Pavilhão Atlântico
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[editar] História
A ideia de construir o Pavilhão Atlântico remonta às primeiras discussões sobre o Plano de Urbanização da Expo 98. Ao contrário de outras cidades europeias, Lisboa não possuía uma sala polivalente para acolher espectáculos, congressos e acontecimentos desportivos de grande envergadura. As salas existentes, tanto na capital como noutros pontos do país, ou tinham lotação limitada - até 4.000 lugares -, ou eram dificilmente adaptáveis a eventos não convencionais, como o desporto de alta competição em recinto coberto. Além disso, não dispunham do aparato tecnológico exigido para coberturas televisivas modernas ou pelos grandes espectáculos musicais ou teatrais.
Existia um vazio entre as salas até quatro mil lugares, como o Coliseu de Lisboa ou os pavilhões construídos para outros fins e adaptados, e os grandes recintos abertos. Esta circunstância fazia com que o país ficasse fora dos campeonatos de desporto “indoor” e fosse difícil realizar grandes concertos nas estações frias e chuvosas. Daí ter-se optado por construir um equipamento deste tipo, no quadro do plano de urbanização para a zona da Expo 98. Esta localização tinha a vantagem de servir não só a população da maior área metropolitana portuguesa, mas também o país no seu conjunto, dada a proximidade da Estação do Oriente (onde se interligam os principais meios de transporte público) e dos principais nós rodoviários.
Shakira detém o recorde de audiência no Pavilhão, quando 20 mil pessoas assistiram ao seu concerto da Oral Fixation Tour, a 4 de abril de 2007. A colombiana detinha o recorde anterior, datado de 23 de Abril de 2003, ao conseguir uma audiência de 19136 espectadores.
[editar] Projecto inovador
Para o projecto foi escolhido o arquitecto português Regino Cruz, associado a um grande gabinete internacional: Skidmore, Owings & Merril (SOM). Regino Cruz é autor de diversos projectos no Brasil e em Portugal, nomeadamente de edifícios institucionais e de escritórios em Lisboa.
A SOM obteve o primeiro prémio nos concursos para os estádios Olímpicos de Manchester e Berlim, para além de acumular projectos de grandes pavilhões desportivos nos EUA (Portland, Filadélfia,Oakland ou Minneapolis). É também co-projectista da Torre Vasco da Gama, situada no topo norte do recinto do Parque das Nações. A configuração do Pavilhão Atlântico lembra uma nave espacial mas a sua forma é também a do caranguejo-ferradura. Misto de animal marinho e nave espacial, esta forma merecia uma estrutura que a suportasse, física e simbolicamente. Assim surgiu a ideia do travejamento em madeira para sustentar a cobertura, à maneira do cavername invertido de uma nau quinhentista. Numa exposição mundial que evoca os oceanos e as Descobertas, a madeira, melhor que o aço ou o betão, é a matéria-prima ideal. Definida a forma, a implantação do edifício fez-se para tirar partido da exposição solar da fachada virada a sul, para aumentar os ganhos solares durante a estação mais fria e prevenir a sua incidência directa por meio de sombreados durante o Verão. Desta forma racionalizaram-se custos de climatização. No mesmo sentido, foram colocadas aberturas no topo de edifício que facilitam a ventilação natural da atmosfera interior e garantem o seu arrefecimento entre eventos. A organização interna do espaço foi pensada em função de 3 grandes objectivos: 1) minimizar o impacto visual de uma construção de grandes dimensões como é esta, 2) contribuir para um uso racional da energia e 3) simplificar a entrada e saída do público. Assim, o piso das salas de competição e espectáculos foi enterrado a 6,4 m abaixo do nível do solo. Apesar do generoso pé-direito do edifício, este apresenta uma imagem exterior à escala humana. As entradas e saídas fazem-se facilmente através de uma pequena escadaria exterior que circunda o edifício. A inércia térmica foi melhorada, já que a superfície de contacto com o exterior é reduzida. O desenho e construção do exterior contribuem também para os objectivos de optimização ao nível energético/ambiental do edifício. A cobertura é revestida a chapa de zinco. Sob esta existem diversas camadas de isolante (lã mineral), e espaços livres, para que a circulação e refrigeração do ar se façam.
Os vidros das fachadas são protegidos com palas. As suas dimensões foram estudadas para que o Sol incida directamente apenas no Inverno e somente na zona em torno da arena. O sistema de persianas dos grandes lanternins da cobertura é móvel e de accionamento eléctrico. Uma forma de engenhosa de tirar partido da luz natural, ao aumentar o conforto visual e reduzir o gasto de electricidade na iluminação artificial.
[editar] "Oceanos e Utopias"
Durante a realização da EXPO’98, o edifício foi designado Pavilhão da Utopia, albergando o espectáculo “Oceanos e Utopias”.
Enquanto noutros grandes pavilhões da EXPO’98 (como os de Portugal, Conhecimento dos Mares ou do Futuro) a abordagem do tema “oceanos” foi pensada numa perspectiva histórica, científica e artística, neste caso privilegiou-se o lado mágico, onírico e simbólico. Assim, durante os 132 dias da exposição, o Pavilhão da Utopia foi um espaço aberto à imaginação, reflectindo os medos, mitos e lendas que, ao longo da História, se foram associando aos oceanos.
Assistiu-se ao desfile de figuras como Dédalo, o primeiro homem-pássaro, Deuses do Olimpo, heróis míticos como Hércules numa colorida sucessão de quadros: o nascimento do Homem e dos Deuses, o Big Bang, o Dilúvio, a Atlântida, os Descobrimentos, a Conquista do Espaço, etc..
Um espectáculo, repetido quatro vezes ao dia, da autoria de François Confino e Philipe Genty e produzido pela empresa Rozon. Concebido através da conjugação de efeitos teatrais clássicos com as modernas tecnologias multimédia.
[editar] Actuações
O Pavilhão Atlântico já acolheu muitos concertos, tais como:
- 50 Cent
- Alicia Keys
- Anastacia
- Andrea Bocelli
- Backstreet Boys
- Ben Harper
- Beyoncé
- Bryan Adams
- Busta Rhymes
- Charles Aznavour
- Carlos Santana
- Coldplay
- Dave Matthews Band
- Depeche Mode
- Enrique Iglesias
- Eric Clapton
- Elton John
- Eros Ramazzotti
- George Michael
- Il Divo
- Incubus
- Iron Maiden
- Jack Johnson
- Jamiroquai
- Joaquín Cortés
- Joe Cocker
- Julio Iglesias
- Korn
- Kylie Minogue
- Limp Bizkit
- Linkin Park
- Madonna
- Marilyn Manson
- Michael Jackson
- Moby
- Oasis
- Pearl Jam
- Placido Domingo
- Rammstein
- Red Hot Chili Peppers
- Ricky Martin
- Rihanna, in the Cidade FM: Move Ya Body evento
- Robbie Williams
- Roger Waters
- Scorpions
- Shakira
- Sigur Rós
- Simply Red
- Slipknot
- Supertramp
- The Black Eyed Peas
- The Cure
- The Doors
- The Offspring
- The Pussycat Dolls, in the Cidade FM: Move Ya Body evento
- The Who
- Tokio Hotel
Portugueses:
Brasileiros:
[editar] Ligações privilegiadas
O Pavilhão Atlântico é membro da ATL – Associação de Turismo de Lisboa - e membro activo da EAA – Associação de Arenas Europeias. Através deste tipo de ligações é possível estabelecer relações estreitas com as principais salas de espectáculos européias e beneficiar de sinergias de escala nas digressões mundiais.
[editar] Ligações externas
- Página oficial
- Portal das Nações Descobre o Pavilhão Atlântico
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