Malice na bateria e guitarra solo, respectivamente.[7] Após várias tentativas para conseguirem um novo vocalista, Peter O'Toole assumiu a posição.[8] Neste período faziam releituras de David Bowie, Alex Harvey, Jimi Hendrix, entre outros e começaram também a escrever o seu próprio material.[7]

Em Janeiro de 1977, após alguns concertos pouco satisfatórios e por estarem crescentemente a serem influenciados pelo surgimento do punk rock, os Malice passaram a ser conhecidos como Easy Cure,[10] nome retirado de uma canção de Lol Tulhurst.[11] No mesmo ano, ganharam um concurso de talentos promovido pelo selo alemão Hansa Records e receberam um contrato de gravação. Apesar da banda ter gravado faixas para a editora, nenhuma foi lançada.[12] Em Setembro do mesmo ano, Peter O'Toole abandonou o grupo e Smith assumiu o papel de vocalista.[7] [13] Seguindo desavenças em Março de 1978 sobre a direcção que a banda deveria tomar — tendo o grupo rapidamente percebido que ganharam o concurso não pelo seu valor, mas pela sua imagem,[8] o contrato com a Hansa foi desfeito.[14] Smith mais tarde lembrou "Nós éramos muito jovens. Eles simplesmente pensaram que nos podiam transformar num grupo adolescente. Na verdade eles queriam que nós fizéssemos releituras e nós sempre recusávamos".[12]

O coreto de Crawley onde os The Cure fizeram um dos seus primeiros concertos e que se pode ver no vídeo Staring At The Sea - The Images

Robert Smith deixa de achar piada ao nome da banda e muda-o para The Cure, pois soava-lhe demasiado "West Coast".[15] Entretanto Robert Smith começa também a não gostar dos solos de Porl, pois pretendia um som cada vez mais minimalista, daí que em pouco tempo Porl Thompson também abandonaria o projecto.[14]

Cquote1.svg Todos os grupos que gostávamos tinham o "the" antes do nome da banda, mas The Easy Cure soava estúpido, então mudamos o nome para The Cure. Chateou alguns dos nossos antigos fãs mas…bom, aí está… eu pensei que The Cure era mais "aquilo".[9] Cquote2.svg
Robert Smith, Ten Imaginary Years, 1988

Nesta altura os The Cure passam a ser um trio composto apenas por Robert na voz e guitarra, Michael Dempsey no baixo e Lol Tolhurst na bateria. Enviam as suas demos a todas as maiores editoras, mas não obtêm qualquer resposta, excepto do A&R da Polydor, Chris Parry.[8] Após uma longa conversa, com vários copos à mistura, assinam um contrato com Parry mas não pela Polydor, mas pela sua própria editora que acabara de criar, a Fiction Records, tornando os The Cure a primeira banda a assinar por esta editora.[16]

O primeiro single da banda, "Killing an Arab", é lançado no Natal de 1978, single esse que é bem recebido pela crítica inglesa sem no entanto deixar de criar polémica junto de pessoas menos informadas que pensaram que a música teria conteúdo racista, mas a música era uma homenagem ao livro L'étranger, de Albert Camus, onde acontece o mesmo fato descrito na música.[17] O primeiro álbum, Three Imaginary Boys, sai em Junho de 1979, e foi igualmente recebido com boas críticas, ao ponto de apelidarem os The Cure de "os novos Pink Floyd" (do período de Syd Barrett).

No entanto, o som que caracteriza o álbum, ainda com algumas influências punk, músicas rápidas e directas, já não são a imagem do Robert Smith desta altura mas sim de um Robert do passado, do período Easy Cure.[18] A capa original deste álbum tem a particularidade de não ter imagem alguma da banda mas sim três objectos comuns a representar a banda (candeeiro, aspirador e um frigorífico) e não ter o nome das músicas, apenas umas imagens relacionadas com cada uma delas, criando um certo mistério em torno da banda.[19] Mas o que Chris Parry queria demonstrar com esta atitude era que a banda valia pela sua música e não pela sua imagem. Nesta altura eles queriam demonstrar que eram apenas simples pessoas a fazer música, sem qualquer tipo de imagem.[20]

Cquote1.svg O meu problema com os Cure era, aqui estava uma banda sem imagem mas com uma música forte, então eu pensei "vamos fazê-lo completamente sem uma imagem" em vez de ir pelo típico, sangue, macabro e violento que estava em voga para as capas de álbuns desta altura. Eu pensei, "vamos fazê-lo completamente desapaixonados, vamos escolher as três coisas mais mundanas que possamos encontrar."[9] Cquote2.svg
Chris Parry, Ten Imaginary Years, 1988
Cquote1.svg Eu nem gostei do álbum. Nem sequer pensei que soasse a The Cure de todo. Muitas pessoas disseram que gostavam da sua diversidade mas essa é exactamente a razão que eu não gostei do álbum. Soa como uma compilação ou algo parecido[9] Cquote2.svg
Robert Smith, Ten Imaginary Years, 1988

Começam a tournée de promoção ao álbum e pouco depois são convidados para serem a banda de suporte para a banda Siouxsie & The Banshees..[8] Após uma invulgar deserção no seio desta banda em plena tournée, Robert Smith oferece-se para o lugar de guitarrista até ao fim desta e passaria a fazer os dois sets, tanto pelos Cure como pelos Banshees.[21] Editam o single "Boys Don't Cry" em Junho que não obtém o sucesso esperado.[22]

O terceiro single dos The Cure, "Jumping Someone Else's Train" foi lançado no começo de Outubro de 1979.[22] Pouco após, Dempsey foi expulso da banda pela sua fria recepção ao material que Smith havia escrito para o álbum seguinte.[23] Dempsey juntou-se aos The Associates, enquanto o baixista Simon Gallup e o teclista Matthieu Hartley da banda de post-punk/new wave de Horley, The Magspies, se juntaram aos The Cure.[24] Os The Associates seriam a banda de abertura para os The Cure inicialmente e The Passions na turnée inglesa Future Pastimes entre Novembro e Dezembro, com a nova formação dos Cure já a tocar algumas canções do projectado segundo álbum.[25] Enquanto isso, uma banda paralela formada por Smith, Tolhurst, Dempsey, Gallup, Hartley e Thompson, com vozes de apoio de família e amigos, e com o carteiro local, Frankie Bell, a vocalista, lançaram um single de 7 polegadas em Dezembro sob o nome presumido de Cult Hero.[26]

Período obscuro (1980–1982)[editar | editar código-fonte]

Após a gravação deste primeiro álbum, Robert inicia pouco depois a gravação do período mais "negro" dos The Cure; a trilogia, Seventeen Seconds, Faith e Pornography. Este período é considerado por uma parte considerável de fãs como a melhor fase da banda, na qual foram produzidas canções como "A Forest", "Play For Today", "Primary", "All Cats Are Grey", "Faith", "Charlotte Sometimes", "One Hundred Years", "The Figurehead" ou "A Strange Day". À ilusão do Seventeen Seconds, segue-se a letargia do desespero em Faith. Todo esse desespero e emoções contidas transformam-se em raiva, ódio e num desespero ainda mais exacerbado em Pornography, tornando este álbum um marco para a música alternativa.

Cquote1.svg Tomamos conta da Fiction e recusamos deixar entrar alguém…Não conseguia lembrar-me do que tinha feito ou onde tinha estado. Eu perdi verdadeiramente contacto com o que era realidade por um par de meses.[9] Cquote2.svg
Robert Smith, acerca das gravações de Pornography, Ten Imaginary Years, 1988

Robert Smith, que estava insatisfeito por não ter o controlo sobre certos aspectos, nesta altura passou a tomar as rédeas de todo o processo criativo e co-produziu Seventeen Seconds juntamente com Mike Hedges.[27] A Forest foi o primeiro single dos Cure a entrar no top de singles do Reino Unido, e foi a primeira música que se pôde ouvir deste novo período.[28] Bastante diferente do que tinha sido feito anteriormente, é no entanto, a essência deste novo período e mesmo de toda a carreira.

Após a tournée de 1980, Matthieu Hartley deixa a banda. Hartley afirmou, "apercebi-me que a banda estava a ir numa direcção suicida, música sombria — do tipo que não me interessava de maneira nenhuma".[29]

Em 1981, satisfeitos com o ambiente reproduzido por Mike Hedges, gravam novamente com este produtor, desta vez o álbum Faith, que consegue levar mais adiante o ambiente depressivo presente no álbum anterior.[30]

Na Picture Tour de 1981 os concertos assemelhavam-se a cerimónias religiosas, com uma atmosfera altamente depressiva ao ponto da audiência não aguentar e provocar graves tumultos.[31] Nesta turnê, antes dos concertos, em vez de uma banda de suporte, apresentavam o filme Carnage Visors de Ric Gallup (irmão de Simon Gallup), um filme animado que criava a atmosfera pretendida para o início do concerto.[28] Robert Smith vivia tão absorvido neste ambiente depressivo, que em certas ocasiões chegava a terminar os concertos em lágrimas; já para o fim da tournée recusava-se a tocar músicas do primeiro álbum.[32]

Cquote1.svg Eu não me apercebi do efeito que teria na banda. Eu pensei que poderíamos juntar as músicas quando tocássemos ao vivo e as outras canções iriam criar um equilíbrio, mas acabou por afectar todos. Aquelas canções tiveram um efeito negativo em nós — quanto mais as tocávamos, mais deprimidos e desolados ficávamos.[9] Cquote2.svg
Robert Smith, acerca do álbum Faith, Ten Imaginary Years, 1988
York House Gardens, local onde foi gravado o videoclipe para "The Hanging Garden", do álbum Pornography.

Em 1982 editam um dos álbuns mais importantes da banda, Pornography, que é o pico deste período mais sombrio da banda. Este é um dos álbuns que alguns críticos musicais indicam como paradigmáticos do rock gótico,[33] [34] demonstrando uma sonoridade típica do pós-punk, mas muito mais obscura. Um álbum gravado no limite da lucidez já muito perto da insanidade, provocada por vários excessos, sendo o mais evidente o consumo desmesurado de todo o tipo de drogas.[35] Este comportamento por parte de todos os membros da banda, torna-os demasiado frios e distantes e iria criar problemas entre eles em pouco tempo.[36] Este álbum inicia com a linha, "It doesn't matter if we all die" ("Não interessa se todos morrermos"), que define exactamente o pensamento da banda nesta altura. O desespero e o ódio presente no álbum pode ser abreviado pela concisão dessas primeiras palavras que ouvimos neste álbum. Apesar das preocupações legítimas quanto a este álbum não ter um som comercial, é o primeiro álbum da banda a atingir o top 10 no top do Reino Unido, atingindo o oitavo posto.[37]

Nesta altura começam também a alterar a sua postura de não-imagem e encetam uma mudança no seu visual na digressão do álbum Pornography. Pintam os olhos com batom (que com o suor dava uma sensação de estarem a sangrar dos olhos) e começam a deixar crescer o cabelo duma forma desgrenhada.[38]

Vivia-se um ambiente de "cortar à faca" dentro da banda e os concertos eram feitos quase sem qualquer diálogo entre os membros. Este período, que levou os membros da banda ao limite das suas capacidades físicas e psíquicas, culminou em cenas de pancadaria entre Simon Gallup e Robert Smith em plena tournée de 1982.[39] Os The Cure como eram conhecidos até então tinham acabado. No fim da tournée a banda tinha acabado, apesar de oficialmente, o fim nunca ter sido confirmado.[40] Simon Gallup estava fora da banda..[8]

Cquote1.svg Na tournée do Faith, comecei a ler livros sobre insanidade, psiquiatria, asilos, bom, saúde mental em geral. Eu pensei no tipo de existência que as pessoas devem ter quando estão internadas, a maneira como são tratados e eu pensei, se eu estivesse sozinho, aquilo podia acontecer-me. Em vez de cantar para uma audiência, eu poderia encontrar-me a cantar para uma parede.[9] Cquote2.svg
Robert Smith, sobre o que o inspirou para gravar Pornography, Ten Imaginary Years, 1988

Período de indefinições (1983–1984)[editar | editar código-fonte]

Em 1983, Robert Smith fazia também parte integrante da banda Siouxsie And The Banshees e é neste período com esta banda que Robert adopta a sua imagem de marca, inspirada na Siouxsie Sioux; lábios esborratados de batom, olhos pintados e o cabelo levantado de uma forma despenteada.[41] Fez tanto sucesso que a sua imagem tornou-se um ícone.

O Robert nesta altura sentia-se perfeitamente confortável em ser somente guitarrista ao contrário do papel que tinha que desempenhar nos Cure, daí que temendo perder Robert Smith definitivamente para os Banshees, Chris Parry (dono da Fiction Records) incita-o a gravar algo diferente e mais comercial.[42]

Cquote1.svg Eu queria tocar com eles, porque eu estava farto de ser o vocalista e líder da banda durante tantos anos. Eu queria ser só o guitarrista, para ver se seria diferente numa outra banda, eu queria ver se as minhas experiências eram diferentes das deles.[9] Cquote2.svg
Robert Smith, acerca dos seus motivos para entrar nos Banshees, Ten Imaginary Years, 1988
Kew Gardens, em Londres, local onde foi gravado o videoclipe para The Caterpillar.

Antevendo um descontentamento e desilusão dos fãs, o Robert sugere gravar com um nome diferente que não The Cure, mas Chris Parry consegue convencê-lo dos benefícios.[43] Por outro lado, Robert nesta altura estava com intenções de terminar com os Cure ou no mínimo, com todo o misticismo à sua volta, daí que não foi muito difícil convence-lo a gravar algo completamente antagónico ao que os Cure representavam até esta altura. Assim ainda no fim de 1982, surge o single Let's Go To Bed e mais tarde já em 1983, The Walk (#12/UK) e The Lovecats (#7/UK). Como Lol Tolhurst já não conseguia evoluir mais na bateria, passou para os teclados. Andy Anderson, seria o baterista nestas gravações e futuramente seria o novo baterista da banda enquanto que o produtor e baixista, Phil Thornalley seria o novo baixista.[44]

Nesta altura, numa altura de indefinição quanto ao futuro dos Cure, Robert Smith inicia um projecto paralelo com o baixista dos Banshees, Steve Severin de nome The Glove. Apenas editam um álbum que foi bastante marcante para os dois, Blue Sunshine. Andy Anderson seria o baterista dos The Glove.[42]

Em 1984 os The Cure editam The Top, já com Porl Thompson, que já tinha estado ligado aos Easy Cure.[45] Este é um álbum na globalidade psicadélico, também influênciado pela passagem do Robert pelos Banshees e também pela digressão que estes fizeram por Israel.[46] É bastante diferente de tudo já alguma vez feito e deveras estranho, mas que com o tempo se torna cada vez mais apelativo e cativante. Um álbum que de tão estranho, foi recebido friamente e em parte Robert concorda com as críticas pois segundo ele, na altura, os The Cure eram ele e umas quantas pessoas e não verdadeiramente uma banda, de maneira que álbum foi quase completamente feito por ele. Robert Smith tocou neste álbum todos os instrumentos, com a excepção da bateria e saxofone.[47] The Caterpillar (#14/UK) é o único single deste álbum. Da tour de 1984 seria editado um vídeo gravado no Japão denominado de Live In Japan.

Sucesso comercial (1985–1993)[editar | editar código-fonte]

Em 1985, após uma longa conversa num bar, Simon Gallup regressa aos Cure e Andy Anderson entretanto já tinha sido substituído por Boris Williams na tournée do The Top.[48] The Head On The Door é lançado e desta vez conseguem verdadeiramente atingir o mainstream. Os singles "In Between Days" e "Close To Me" são músicas que ainda hoje se ouvem em qualquer lugar. Para além desses clássicos este álbum possui outras preciosidades que marcam a história da banda como a "Sinking", "Push", "The Baby Screams", "A Night Like This", entre outras. Foi um álbum que marcou a banda e os deu a conhecer ao mundo, pois até aqui tinham sido uma banda apenas conhecida em certos circuitos alternativos. Uma particularidade deste álbum é que a música "The Blood" teria sido escrita após Robert Smith ter bebido uma garrafa de vinho do Porto, Lágrima de Cristo.[49] Tentaram fazer uma música inspirada no fado, mas como os resultados não foram satisfatórios, decidiram-se por um som inspirado em flamenco.

Robert Smith em 1985

Em 1986 é quando o sucesso se torna num fenómeno de popularidade assim que os The Cure lançam a compilação Standing on a Beach / Staring at the Sea. "Boys Don't Cry", que, em 1980, quando foi lançada, não teve o sucesso esperado, em 1986 torna-se um hino da banda. Neste mesmo ano, Robert Smith chocou o mundo da música quando apareceu de cabelo cortado; a MTV dedicou vários blocos noticiosos acerca do assunto. Acerca do assunto, Robert afirma: "É muito mau quando as pessoas te reconhecem pelo teu corte de cabelo e não pela música. Eu estava farto de ver tantas pessoas que se pareciam comigo."[50] Da tour de 1986 seria editado o vídeo In Orange.

Cquote1.svg Eu não sei por que razão as pessoas gostam mais de nós agora do que gostavam há cinco anos atrás. Talvez estejamos a fazer música mais acessível. Talvez estejamos a fazer música melhor. Talvez seja apenas porque nos acham engraçados.[9] Cquote2.svg
Robert Smith, acerca do súbito entusiasmo mundial em torno dos Cure, Ten Imaginary Years, 1988

Em 1987 gravam no sul de França um disco duplo, Kiss Me Kiss Me Kiss Me, um projecto arrojado, com músicas pop belas contrastando com músicas cheias de raiva, relembrando o período mais negro da banda. "Why Can't I Be You?", "Catch", "Hot Hot Hot!!!" e "Just Like Heaven" são algumas músicas do lado pop, que contrastam com "The Kiss", "Torture" ou "If Only Tonight We Could Sleep", "The Snakepit" entre outras. Actuam pela primeira vez num país lusófono — o Brasil, com oito concertos: três no Ibirapuera em São Paulo, dois no Gigantinho em Porto Alegre, dois no Maracanãzinho no Rio de Janeiro e um no Mineirinho em Belo Horizonte.[51] Lol Tolhurst, estava com cada vez mais dificuldades para actuar ao vivo devido aos seus problemas de alcoolismo levando Robert Smith a optar por convidar Roger O'Donnell dos The Psychedelic Furs para o assistir.[52]

Em 1989, surge o álbum que é considerado, de uma forma mais ou menos consensual, o melhor álbum da banda, Disintegration. Gravado numa fase particularmente difícil para o Robert, que na altura vivia a angústia da passagem para os trinta anos e da consciencialização de que o passado não volta, conseguiu canalizar todo o seu desespero para as suas letras e música.[53] Nunca o triste e belo estiveram tão perto da perfeição e foi considerado o álbum do ano para a Melody Maker. Com este disco e especialmente com os singles alcançam bastante atenção mundial. "Fascination Street", "Pictures Of You", e principalmente, "Lullaby" e "Lovesong" atingem óptimas posições nos "tops". Laurence Tolhurst, é afastado da banda devido aos seus problemas com o álcool e fraca contribuição para a banda, após um ultimato do resto da banda a Robert Smith; Roger O'Donnell que já tinha sido contratado em 1987, assegura a função totalmente.[54] Após uma tournée mundial que pela primeira vez passa por Portugal, no Estádio de Alvalade em Lisboa,[55] Robert despede-se com um "goodbye and I'll never see you again" ("adeus e eu nunca mais vos verei novamente"). Também afirmou à imprensa que esta seria a última tournée que faria,[56] no entanto as suas ameaças não se viriam a confirmar.

Cquote1.svg Chegou a um ponto ao qual eu não conseguia lidar com isso, então eu decidi que esta seria a minha última tour. Eu simplesmente já não conseguia lidar com o tipo de atenção que me despendiam.[57] Cquote2.svg
Robert Smith em declarações à Sounds em Outubro de 1989, The Cure - A Visual Documentary, 1993
Beachy Head, no Sul de Inglaterra, local onde foram gravados os videoclipes de "Just Like Heaven" e "Close To Me".

Em 1990, "Lullaby" recebe um Brit Award para a categoria de "melhor videoclipe".[56] Neste mesmo ano O'Donnell opta por deixar a banda e é substituído por um roadie, Perry Bamonte, que nunca tinha tocado teclados na vida.[58] Ainda em 1990, Robert Smith surpreende todo o mundo com um álbum de remixes de algumas das suas mais conhecidas músicas. Mixed Up é o nome do álbum, o qual choca tanto a crítica mundial como os seus próprios fãs. Deste álbum serão extraídos os singles, "Never Enough" e "Close To Me" versão remix.

Em 1991, os leitores do jornal de música britânico Sounds elegem os The Cure como a "melhor banda ao vivo". Ganham também o prémio para "melhor vídeo promocional" ("Never Enough"), enquanto Robert ganha o prémio de "melhor músico" e "melhor voz masculina".[59] Ainda em 1991, vencem outro Brit Award; desta vez são distinguidos como a "melhor banda britânica".[60]

Em 1992 sai um novo disco de originais, Wish, que tinha a difícil missão de superar o admirável Disintegration. Por isso mesmo para muitos foi uma decepção mas esquecendo o facto de ser praticamente impossível superar tal álbum, Wish não deixa de ser notável. "A Letter To Elise", "High" e especialmente "Friday I'm In Love" foram os singles que mais uma vez atingiram os "tops" mundiais. O álbum atingiu o top de álbuns mais vendidos no Reino Unido e foi segundo nos Estados Unidos.[61] Ignorando a parte comercial, este álbum possui igualmente temas incontornáveis como "Open", "From the Edge of the Deep Green Sea", "To Wish Impossible Things", entre outras. Foi o álbum de originais dos Cure que mais vendeu.

Os The Cure tinham atingido o auge da sua fama. Seguiu-se mais uma gigantesca tournée mundial, da qual seriam editados dois álbuns; Show (com o lado mais comercial) e Paris (priorizando as canções mais intimistas). Aqui terminava mais uma fase dos The Cure. Boris Williams e Porl Thompson estavam de partida.[62]

Declínio comercial (1994–1999)[editar | editar código-fonte]

Simon Gallup na sua pose habitual

Após a debandada, Robert Smith estava também a lidar com o processo que Lol Tolhurst lhe moveu em 1991, contra a sua pessoa e a Fiction Records, por direitos sobre o nome da banda e mais direitos financeiros que julgava ter.[63] Apesar de ter perdido o caso, Lol Tolhurst causa danos na banda, que neste período praticamente deixou de existir.

Em 1995, Robert consegue juntar alguns elementos e começa a pensar mais seriamente num novo álbum. Roger O'Donnell tinha sido convidado de novo para os teclados, Perry deixa os teclados e passa para a guitarra a tempo inteiro e Simon continua no baixo. Como solução para a falta de baterista, decidem colocar um anúncio na NME. Jason Cooper consegue o lugar.[64] Fazem uma pequena tournée por festivais europeus, incluindo o Super Bock Super Rock em Lisboa.[65]

Em 1996 sai o novo álbum, Wild Mood Swings, após o Wish de 1992, um período demasiado longo para um mundo demasiado activo e sedento de novas direcções que praticamente já os tinha esquecido e vivia absorvido pela moda do britpop. No entanto o álbum fica bastante longe das expectativas criadas mesmo pelos próprios fãs. Um álbum bastante heterogéneo e com umas sonoridades completamente atípicas até então. Pela primeira vez um álbum de originais dos Cure tinha vendido menos que o seu antecessor.[66] Seguiu-se uma nova tournée mundial, que mesmo apesar do fracasso comercial do álbum, enchia os recintos por todo o mundo. Apresentam-se novamente em terras tupiniquins no Pacaembu em São Paulo e na última edição do Hollywood Rock Festival no Rio de Janeiro,[51] motivados por um abaixo-assinado de fãs brasileiros.[67] Iniciava-se uma longa travessia no deserto, preenchida por alguns festivais de verão, algumas colaborações e uma nova compilação de singles em 1997 intitulada Galore, que não teve o sucesso esperado.

Ainda em 1998 passam pela terceira vez em Portugal, inseridos uma vez mais no contexto de uma pequena tournée por alguns festivais europeus; agora regressavam para um concerto no Festival do Sudoeste, em Portugal,[68] e para o primeiro concerto na Galiza, na Praia de Riazor, na Corunha.[51]

Ressurgimento (2000 - presente)[editar | editar código-fonte]

Em 2000 os The Cure regressam para, segundo Robert Smith, completar a trilogia iniciada com os álbuns Pornography e Disintegration que agora seria completada com Bloodflowers e logo após a tournée de suporte para o álbum, acabaria com os Cure.[69] Mais uma vez a sua "ameaça" não seria concretizada. O disco, apesar de não estar ao nível dos outros dois, reanima sem dúvida os The Cure, reavivando o entusiasmo pela banda, mesmo sem qualquer single editado. O álbum foi nomeado para um Grammy Award na categoria de melhor álbum de rock alternativo.[69] Seguiu-se uma nova tournée mundial, que foi vista por mais de um milhão de pessoas e uma certa aclamação geral pela banda. Este seria o último álbum de originais que gravariam pela Fiction Records.

Em 2002 realizaram uma nova tournée europeia por festivais do velho continente, incluindo novamente o Festival do Sudoeste em Portugal[70] e em novembro do mesmo ano, realizaram os notórios concertos da trilogia (Pornography, Disintegration e Bloodflowers) nas cidades de Bruxelas e Berlim. Em cada uma destas três noites a banda apresentou ao vivo as três obras completas perante uma audiência em delírio. As duas últimas noites podem ser revistas parcialmente no DVD Trilogy entretanto editado pela banda.

Apesar de já algumas bandas o terem referido no passado, é por esta altura que começam mais frequentemente a referir Smith e os Cure como uma das suas principais influências. Smashing Pumpkins, Placebo, Interpol, Mogwai, Deftones, Bloc Party, Dinosaur Jr., Blink-182, Jane's Addiction, My Chemical Romance, Hot Hot Heat são algumas das bandas que podemos referir, já não referindo uma interminável lista de bandas góticas que foram e são obviamente muito influênciadas pelos The Cure. A banda é considerada uma das bandas que mais influenciou o rock alternativo moderno.[71] E com isto a banda recebe um prémio da revista inglesa Q, "The Most Inspiring Band" perante uma plateia que recebeu Robert Smith de pé.[72]

Porl Thompson, ex-guitarrista dos The Cure.

Em 2004 lançam um novo álbum com o simples título de The Cure, gravado pela Geffen Records e produzido por Ross Robinson. Aclamado pela imprensa internacional e pelos fãs e segundo alguma imprensa, o melhor álbum desde o Disintegration.[73] A MTV promove uma homenagem aos The Cure, MTV Icon, com a presença de bandas que nos apresentam covers da banda ou de alguns músicos em representação das suas bandas que falam acerca do quão importantes foram os The Cure para as suas bandas e para eles próprios. Estiveram presentes: Razorlight, AFI, Red Hot Chili Peppers, Audioslave, Air, Good Charlotte, The Rapture, The Killers, Marilyn Manson, Metallica, Interpol, Deftones, Blink-182, Placebo, etc.

Cquote1.svg No último verão, senti-me completamente à deriva pela primeira vez na minha vida. Senti-me desassociado de tudo o que sempre me ancorou. Senti que não encaixava na minha casa e na minha família. Simplesmente já não me sentia confortável e as primeiras duas canções (Lost e Labyrinth) reflectem isso [74] Cquote2.svg
Robert Smith, sobre The Cure, Uncut, 2004

Entram para o Rock Walk of Fame, e passam a figurar ao lado das maiores lendas de música rock mundial.[69] Fazem uma pequena tournée européia que passa pelo Festival de Vilar de Mouros, em Portugal[75] e Festival Xacobeo, em Santiago de Compostela, Galiza.[76] Após esta, Perry e Roger saem da banda sem grandes revelações dos motivos e Porl Thompson regressa. A re-estreia deu-se no palco de Paris do Live 8.

Em 2005 fazem uma nova tournée com a "nova banda" por alguns dos maiores festivais Europeus e que em 2006 seria editado em DVD com o nome Festival 2005. Durante o período entre 2005 e 2007 Robert Smith protelou sucessivamente a apresentação do novo álbum da banda alegando falta de inspiração, inclusive adiando uma tournée que passaria pelos Estados Unidos e Canadá a fim de terminar o álbum o mais rápido possível. Em Julho de 2007 teve início uma digressão mundial que começou na Ásia, passou pela Oceania (Austrália e Nova Zelândia) mas foi abruptamente adiada quando se preparava para chegar aos Estados Unidos pelos motivos acima referidos. Em 2008 esta tournée passou pela Europa, incluindo um concerto no Pavilhão Atlântico em Portugal,[77] seguindo posteriormente para a América do Norte.

Em 27 de Outubro de 2008, é lançado na maior parte dos países da UE, inclusive Portugal, o décimo terceiro álbum de originais da banda, o 4:13 Dream, após quatro singles de promoção e um EP.

Entretanto, Porl Thompson, após esta tournée e contra todas as expectativas, é misteriosamente afastado da banda sem qualquer explicação oficial, apenas sendo irrefutável esta alegação porque desde então nunca mais apareceu em qualquer evento da banda. Até ao momento permanece um tabu.

Em 2011, os Cure fazem os concertos especiais "Reflections", que pretendiam emular a ideia do "Trilogy" de 2002, sendo que desta vez recriam os três primeiros álbuns da banda — Three Imaginary Boys; Seventeen Seconds; Pornography. Foram realizados concertos — a preços exorbitantes — em Sidney, Londres, Nova Iorque e Los Angeles. Roger O'Donnel e Lol Tolhurst foram convidados para integrarem a banda nesta pequena digressão. Roger anunciaria em Setembro, perante a perplexidade de muitos, que estava de regresso à banda pela terceira vez. Foram também indicados, pela primeira vez, para o Rock and Roll Hall of Fame, mas acabaram por não ser seleccionados.

Foi ainda editado, no final deste ano, o álbum "Bestival Live 2011", sucedendo, no que concerne a registos ao vivo, ao álbum de 1993, Show.

Em 2012, deram a conhecer ao mundo que iriam fazer mais um digressão pelos maiores festivais europeus e passaram, assim, pela sétima vez por Portugal — desta vez pelo Festival Optimus Alive. Esta digressão, e para espanto de todos, teve a participação do lendário guitarrista de David BowieReeves Gabrels, que demonstrou a destreza necessária e a habilidade para, parcialmente, fazer esquecer Porl Thompson.

Características musicais[editar | editar código-fonte]

The Cure ao vivo no Pavilhão Atlântico, Lisboa, em Março de 2008

A música dos The Cure tem sido categorizada como rock gótico[78] , subgénero do rock alternativo, como uma das principais bandas, no entanto, Robert Smith disse em 2006 que "é patético quando o 'gótico' ainda se cola ao nome The Cure", considerando o sub-género "incrivelmente estúpido e monótono. Verdadeiramente lastimoso".[79] Ainda assim, Smith afirma que "não somos categorizáveis. Suponho que fossemos pós-punk quando aparecemos, mas na totalidade é impossível. Eu só toco 'música Cure', seja lá o que isso for."[80]

Ainda sobre este mesmo tema, Robert Smith, uma vez mais questionado sobre o assunto, em 2008, para a NME, respondeu:

"Quando fizemos o álbum Faith em 1981, o gótico ainda não tinha sido inventado, nós eramos uma "raincoat band". Estavamos a inventar o gótico com esse álbum e o Pornography. Mas nós não o eramos, estavamos apenas a tocar música emocional. Eu sentia-me um bocado desesperado na altura, a banda no seu todo era um bocado desesperante, pensavamos que ia acabar com o Pornography."[81]

Apesar de serem vistos como produtores de música obscura e sombria, os Cure também obtiveram sucesso com algumas músicas alegres. A Spin Magazine, escreveu que "Os Cure sempre foram uma banda do tipo: ou Robert Smith está a afincadamente dedicado numa tristeza gótica ou está a lamber um pegajoso algodão-doce dos seus dedos manchados de batom".[82]

O estilo musical primário dos Cure tem sido listado como "linhas de baixo melódicas e dominantes; vozes lamuriosas e sufocantes; e uma obsessão lírica com o existencial, quase um desespero literário".[83] A maior parte das músicas dos Cure começam com as partes de baixo e de bateria de Smith e Gallup. Ambos gravam demos em casa e depois em estúdio para aperfeiçorem suas ideias. Smith afirmou em 1992, "Eu penso que quando as pessoas falam comigo acerca do som dos Cure, referem-se ao baixo de 6 cordas, guitarra acústica, e à minha voz, mais o som de cordas do Solina".[84] Por cima desta base é acrescentado "grandes camadas de guitarras e sintetizadores"[1] Os teclados sempre foram um componente no som da banda desde o Seventeen Seconds, e a sua importância aumentou com o uso proeminente no Disintegration.[85]

Legado[editar | editar código-fonte]

Influência[editar | editar código-fonte]

Os The Cure têm servido como uma influência principal em diversos artistas que emergiram durante os trinta anos de carreira da banda, incluindo Jane's Addiction,[86] The Smashing Pumpkins,[87] e Dinosaur Jr.[88] Smith notou que ele vê as bandas influenciadas pelos Cure, Interpol e My Chemical Romance, com afecto, adicionando que "também acho a obsessão com Simon [Gallup] de Carlos D. [baixista do Interpol] fofa".[89] Além disso, o grupo foi uma das primeiras bandas alternativas a ter um sucesso comercial nas paradas numa era antes do rock alternativo ter chegado ao mainstream. Em 1992, a NME afirmou que The Cure se tornaram durante os anos 1980 "uma máquina de sucessos gótica (19 até hoje), um fenómeno internacional e, sim, a banda alternativa mais bem sucedida que já vagou desconsoladamente pela Terra".[90]

The Cure na cultura popular[editar | editar código-fonte]

Várias referências foram feitas aos The Cure e à sua música na cultura popular. Diversos filmes usaram títulos de canções dos Cure como títulos de filme, incluindo Boys Don't Cry (1999) e Just Like Heaven (2005). A série de TV One Tree Hill tem feito várias referências ao grupo: vários episódios têm nomes de canções como "To Wish Impossible Things", "From The Edge of the Deep Green Sea", "The Same Deep Water as You" e "Pictures of You". A música "Apart" teve um papel proeminente em um dos últimos episódios da 1ª temporada. Adicionalmente, na 3ª temporada, Peyton e Elie entram em uma discussão quanto a qual é o melhor álbum dos Cure: Disintegration ou Wish. E no final da 5ª temporada, Peyton escreveu a letra de "Lovesong" no chão da Rivercourt.

Em algumas situações, a imagem obscura dos Cure tem sido parodiada. No segundo ano de The Mighty Boosh, The Moon canta o refrão de "The Lovecats". Noutro ponto desta série, um poderoso spray para cabelo, o Goth Juice, é dito ser "O mais poderoso spray de cabelo conhecido pelo homem; feito das lágrimas de Robert Smith". The Mary Whitehouse Experience mostrava frequentemente breves clipes das estrelas do show cantando músicas cómicas e rimas de enfermaria como os The Cure em um estilo deprimente. Robert Smith apareceu no episódio final da primeira série de The Mary Whitehouse Experience, dando um soco no personagem Ray (interpretado por Robert Newman) enquanto murmurando a frase de impacto de Ray "Oh no what a personal disaster" ("Oh não, que desastre pessoal").

Robert Smith deu voz a si próprio na primeira temporada da série animada South Park[91] a pedido de um dos criadores, Trey Parker, um fã dos Cure.[92] Smith apareceu no episódio "Mecha-Streisand", onde lutou contra a gigante metálica Barbra Streisand. Assim que se afasta triunfante pela montanha acima no fim do episódio, o personagem Kyle Broflovski grita "O Disintegration é o melhor álbum de sempre".[93] A banda estima ter vendido 27 milhões de albuns até 2004.[94]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Em 2008, os The Cure tinham editado treze álbuns de estúdio, além de diversos singles, colectâneas, apresentações ao vivo e documentários de gravação.

O grupo também compôs canções inéditas para filmes, como "Burn" para O Corvo, "More Than This" em The X-Files e "The Dredd Song" para Juiz Dredd. Outras canções foram incluídas em bandas sonoras, tais quais "Boys Don't Cry" em The Wedding Singer e Busenfreunde; "In Between Days" em Grosse Pointe Blank; "Just Like Heaven" em Judas Kiss, Gypsy 83, Just Like Heaven e The Man Who Loved Ynge; "Doing the Unstuck" em Gypsy 83; Career Girls, American Psycho e Marie Antoinette.

Também apareceu em séries televisivas como Melrose Place, One Tree Hill, Beavis and Butt-Head, Cold Case, Reunion, entre outras.

também fazem uma cover de "World In My Eyes" para o álbum de tributo aos Depeche Mode, For The Masses.

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Actuais[editar | editar código-fonte]

Ex-integrantes[editar | editar código-fonte]

Prémios[editar | editar código-fonte]

Certificados da RIAA[editar | editar código-fonte]

Informações retiradas da base de dados da RIAA.[95]

Certificados da BPI[editar | editar código-fonte]

Informações retiradas da base de dados da Indústria Fonográfica Britânica.[96]

Award Shows[editar | editar código-fonte]

Referências

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  2. Erica Starr. The Everything Rock Drums Book with CD: From Basic Rock Beats and Syncopation to Fills and Drum Solos - All You Need to Perform Like a Pro. Everything Books; 2009. ISBN 1-59869-627-0. p. 9.
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  5. The Cure declared Shockwaves NME Awards 2009 Godlike Geniuses NME.com (2008-10-28). Visitado em 2008-10-28.
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  7. a b c d e Barbarian, Steve Sutherland, Robert Smith, pg. 6
  8. a b c d e f Barbarian, Steve Sutherland, Robert Smith, pg. 8
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  12. a b Frost, Deborah. Taking The Cure With Robert. Creem Magazine (01/10/87).
  13. Apter, pg. 46
  14. a b Barbarian, Steve Sutherland, Robert Smith, pg.11
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  16. Barbarian, Steve Sutherland, Robert Smith, pg. 14
  17. Dave Thompson, Jo Ann Greene, pg. 10, 11
  18. Dave Thompson, Jo Ann Greene pg. 23, 24
  19. Barbarian, Steve Sutherland, Robert Smith, pg. 20, 21, 26
  20. Barbarian, Steve Sutherland, Robert Smith, pg. 20, 21, 37
  21. Barbarian, Steve Sutherland, Robert Smith, pg. 26, 27, 28
  22. a b Barbarian, Steve Sutherland, Robert Smith, pg. 126
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  28. a b Dave Thompson, Jo-Ann Greene, pg. 23
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  30. Barbarian, Steve Sutherland, Robert Smith, pg. 44,45
  31. Barbarian, Steve Sutherland, Robert Smith, pg. 48, 50
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  33. Robert Dimery. "The Cure Pornography" de Peter Notari. 1001 Albums You Must Hear Before You Die. ISBN 0789313715
  34. Luke Lewis. "Release The Bats". NME.com. 5-03-2009. The Cure – One Hundred Years. Its opening track set the mood: spidery dissonance, fractured imagery, and an overarching mood of terrifying nihilism. Most gothic moment: "It doesn't matter if we all die" – the most quintessentially goth opening line to any album ever?
  35. Barbarian, Steve Sutherland, Robert Smith, pg. 54, 55
  36. Barbarian, Steve Sutherland, Robert Smith, pg. 55
  37. Ross Clarke, pg. 90
  38. Jeff Apter, pg. 167
  39. Barbarian, Steve Sutherland, Robert Smith, pg. 60
  40. Barbarian, Steve Sutherland, Robert Smith, pg. 61
  41. Steve Severin, Out of the Woods DVD
  42. a b Barbarian, Steve Sutherland, Robert Smith, pg 66
  43. Barbarian, Steve Sutherland, Robert Smith, pg 62
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  45. Ross Clarke, pg 114
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  47. Dave Thompson, Jo Ann Greene pg 58
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  49. Barbarian, Steve Sutherland, Robert Smith, pg. 86
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  58. Dave Thompson, Jo Ann Greene pg. 99
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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  • The Cure: A Visual Documentary, por Dave Thompson e Jo-Ann Greene(1988) Omnibus Press ISBN 0-7119-1387-0
  • The Cure: Songwords 1978-1989 S. Hopkins, Robert Smith and T. Foo (1989) Omnibus Press ISBN 0-7119-1951-8
  • In Between Days: An Armchair Guide To The Cure por Dave Thompson, Helter Skelter Publishing (October 2005) ISBN 1-905139-00-4
  • The Cure - Greatest Hits Hal Leonard Corporation (Maio 2002) ISBN 0-634-04667-5
  • Robert Smith: "The Cure" and Wishful Thinking por Richard Carman (2005) Independent Music Press (UK) ISBN 978-0-9549704-1-3
  • Après la Pluie, por David Fargier (2004) Editions Vents d'Orage ISBN 2-9522546-0-5
  • Success Corruption & Lies, por Ross Clarke (1992) Kingsfleet Publication ISBN 1-874130-03-5
  • The Cure", por Jo-Ann Greene (1986), Bobcat Books ISBN 0-7119-0805-2
  • Catch: Robert Smith And The Cure, por Daniel Patton (1997) The Dunce Directive ISBN 0-9522068-1-1
  • The latest album by The Cure (L'ultimo disco dei Cure), por Massimiliano Nuzzolo (2004) Sironi Publisher. ISBN 8-8518-0027-8.
  • Never Enough: The Story of the Cure, por Jeff Apter (2006) Omnibus Press. ISBN 1-84449-827-1
  • One Hundred Songs The Dark Side Of The Mood, por Jean-Christophe Bétrisey - David Fargier (2007), éditions Tricorne.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Oficiais[editar | editar código-fonte]

Outros[editar | editar código-fonte]