Festival de Vilar de Mouros

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Rio Coura durante o festival em 2003

Festival de Vilar de Mouros é um festival de música, que se realiza no verão em Vilar de Mouros, Caminha, Portugal.

É também o mais antigo festival em Portugal e a sua primeira edição foi em 1971. Apenas em 1982 se realizou o segundo.

Festivais[editar | editar código-fonte]

1971[editar | editar código-fonte]

A 7 e 8 de Agosto de 1971, por altura das comemorações do IX centenário da doação de Vilar de Mouros à Sé de Tui, foi realizado um festival de música com um formato até então impensável para a época, existindo porém plena liberdade de expressão entre todos aqueles que participaram no Festival de Vilar de Mouros de 1971, o que leva a ser considerado pela crítica nacional e internacional como o Woodstock português.

Entre as 30.000 pessoas que assistiram ao festival encontravam-se muitos hippies oriundos de vários pontos da Europa.

Na sua edição original, o Festival de Vilar de Mouros foi organizado por António Augusto Barge[1] e apresentou um alinhamento musical variado, cobrindo as áreas de música tradicional, fado, pop e rock. Entre os artistas que actuaram destacam-se algumas que estão na origem do rock português:

7 de Agosto 8 de Agosto
  • Elton John
  • Pop Five Music Incorporated
  • Psico
  • Sindicato
  • Mini-Pop
  • Celos
  • Objectivo
  • Pentágono
  • Bridge
  • Quarteto 1111

Quarteto 1111 foi a primeira banda a actuar e Elton John fechou a noite. As restantes bandas podem não estar listadas pela ordem de actuação.

O festival foi assistido por mais de 30.000 pessoas, tendo sido montado um grande acampamento.

Quem por lá passou no primeiro Festival de Vilar de Mouros, conta com saudade e emoção, o espírito vivido naquele ano, onde jovens conviveram uns com os outros em pleno clima de paz, amor, e liberdade, e a ouvir os primeiros grupos de rock portugueses, esses sim, os verdadeiros "pais" do rock português.

Fica na memória, os milhares de jovens, hippies, e excêntricos portugueses, bem como muitos hippies estrangeiros que naquele longínquo ano de 1971, estiveram em Vilar de Mouros, por entre um clima de liberdade, diversão, e actos livres e sinceros de contra-cultura, na esperança de expressar uma nova vida e ideia, o que contraria o que dizem daquela época, por entre um cigarro de erva ou uma viagem de LSD, souberam deixar a sua marca na história da cultura e música portuguesa, deixar bem claro que através de imagens, testemunhos, e filmes, que a juventude da época não estava desligada ou limitada da informação e acontecimentos que mudaram o mundo, e essa prova está no grande e genuíno festival desse maravilhoso ano de 1971.

1982[editar | editar código-fonte]

Em 1982, realiza-se a segunda edição do Festival, mantendo e expandindo a vocação de apresentar uma grande diversidade de estilos, com participações nacionais e internacionais nas áreas do jazz, rock, blues, fado, folclore e música clássica.[2] Dos participantes nesta edição destacam-se:

1996[editar | editar código-fonte]

Entre 9 de Agosto e 11 de Agosto de 1996 realizou-se a 3ª edição do Festival de Vilar de Mouros, desta vez destacando-se a participação de:

1999[editar | editar código-fonte]

Entre 17 de Agosto e 22 de Agosto de 1999 teve lugar a 4ª edição do festival, desta vez com um recinto aumentado e um maior número de palcos e por lá passaram:

2000[editar | editar código-fonte]

Em 2000 nova edição do Festival de Vilar de Mouros, com a participação de nomes como:

2001[editar | editar código-fonte]

A 12 de Julho de 2001 mais uma edição, desta vez a 5ª, com a participação de:

2002[editar | editar código-fonte]

A 6ª edição do festival teve início a 12 de Julho de 2002 e contou com a presença de:

2003[editar | editar código-fonte]

A 7ª edição do Festival de Vilar de Mouros desenrolou-se entre 18 de Julho 20 de Julho de 2003 e contou com a participação de:

2004[editar | editar código-fonte]

Com iníco a 16 de Julho de 2004 a edição deste ano apresenta um cartaz com:

2005[editar | editar código-fonte]

Neste ano o festival decorreu entre 28 e 31 de Julho, apresentado música para todos os gostos.

Destaca-se a presença no palco principal de:

entre outros.

2006[editar | editar código-fonte]

2007[editar | editar código-fonte]

Este ano o festival foi cancelado devido a uma discordância entre as partes envolvidas na organização.

2008[editar | editar código-fonte]

Mais uma vez não se realiza na sequência do agravamento do relacionamento entre a autarquia caminhense, a Junta de Freguesia e a PortoEventos, promotora do festival, que assegura a concessão do festival até 2010.

A junta de freguesia, proprietária dos mais de 50 000 m2 de terreno onde se realiza o festival - anunciou o rompimento do protocolo com a PortoEventos para organização do festival, alegando o "incumprimento contratual" da empresa, que o organiza desde 2005.

A PortoEventos deveria pagar, anualmente, 25 mil euros, num contrato que seria válido até 2010. No entanto, a junta apenas recebeu aquele montante no primeiro ano, estando em dívida o pagamento dos dois anos seguintes, para além da promessa, por cumprir, de investir 50 mil euros, por ano, na beneficiação do recinto do festival.

2014[editar | editar código-fonte]

Após oito anos de interregno, o Festival de Vilar de Mouros decorreu de 31 de julho a 2 de agosto[3] .

O festival foi organizado pela Fundação AMA Autismo[4] , pela Câmara de Caminha e a junta de freguesia de Vilar de Mouros. O festival foi exemplo de um projeto de economia social, uma vez que as receitas reverterão na íntegra para a construção de um edifício, em Viana do Castelo, de apoio a pessoas com autismo.

Entre os grupos participantes estiveram os Stranglers que regressaram a Vilar de Mouros depois de terem estado em 1982, os Guano Apes que atuaram em 2003 e os Blind Zero que estiveram no festival em 2001. O festival contou ainda com Capitão Fausto, José Cid, Trabalhadores do Comércio e Xutos e Pontapés.[5]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]